Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza um prêmio anual, o American Society of Cinematographers Awards, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.
Como de costume, a premiação homenageará nomes importantes: o diretor e fotógrafo polonês Andrzej Bartkowiak, de Velocidade Máxima, O Inferno de Dante, Um Dia de Fúria e Romeu Tem que Morrer, receberá o Lifetime Achievement Award; o diretor de fotografia Michael Goi, indicado ao Emmy por Meu Nome é Earl, Glee e American Horror Story, será honrado com o Career Achievement in Television Award; o operador de câmera John Simmons, de Roger Waters: The Wall, receberá o Presidents Award; a diretora de fotografia Joan Churchill, vencedora do BAFTA por Soldier Girls, será homenageada com o Lifetime Documentary Award; e Pete Romano, da equipe de fotografia de A Origem, O Homem de Aço e Minority Report: A Nova Lei, receberá o Curtis Clark ASC Technology Award.
Os vencedores desta 39ª edição serão anunciados no dia 23 de fevereiro em cerimônia realizada no The Beverly Hilton, em Beverly Hills.
Conheça os indicados ao ASC Awards 2025 nas categorias de cinema:
MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Conclave, por Stéphane Fontaine Duna: Parte 2, por Greig Fraser Maria Callas, por Edward Lachman Nosferatu, por Jarin Blaschke O Brutalista, por Lol Crawley Um Completo Desconhecido, por Phedon Papamichael Wicked, por Alice Brooks
MELHOR FOTOGRAFIA | DOCUMENTÁRIO Gaucho Gaucho, por Michael Dweck e Gregory Kershaw Photographer (episódio 3: Dan Winters: Life is Once. Forever.), por Michael Crommett Porcelain War, por Andrey Stefanov
MELHOR FOTOGRAFIA | FILME PARA TV OU SÉRIE LIMITADA Disclaimer (episódio: I), por Emmanuel Lubezki e Bruno Delbonnel Interior Chinatown (episódio: Generic Asian Man), por Michael Berlucchi Mestres do Ar (episódio: Part Three), por Adam Arkapaw Pinguim (episódio: Homecoming), por Jonathan Freeman Prenda a Respiração, por Zoë White Ripley (episódio: Lucio), por Robert Elswit
PRÊMIO SPOTLIGHT Jomo Fray, por Nickel Boys Klaus Kneist e Renata Mwende, por Nawi Michal Dymek, por A Garota da Agulha
O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, conta com mais de 8.500 membros e realiza, desde 1990, uma premiação anual, conhecida como PGA Awards, Producers Guild Awards, que elege os melhores da TV e do cinema.
Considerado uma prévia do Oscar, geralmente seus vencedores coincidem com os premiados pela Academia na categoria de melhor filme; no ano passado, Oppenheimer foi consagrado pelo Sindicato e também com a estatueta dourada.
Nas categorias televisivas, destacam-se: Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, Mal de Família, A Diplomata, Abbott Elementary, O Urso, Hacks, Bebê Rena, Pinguim, Ripley, entre outros. A cerimônia de premiação da 36ª edição acontecerá no dia 8 de fevereiro no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles.
Os homenageados deste ano serão: o produtor cinematográfico Christopher Meledandri, indicado ao Oscar por Meu Malvado Favorito 2, que receberá o David O. Selznick Achievement Award; Dana Walden, presidente do Disney Television Studios e da ABC Entertainment, que será honrada com o Milestone Award; o ator, diretor e roteirista Taika Waititi, vencedor do Oscar por Jojo Rabbit, que será homenageado com o Norman Lear Achievement Award; e as produtoras Lynda Obst, indicada ao Emmy pela série The ’60s, e Paula Weinstein, vencedora do Emmy pelos filmes televisivos Recontagem e Truman, receberão, in memoriam, o Trailblazer Award.
Conheça os indicados ao PGA Awards 2025 nas categorias de cinema:
LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK A Substância A Verdadeira Dor Anora Conclave Duna: Parte 2 Emilia Pérez O Brutalista Setembro 5 Um Completo Desconhecido Wicked
LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Gaucho Gaucho Mediha Porcelain War Rainha do Everest: No Topo com Lhakpa Sherpa Super/Man: A História de Christopher Reeve We Will Dance Again
FILME TELEVISIVO ou STREAMING A Batalha do Biscoito Pop-Tart A Noite que Mudou o Pop Bagagem de Risco O Assassino Rebel Ridge
Seu Jorge e Shirley Cruz em A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert
A 75ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de fevereiro, anunciou novos títulos em sua programação em diversas mostras. O cinema brasileiro, já confirmado com diversos filmes, ganha ainda mais destaque com novas obras selecionadas para a Berlinale.
Na mostra Berlinale Special, uma das mais diversas do festival, o Brasil aparece, fora de competição, com o novo longa de Anna Muylaert: A Melhor Mãe do Mundo. O filme acompanha a história de Gal, interpretada por Shirley Cruz, uma catadora de materiais recicláveis que, a fim de escapar da violência do marido Leandro, vivido por Seu Jorge, coloca seus filhos pequenos em sua carroça e atravessa a cidade de São Paulo. Pelo caminho, ela enfrenta os perigos das ruas enquanto tenta convencer as crianças, Rihanna e Benin, de que estão vivendo uma grande aventura.
Muylaert, que em 2015conquistou o Prêmio do Público na mostra Panorama com o aclamado Que Horas Ela Volta?, retorna com um drama sensível e comovente que aborda temas como vulnerabilidade social, violência doméstica e, acima de tudo, o incondicional amor materno. Ao longo da trama, o público acompanha os sacrifícios emocionais e físicos que Gal faz para preservar a segurança e a inocência de seus filhos. Vale lembrar que em 2016, seu filme Mãe Só Há Uma, também foi exibido na Panorama.
Além de Shirley Cruz e Seu Jorge, o elenco conta também com Rihanna Barbosa, Benin Dailher e Luedji Luna; e participação de Katiuscia Canoro, Dexter e Lourenço Mutarelli. O longa é um projeto da +Galeria, que se destaca por apoiar produções com temas relevantes e impactantes, capazes de abrir diálogos sobre questões sociais pertinentes.
Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. Neste ano, os títulos selecionados oferecem uma variedade deslumbrante de linguagens cinematográficas. As obras fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.
Cena do curta-metragem brasileiro Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho
O cinema brasileiro marca presença na Generation 14plus com o curta-metragem Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho. Produzido inteiramente no interior de São Paulo pela UFO Filmes, com sede em Paraguaçu Paulista, o filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e orçamento enxuto. Para o diretor, a seleção na Berlinale é uma conquista significativa: “É um prazer estrear esse filme em um festival tão importante quanto a Berlinale, que faz com que essa história chegue cada vez mais longe. Berlim ajuda o filme a cruzar fronteiras, ainda mais em um momento tão bonito para o cinema brasileiro”.
A narrativa acompanha um drama familiar com duas irmãs e um padrasto recém-chegado, forçados a passar uma noite na sala de espera de um hospital. Enquanto enfrentam seus próprios conflitos, tornam-se testemunhas do caos social ao redor. O elenco traz a mineira Camila Botelho como protagonista e Ricardo Bagge, além da jovem atriz Isabella Guido, de 12 anos, descoberta em uma escola local, que faz sua estreia no cinema com uma performance marcante.
As filmagens em Paraguaçu Paulista ganharam um toque de realismo com a construção de um hospital fictício em um prédio local e isso gerou burburinho na cidade, pois muitos moradores acreditaram que se tratava de uma inauguração real. A repercussão foi tão grande que a prefeitura precisou divulgar uma nota pública esclarecendo que o local era parte do cenário de um filme. A produtora Luísa Cação reforçou o impacto da seleção na Berlinale: “A gente quer que o mundo veja nossas histórias, escute o que a gente tem pra contar… e Berlim é uma oportunidade muito grande pra isso. Estamos muito felizes!”.
Ainda na Generation 14plus, o Brasil se destaca com a exibição especial da obra De Menor: A Série, de Caru Alves de Souza, que em 2020 passou pela Berlinale com Meu Nome é Bagdá, que foi premiado na mostra Generation. Partindo de uma grande variedade de formatos de gênero e baseados em um cenário antinaturalista, jovens atores retratam cenas em que jovens entram em conflito com autoridades estatais; uma reflexão coletiva sobre as dimensões sistêmicas da justiça e da injustiça.
Produção ficcional que gira em torno de audiências envolvendo adolescentes em conflito com a lei, a série traz uma linguagem não-naturalista. Cada um dos seis episódios adota um gênero ou estilo diferente, incluindo musical, programa de TV, game e podcast. Em Berlim, serão exibidos dois deles.
Grace Orsato em De Menor: A Série, de Caru Alves de Souza
Com seu roteiro final fruto de um processo colaborativo de criação desenvolvido junto ao elenco, a série conta com a atuação de jovens talentos, como: Grace Orsato, Giulia Del Bel, William Costa, Benjamín, Luan Carvalho e Taciana Bastos. A obra tem ainda participações das atrizes Carlota Joaquina, Marina Medeiros, do músico Shabazz, Rita Batata e Giovanni Gallo; estes dois últimos foram protagonistas do longa De Menor, vencedor do Festival do Rio, em 2013, e que serviu de inspiração para a série.
De Menor: A Série é uma produção da Tangerina Entretenimento, empresa comandada pela cineasta Tata Amaral. A equipe criativa principal é composta pelo diretor de fotografia Leonardo Feliciano, a montadora Camila Rizzo, o diretor de arte Julio Dojcsar, a figurinista Silvana Marcondes, a preparadora de elenco Marina Medeiros, o editor de som e mixador Pedro Noizyman e o autor da trilha musical André Whoong.
Além disso, Lucia Murat também marca presença na Generation 14plus com seu novo trabalho: Hora do Recreio, que combina documentário com uma abordagem ficcional com temas como violência, racismo e tráfico de drogas. Esta é a terceira vez da cineasta brasileira no festival, depois de participar com Maré, Nossa História de Amor, em 2007, e Doces Poderes, em 1997.
Com o objetivo de provocar a discussão sobre a educação no país sob a perspectiva de alunos dos ensinos fundamental e médio, com idades entre 14 e 19 anos, o documentário, que será distribuído pela Imovision, aponta os problemas vividos por adolescentes de quatro escolas de diferentes comunidades e bairros do Rio de Janeiro e suas famílias. Partindo de uma pesquisa realizada com professores da rede pública, geralmente apresentados por meio de estatísticas, o projeto une debates com os alunos em sala de aula, sobre os temas evasão escolar, racismo, tráfico de drogas, bala perdida, feminicídio e gravidez precoce, com performances ficcionais.
Documentário brasileiro Hora do Recreio, de Lucia Murat
A partir da dramatização da peça de teatro baseada no livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, escrito no início do século XX, que mostra o abuso sofrido por uma jovem negra suburbana, realizada pelos grupos Nós do Morro, do Vidigal; Grupo de Teatro VOZES, do Cantagalo; e Instituto Arteiros, da Cidade de Deus; os jovens comparam as interpretações às suas vivências como moradores do Morro da Previdência, Morro do Alemão, Colégio e Vidigal.
Sobre o filme, a diretora falou: “A experiência junto aos adolescentes de Hora do Recreio foi das mais emocionantes dos meus muitos anos de filmagem. A coragem com que eles contaram os sofrimentos que tiveram com suas famílias junto a uma capacidade de articular essas questões deixaram a equipe admirada. Já os alunos de teatro dos grupos com que trabalhamos mostraram uma dedicação e uma disciplina dignas de profissionais tarimbados. Encararam sem medo aquele texto duro e difícil do início do século XX e ao mesmo tempo conseguiram dar ao filme uma leveza, já que com muito humor conseguiam rir do passado e fazer um paralelo com as suas vivências de hoje”.
O cinema brasileiro segue com outras produções anunciadas recentemente, como: o documentário Atardecer en América, de Matías Rojas Valencia, uma coprodução entre Chile e Colômbia, na mostra Generation 14plus; e Anba dlo, de Luiza Calagian e Rosa Caldeira, uma coprodução entre Cuba, Brasil e Haiti, na Berlinale Shorts.
Neste ano, o filme de abertura da mostra Panorama será o suspense Welcome Home Baby, do cineasta austríaco Andreas Prochaska. O festival também anunciou anteriormente que o cineasta Todd Haynes será o presidente do Júri Internacional desta edição; diretor de filmes como Longe do Paraíso, Carol, Não Estou Lá e Segredos de um Escândalo, foi premiado na Berlinale, em 1991, com seu filme de estreia: Poison, que levou o Teddy Award. E mais: a consagrada atriz Tilda Swinton será homenageada com o Urso de Ouro Honorário.
Conheça os novos títulos selecionados para o Festival de Berlim 2025:
PANORAMA
1001 Frames, de Mehrnoush Alia (EUA) Begyndelser, de Jeanette Nordahl (Dinamarca/Suécia/Bélgica) Confidente, de Çağla Zencirci e Guillaume Giovanetti (Turquia/França/Luxemburgo) Delicious, de Nele Mueller-Stöfen (Alemanha) Dreamers, de Joy Gharoro-Akpojotor (Reino Unido) Hysteria, de Mehmet Akif Büyükatalay (Alemanha) L’ Incroyable femme des neiges, de Sébastien Betbeder (França) Looking for Langston, de Isaac Julien (Reino Unido) Magic Farm, de Amalia Ulman (EUA/Argentina) Mikusu Modan, de Toshizo Fujiwara (Japão) Olmo, de Fernando Eimbcke (EUA/México) Once Again… (Statues Never Die), de Isaac Julien (Reino Unido) Other People’s Money, de Jan Schomburg, Dustin Loose e Kaspar Munk (Alemanha/Dinamarca/Áustria) Queerpanorama, de Jun Li (EUA/Hong Kong/China) Schwesterherz, de Sarah Miro Fischer (Alemanha/Espanha) Silent Sparks, de Ping Chu (Taiwan) The Heart Is a Muscle, de Imran Hamdulay (África do Sul/Arábia Saudita) Zikaden, de Ina Weisse (Alemanha/França)
PANORAMA DOKUMENTE
Bedrock, de Kinga Michalska (Canadá) Ich will alles. Hildegard Knef, de Luzia Schmid (Alemanha) Listy z Wilczej, de Arjun Talwar (Polônia/Alemanha) Monk in Pieces, de Billy Shebar (EUA) Yalla Parkour, de Areeb Zuaiter (Suécia/Qatar/Arábia Saudita/Palestina)
BERLINALE SPECIAL
A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (Brasil/Argentina) Ancestral Visions of the Future, de Lemohang Jeremiah Mosese (França/Lesoto/Alemanha/Arábia Saudita) Je n’avais que le néant – “Shoah” par Lanzmann, de Guillaume Ribot (França) Pa-gwa, de Min Kyu-dong (Coreia do Sul) Shoah, de Claude Lanzmann (França)
BERLINALE SPECIAL GALA
Das Licht, de Tom Tykwer (Alemanha) Mickey 17, de Bong Joon Ho (EUA/Coreia do Sul/Reino Unido) The Narrow Road to the Deep North, de Justin Kurzel (Austrália) The Thing with Feathers, de Dylan Southern (Reino Unido)
GENERATION KPLUS
Akababuru: Expresión de asombro, de Irati Dojura Landa Yagarí (Colômbia) Anngeerdardardor, de Christoffer Rizvanovic Stenbakken (Dinamarca/Groenlândia) Down in the Dumps, de Vera van Wolferen (Holanda) El paso, de Roberto Tarazona (Cuba) Juanita, de Karen Joaquín e Uliane Tatit (Espanha) Little Rebels Cinema Club, de Khozy Rizal (Indonésia) Only on Earth, de Robin Petré (Dinamarca/Espanha) Pohádky Po Babičce, de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec (Tchéquia/Eslováquia/Eslovênia/França) Umibe é Iku Michi, de Satoko Yokohama (Japão) Zirkuskind, de Julia Lemke e Anna Koch (Alemanha)
GENERATION 14PLUS
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (Brasil) Atardecer en América, de Matías Rojas Valencia (Brasil/Chile/Colômbia) Christy, de Brendan Canty (Reino Unido/Irlanda) De Menor: A Série, de Caru Alves de Souza (Brasil) Hora do Recreio, de Lucia Murat (Brasil) Howl, de Domini Marshall (Austrália) Julian and the Wind, de Connor Jessup (Canadá) Paternal Leave, de Alissa Jung (Alemanha/Itália) Quaker, de Giovanna Molina (EUA) Ran Bi Wa, de Li Wenyu (China) Ruse, de Rhea Shukla (Índia) Sous ma fenêtre, la boue, de Violette Delvoye (França/Bélgica) Sunshine, de Antoinette Jadaone (Filipinas) Uiksaringitara, de Zacharias Kunuk (Canadá) Wish You Were Ear, de Mirjana Balogh (Hungria)
FORUM
2024 (2023), de Stefan Hayn (Alemanha) After Dreaming, de Christine Haroutounian (EUA/Armênia/México) Batim, de Veronica Nicole Tetelbaum (Israel/Alemanha) Bombam, de Kang Mi-ja (Coreia do Sul) Cadet, de Adilkhan Yerzhanov (Cazaquistão) Canone effimero, de Gianluca De Serio e Massimiliano De Serio (Itália) Chas pidlotu, de Vitaly Mansky (Letônia/Tchéquia/Ucrânia) Colosal, de Nayibe Tavares-Abel (República Dominicana) Der Kuss des Grashüpfers, de Elmar Imanov (Alemanha/Luxemburgo/Itália) Evidence, de Lee Anne Schmitt (EUA) Fwends, de Sophie Somerville (Austrália) Holding Liat, de Brandon Kramer (EUA) Janine zieht aufs Land, de Jan Eilhardt (Alemanha) La memoria de las mariposas, de Tatiana Fuentes Sadowski (Peru/Portugal) little boy, de James Benning (EUA) Minimals in a Titanic World, de Philbert Aimé Mbabazi Sharangabo (Ruanda/Alemanha/Camarões) Palliativstation, de Philipp Döring (Alemanha) Punku, de Juan Daniel Fernández Molero (Peru/Espanha) Queer as Punk, de Yihwen Chen (Malásia/Indonésia) Restitucija, ili, San i java stare garde, de Želimir Žilnik (Sérvia/Eslovênia) Sirens Call, de Miri Ian Gossing e Lina Sieckmann (Alemanha/Holanda) The Sense of Violence, de Kim Mooyoung (Coreia do Sul) The Swan Song of Fedor Ozerov, de Yuri Semashko (Lituânia) The Trio Hall, de Su Hui-yu (Taiwan) Underground, de Kaori Oda (Japão) Unsere Zeit wird kommen, de Ivette Löcker (Áustria) Vaghachipani, de Natesh Hegde (Índia/Singapura) Wenn du Angst hast nimmst du dein Herz in den Mund und lächelst, de Marie Luise Lehner (Áustria) What’s next?, de Cao Yiwen (Hong Kong/China) When Lightning Flashes Over the Sea, de Eva Neymann (Alemanha/Ucrânia)
BERLINALE SHORTS
After Colossus, de Timoteus Anggawan Kusno (Itália/Indonésia/Holanda) Anba dlo, de Luiza Calagian e Rosa Caldeira (Cuba/Brasil/Haiti) Because of (U), de Tohé Commaret (França) Casa chica, de Lau Charles (México) Casi septiembre, de Lucía G. Romero (Espanha) Children’s Day, de Giselle Lin (Singapura) Comment ça va?, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França) Dar band, de Hesam Eslami (Irã) Élő kövek, de Jakob Ladányi Jancsó (Hungria) Futsu no seikatsu, de Yoriko Mizushiri (França/Japão) Kámen Osudu, de Julie Černá (Tchéquia) Ke wai huo dong, de Dean Wei e Xu Yidan (China) Koki, Ciao, de Quenton Miller (Holanda) Lloyd Wong, Unfinished, de Lesley Loksi Chan (Canadá) Mother’s Child, de Naomi Noir (Holanda) Prekid vatre, de Jakob Krese (Alemanha/Itália/Eslovênia) Rückblickend betrachtet, de Daniel Asadi Faezi e Mila Zhluktenko (Alemanha) Sammi, Who Can Detach His Body Parts, de Rein Maychaelson (Indonésia) Their Eyes, de Nicolas Gourault (França) Through Your Eyes, de Nelson Yeo (Singapura)
BERLINALE SHORTS SPECIAL PROGRAMME
Happy Doom, de Billy Roisz (2023) (Áustria) Paranmanjang, de Park Chan-wook e Park Chan-kyong (2011) (Coreia do Sul) Tant qu’il nous reste des fusils à pompe, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (2014) (França) Three Stones for Jean Genet, de Frieder Schlaich (2014) (Alemanha) Vilaine fille mauvais garçon, de Justine Triet (2012) (França) Vita Lakamaya, de Akihito Izuhara (2016) (Japão)
BERLINALE CLASSICS
A Deusa (Shennü), de Wu Yonggang (1934) (China) Agonia de Amor (The Paradine Case), de Alfred Hitchcock (1947) (EUA) Anjos do Inferno (Hell’s Angels), de Howard Hughes e James Whale (1930) (EUA) Naerata ometi, de Leida Laius e Arvo Iho (1985) (Estônia/União Soviética) Perseguidor Implacável (Dirty Harry), de Don Siegel (1971) (EUA) Seisaku no Tsuma, de Yasuzô Masumura (1965) (Japão) Solo Sunny, de Konrad Wolf (1980) (Alemanha) Vestida de Azul, de Antonio Giménez-Rico (1983) (Espanha)
*Clique aqui e aqui para conhecer os títulos brasileiros selecionados em outras mostras
Elenco: Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer, Kodi Smit-McPhee, Stephen Ashfield, Valeria Golino, Caspar Phillipson, Lydia Koniordou, Vincent Macaigne, Aggelina Papadopoulou, Erophilie Panagiotarea, Jörg Westphal, Philipp Droste, Alessandro Bressanello, Paul Spera, Kay Madsen, Lyès Salem, Christophe Favre, Hugo Dillon, Lidia Zelikman Kauders, Toma Hrisztov, Botond Bartus, Rebecka Johnston, Lili Walters, Jeremy Wheeler, János Geréb, Andrew Hefler, Bálint Magyar, Patrick Mccullough, Francis McBurney, Christiana Aloneftis, Miklós Béres, Lorena Santana Somogyi, Tímea Kása, Kembe Sorel, András Sütö, Suzie Kennedy, Viktor Mitev, Szilvia Stumphauser, Kostas Tatarakis.
Ano: 2024
Sinopse: A tumultuada, bela e trágica história da vida da maior cantora de ópera do mundo, Maria Callas (1923-1977), revivida e reimaginada durante seus últimos dias na Paris dos anos 1970. O que há por trás da fama da diva representando em tela a vulnerabilidade da mulher real?
O ator brasileiro Wagner Moura em Guerra Civil: filme indicado
O Sindicato dos Roteiristas da América, Writers Guild of America, divulgou nesta quarta-feira, 15/01, os indicados ao Writers Guild Awards 2025, premiação anual que elege os melhores roteiros de cinema, TV, novas mídias e rádio desde 1948.
Ao longo dos anos, diversos filmes foram consagrados pelo Sindicato e pela Academia, como: Spotlight: Segredos Revelados, O Segredo de Brokeback Mountain, A Malvada, Crepúsculo dos Deuses, Me Chame Pelo Seu Nome, Parasita, Bela Vingança, entre outros. No ano passado, Ficção Americana, escrito por Cord Jefferson, levou o Oscar; porém, Anatomia de uma Queda, escrito por Arthur Harari e Justine Triet, que ficou com a estatueta dourada, não foi indicado pelo Sindicato.
Como de costume, o WGA Awards frequentemente exclui vários filmes importantes da temporada de premiações por conta das regras de elegibilidade; uma delas é que se o roteiro for escrito por um não membro do Sindicato, ele não é elegível ao prêmio. Neste ano, diversos longas ficaram de fora, como: o brasileiro Ainda Estou Aqui, com roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega, premiado no Festival de Veneza; A Substância, escrito por Coralie Fargeat e consagrado no Festival de Cannes; Conclave, escrito por Peter Straughan e premiado no Globo de Ouro; o francês Emilia Pérez, de Jacques Audiard; O Brutalista, escrito por Brady Corbet e Mona Fastvold; o indiano Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia; entre outros.
Nas categorias televisivas, The Boys, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, Abbott Elementary, O Urso, Hacks, Pinguim, Ripley, entre outros, se destacaram. Os vencedores da 77ª edição serão anunciados no dia 15 de fevereiro; vale destacar que a data está mantida por enquanto, já que diversas mudanças no calendário da temporada de premiações foram realizadas devido aos incêndios florestais em Los Angeles.
Conheça os indicados ao WGA Awards 2025 nas categorias de cinema:
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL A Verdadeira Dor, escrito por Jesse Eisenberg Anora, escrito por Sean Baker Guerra Civil, escrito por Alex Garland Meu Eu do Futuro, escrito por Megan Park Rivais, escrito por Justin Kuritzkes
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Assassino por Acaso, escrito por Richard Linklater e Glen Powell; baseado em um artigo de Skip Hollandsworth na revista Texas Monthly Duna: Parte 2, escrito por Denis Villeneuve e Jon Spaihts; baseado no romance Dune, de Frank Herbert Nickel Boys, escrito por RaMell Ross e Joslyn Barnes; baseado no livro The Nickel Boys, de Colson Whitehead Um Completo Desconhecido, escrito por James Mangold e Jay Cocks; baseado no livro Dylan Goes Electric!: Newport, Seeger, Dylan, and the Night That Split the Sixties, de Elijah Wald Wicked, escrito por Winnie Holzman e Dana Fox; baseado na peça musical (com letras de Stephen Schwartz e texto de Winnie Holzman) e no livro de Gregory Maguire
MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO Jim Henson, o Homem-Ideia, escrito por Mark Monroe Kiss the Future, escrito por Bill S. Carter e Nenad Cicin-Sain Martha, escrito por R.J. Cutler War Game, escrito por Tony Gerber e Jesse Moss
MELHOR ROTEIRO | FILME PARA TV e STREAMING Dates de Formatura, escrito por D.J. Mausner Rebel Ridge, escrito por Jeremy Saulnier Terry McMillan Presents: Forever, escrito por Bart Baker The Great Lillian Hall, escrito por Elisabeth Seldes Annacone
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles: filme brasileiro na disputa
A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou nesta quarta-feira, 15/01, em Londres, os indicados ao BAFTA 2025, British Academy Film Awards, que foram revelados por Mia McKenna-Bruce e Will Sharpe.
Neste ano, em sua 78ª edição, 42 títulos ganharam destaque, entre eles, o brasileiro Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme em língua não inglesa. Com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco, o longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro, premiado no Festival de Veneza, é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.
Vale lembrar que Walter Salles já foi premiado pelos britânicos com Central do Brasil, em 1999, e Diários de Motocicleta, em 2005; e em 2002 foi indicado com Abril Despedaçado.
Além disso, Conclave, dirigido por Edward Berger, lidera a lista com 12 indicações; Emilia Pérez, do diretor francês Jacques Audiard, aparece na sequência com onze indicações. O Brutalista, Anora, Duna: Parte 2 e Wicked também se destacaram. Neste ano, uma nova categoria foi criada: melhor filme infantil e familiar.
Em comunicado oficial, Jane Millichip, CEO do BAFTA, disse: “Os 42 filmes indicados hoje abrangem um espectro fantasticamente amplo de gêneros com enorme amplitude na expressão criativa; das peças de personagens mais íntimas a comentários sociais épicos, passando por dramas, musicais e comédias que misturam gêneros”. Sara Putt, presidente do BAFTA, também comentou: “De um total de 235 filmes inscritos, temos o prazer de anunciar 42 filmes extraordinários e criativamente ambiciosos que foram indicados. As habilidades exibidas por profissionais criativos e técnicos em geral são fenomenais”.
Anna Higgs, presidente do Comitê de Cinema do BAFTA, acrescentou: “Parabéns a todos os 42 filmes indicados hoje. A seleção é uma vitrine incrível do melhor talento criativo trabalhando na produção cinematográfica hoje na Grã-Bretanha e no mundo. Estou feliz que 12 dos filmes indicados sejam dirigidos por mulheres. Nossos membros votantes do BAFTA agora têm a tarefa nada invejável de selecionar os vencedores que serão celebrados no EE BAFTA Film Awards 2025”.
A British Academy of Film and Television Arts adotou um esquema diferente de votação há quatro anos. Na primeira rodada, todos os membros votantes recebem uma amostra selecionada aleatoriamente de 15 filmes, conforme recomendado para visualização antes da votação. Isso garante que todos os títulos inscritos sejam vistos individualmente centenas de vezes. Na segunda rodada de votação, os membros são obrigados a assistir todos os filmes selecionados para a longlist, que foi revelada recentemente, e resultou na lista final.
A cerimônia de premiação do Oscar britânico acontecerá no dia 16 de fevereiro, no Royal Festival Hall, em Londres, e será apresentada, mais uma vez, pelo ator escocês David Tennant. Além disso, o ator britâncio Warwick Davis, conhecido por Willow: Na Terra da Magia, será homenageado com o BAFTA Fellowship.
Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2025:
MELHOR FILME Anora Conclave Emilia Pérez O Brutalista Um Completo Desconhecido
MELHOR FILME BRITÂNICO Bird Blitz Conclave Gladiador 2 Hard Truths Kneecap: Música e Liberdade Lee Love Lies Bleeding: O Amor Sangra The Outrun Wallace & Gromit: Avengança
MELHOR DIREÇÃO Brady Corbet, por O Brutalista Coralie Fargeat, por A Substância Denis Villeneuve, por Duna: Parte Dois Edward Berger, por Conclave Jacques Audiard, por Emilia Pérez Sean Baker, por Anora
MELHOR ATRIZ Cynthia Erivo, por Wicked Demi Moore, por A Substância Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez Marianne Jean-Baptiste, por Hard Truths Mikey Madison, por Anora Saoirse Ronan, por The Outrun
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Ariana Grande, por Wicked Felicity Jones, por O Brutalista Isabella Rossellini, por Conclave Jamie Lee Curtis, por The Last Showgirl Selena Gomez, por Emilia Pérez Zoe Saldaña, por Emilia Pérez
MELHOR ATOR Adrien Brody, por O Brutalista Colman Domingo, por Sing Sing Hugh Grant, por Herege Ralph Fiennes, por Conclave Sebastian Stan, por O Aprendiz Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido
MELHOR ATOR COADJUVANTE Clarence Maclin, por Sing Sing Edward Norton, por Um Completo Desconhecido Guy Pearce, por O Brutalista Jeremy Strong, por O Aprendiz Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor Yura Borisov, por Anora
MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR David Jonsson Jharrel Jerome Marisa Abela Mikey Madison Nabhaan Rizwan
MELHOR ELENCO Anora, por Sean Baker e Samantha Quan Conclave, por Martin Ware e Nina Gold Kneecap: Música e Liberdade, por Carla Stronge O Aprendiz, por Carmen Cuba e Stephanie Gorin Um Completo Desconhecido, por Yesi Ramirez
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL A Substância, escrito por Coralie Fargeat A Verdadeira Dor, escrito por Jesse Eisenberg Anora, escrito por Sean Baker Kneecap: Música e Liberdade, escrito por Rich Peppiatt, Naoise Ó Cairealláin, Liam Óg Ó Hannaidh e JJ Ó Dochartaigh O Brutalista, escrito por Brady Corbet e Mona Fastvold
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Conclave, escrito por Peter Straughan Emilia Pérez, escrito por Jacques Audiard Nickel Boys, escrito por RaMell Ross e Joslyn Barnes Sing Sing, escrito por Greg Kwedar, Clint Bentley, Clarence Maclin e John “Divine G” Whitfield Um Completo Desconhecido, escrito por James Mangold e Jay Cocks
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof (Alemanha) Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil) Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França) Kneecap: Música e Liberdade, de Rich Peppiatt (Irlanda/Reino Unido) Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia (Índia/EUA/França)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Black Box Diaries, de Shiori Itô Filhas, de Angela Patton e Natalie Rae No Other Land, de Yuval Abraham, Basel Adra, Rachel Szor e Hamdan Ballal Super/Man: A História de Christopher Reeve, de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui Will & Harper, de Josh Greenbaum
MELHOR ANIMAÇÃO Divertida Mente 2, de Kelsey Mann Flow, de Gints Zilbalodis Robô Selvagem, de Chris Sanders Wallace & Gromit: Avengança, de Merlin Crossingham e Nick Park
ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO Dev Patel (diretor), por Fúria Primitiva Karan Kandhari (diretor e roteirista), por Sister Midnight Luna Carmoon (diretora e roteirista), por Hoard Rich Peppiatt (diretor e roteirista), por Kneecap: Música e Liberdade Sandhya Suri (diretora e roteirista), James Bowsher (produtor) e Balthazar de Ganay (produtor), por Santosh
MELHOR FOTOGRAFIA Conclave, por Stéphane Fontaine Duna: Parte Dois, por Greig Fraser Emilia Pérez, por Paul Guilhaume Nosferatu, por Jarin Blaschke O Brutalista, por Lol Crawley
MELHOR EDIÇÃO Anora, por Sean Baker Conclave, por Nick Emerson Duna: Parte 2, por Joe Walker Emilia Pérez, por Juliette Welfling Kneecap: Música e Liberdade, por Chris Gill e Julian Ulrichs
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Conclave, por Suzie Davies e Cynthia Sleiter Duna: Parte 2, por Patrice Vermette e Shane Vieau Nosferatu, por Craig Lathrop O Brutalista, por Judy Becker e Patricia Cuccia Wicked, por Nathan Crowley e Lee Sandales
MELHOR FIGURINO Blitz, por Jacqueline Durran Conclave, por Lisy Christl Nosferatu, por Linda Muir Um Completo Desconhecido, por Arianne Phillips Wicked, por Paul Tazewell
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO A Substância, por Pierre-Olivier Persin, Stéphanie Guillon, Frédérique Arguello e Marilyne Scarselli Duna: Parte 2, por Eva Von Bahr e Love Larson Emilia Pérez, por Julia Floch-Carbonel, Emmanuel Janvier, Jean-Christophe Spadaccini e Romain Marietti Nosferatu, por David White, Traci Loader e Suzanne Stokes-Munton Wicked, por Frances Hannon, Laura Blount e Sarah Nuth
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Conclave, por Volker Bertelmann Emilia Pérez, por Clément Ducol e Camille Nosferatu, por Robin Carolan O Brutalista, por Daniel Blumberg Robô Selvagem, por Kris Bowers
MELHOR SOM A Substância, por Valérie Deloof, Victor Fleurant, Victor Praud, Stéphane Thiébaut e Emmanuelle Villard Blitz, por John Casali, Paul Cotterell e James Harrison Duna: Parte 2, por Ron Bartlett, Doug Hemphill, Gareth John e Richard King Gladiador 2, por Stéphane Bucher, Matthew Collinge, Paul Massey e Danny Sheehan Wicked, por Robin Baynton, Simon Hayes, John Marquis, Andy Nelson e Nancy Nugent Title
MELHORES EFEITOS VISUAIS Better Man: A História de Robbie Williams, por Luke Millar, David Clayton, Keith Herft e Peter Stubbs Duna: Parte 2, por Paul Lambert, Stephen James, Gerd Nefzer e Rhys Salcombe Gladiador 2, por Mark Bakowski, Neil Corbould, Nikki Penny e Pietro Ponti Planeta dos Macacos: O Reinado, por Erik Winquist, Rodney Burke, Paul Story e Stephen Unterfranz Wicked, por Pablo Helman, Paul Corbould, Jonathan Fawkner e Anthony Smith
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO Marion, de Joe Weiland e Finn Constantine Milk, de Miranda Stern Rock, Paper, Scissors, de Franz Böhm Stomach Bug, de Matty Crawford The Flowers Stand Silently, Witnessing, de Theo Panagopoulos
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO Adiós, de Jose Prats Mog’s Christmas, de Robin Shaw Wander to Wonder, de Nina Gantz
MELHOR FILME INFANTIL E FAMILIAR Flow O Menino e o Mestre Robô Selvagem Wallace & Gromit: Avengança
Foram anunciados nesta terça-feira, 14/01, os indicados ao 23º VES Awards, prêmio realizado pela Visual Effects Society, que reconhece os melhores efeitos visuais e a inovação em filmes, animações, programas de TV, comerciais e videogames.
Com mais de 4.000 membros, de 40 países, a Visual Effects Society reúne profissionais de efeitos visuais, incluindo artistas, tecnólogos, modelistas, educadores, executivos de estúdio, supervisores, especialistas em marketing e produtores.
Neste ano, Duna: Parte 2, de Denis Villeneuve, lidera a lista da premiação com sete indicações; a animação Robô Selvagem, dirigida por Chris Sanders, também se destaca. Os indicados foram selecionados pelos membros da VES em eventos presenciais e virtuais realizados em todo o mundo, somando 24 países. Os vencedores serão anunciados no dia 11 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles.
Além das categorias tradicionais, a lista traz também o Prêmio Emerging Technology, que celebra os criadores de tecnologia por trás dos visuais e homenageia os inventores de uma ferramenta, dispositivo, software ou metodologia inovadora e única de valor excepcional para a arte e a ciência dos efeitos visuais, jogos ou animação.
Os homenageados desta 23ª edição serão: o ator japonês Hiroyuki Sanada, vencedor do Emmy por Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, que receberá o VES Award for Creative Excellence; o cineasta japonês Takashi Yamazaki, vencedor do Oscar de melhores efeitos visuais por Godzilla Minus One, que será honrado com o VES Visionary Award; e a aclamada artista Jacquelyn Ford Morie, que será honrada com o VES Georges Méliès Award.
Conheça os indicados ao 23º Visual Effects Society Awards nas categorias de cinema:
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME FOTOREALISTA Better Man: A História de Robbie Williams Duna: Parte 2 Mufasa: O Rei Leão Planeta dos Macacos: O Reinado Twisters
MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO EM FILME FOTOREALISTA A Jovem e o Mar Blitz Guerra Civil Horizon: An American Saga – Capítulo 1 Nosferatu
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM ANIMAÇÃO Divertida Mente 2 Moana 2 Robô Selvagem Transformers: O Início Ultraman: A Ascensão
MELHOR PERSONAGEM EM FILME FOTOREALISTA Noa, em Planeta dos Macacos: O Reinado Raka, em Planeta dos Macacos: O Reinado Robbie Williams, em Better Man: A História de Robbie Williams Scar, em Mufasa: O Rei Leão
MELHOR PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Ansiedade, em Divertida Mente 2 Gromit, em Wallace & Gromit: Avengança Roz, em Robô Selvagem Vic Diamond, em Thelma, O Unicórnio
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM FILME FOTOREALISTA Cidade das Esmeraldas, em Wicked Roma, em Gladiador 2 The Arrakeen Basin, em Duna: Parte 2 Washington, D.C., em Guerra Civil
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM ANIMAÇÃO Aqueduto, em Wallace & Gromit: Avengança Cidade de Juniper, em Kung Fu Panda 4 Floresta, em Robô Selvagem Iacon City, em Transformers: O Início
MELHOR FOTOGRAFIA EM CG Arrakis, em Duna: Parte 2 Better Man: A História de Robbie Williams Dragão Vermelho e Ouro (Batalha em Rook’s Rest), em A Casa do Dragão Escalada de ovos, em Planeta dos Macacos: O Reinado
MELHOR MODELO EM PROJETO FOTOREALISTA OU ANIMADO Ant-Man Arena, em Deadpool & Wolverine Coliseu, em Gladiador 2 Renaissance Space Station, em Alien: Romulus The Harkonnen Harvester, em Duna: Parte 2
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME FOTOREALISTA Efeitos de água, fogo e simbionte, em Venom: A Última Rodada Explosões atômicas e Wormriding, em Duna: Parte 2 Twisters Vila em chamas, corredeiras e inundações, em Planeta dos Macacos: O Reinado
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME DE ANIMAÇÃO Kung Fu Panda 4 Moana 2 Robô Selvagem Ultraman: A Ascensão
MELHOR COMPOSIÇÃO E ILUMINAÇÃO EM FILME FOTOREALISTA Better Man: A História de Robbie Williams Planeta dos Macacos: O Reinado Robô Selvagem Wormriding, Geidi Prime e a batalha final, em Duna: Parte 2
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS PRÁTICOS EM PROJETO FOTOREALISTA Blitz Constelação Pinguim
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM PROJETO ESTUDANTIL Courage (Supinfocom – Rubika) Dawn(École Supérieure Des Métiers Artistiques) Pittura (Schools of Digital Arts) Student Accomplice (Brigham Young University)
PRÊMIO EMERGING TECHNOLOGY Aqui Duna: Parte 2 Furiosa: Uma Saga Mad Max Mufasa: O Rei Leão Pinguim
Cena do curta potiguar Mukunã: Aprendiz de Pajé, de Rodrigo Sena
A 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro, contará com 140 filmes brasileiros: 43 longas, 1 média e 96 curtas-metragens, vindos de 21 estados. Os títulos serão exibidos, com programação gratuita, em 62 sessões divididas em vários recortes, além de debates, encontros e rodas de conversa.
A curadoria teve coordenação geral de Francis Vogner dos Reis. A comissão de longas-metragens contou com as presenças de Juliano Gomes e Juliana Costa, além de Francis. A de curtas-metragens teve participações de Camila Vieira, Mariana Queen Nwabasili, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha e Rubens Fabricio Anzolin.
A Mostra de Cinema de Tiradentes 2025 abre na noite de 24 de janeiro com a pré-estreia de Girassol Vermelho, novo longa-metragem do diretor mineiro Éder Santos, extensão de um de seus trabalhos mais aclamados que se tornou uma ficção protagonizada por um elenco estrelado formado por Daniel de Oliveira, Chico Diaz e Bárbara Paz.
Como já anunciado, em 2025 a Mostrahomenageará a atriz catarinense Bruna Linzmeyer, um dos nomes mais representativos de sua geração. Com uma carreira marcada pela coragem e versatilidade, Bruna transita entre o cinema independente e produções televisivas de grande alcance. A homenagem celebra não apenas sua trajetória como atriz, mas também o engajamento com um cinema inventivo, poético e provocador. A Mostra vai promover um recorte de títulos com a atriz para ser exibido ao longo do evento; os filmes são: o recente e premiado Baby, de Marcelo Caetano; A Frente Fria que a Chuva Traz, de Neville d’Almeida; Cidade; Campo, de Juliana Rojas; o sexto episódio da série Notícia Populares, de Marcelo Caetano; Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Eri Sarmet; Se Eu to Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro; Medusa, de Anita Rocha da Silveira; O Filme da Minha Vida, de Selton Mello; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; e Alfazema, de Sabrina Fidalgo.
A mostra Olhos Livres passa a ser avaliada pelo Júri Oficial com exibições no horário noturno, enquanto a Mostra Aurora será avaliada pelo Júri Jovem com sessões no fim da tarde. Além disso, a Aurora agora passa a contar com filmes exclusivamente de cineastas em seu primeiro longa-metragem.
A Olhos Livres tem se destacado nos últimos anos ao exibir filmes que resgatam o espírito original da Aurora, quando a proposta era desbravar novos caminhos na produção autoral. Muitos desses filmes são de nomes que, apesar de se firmarem como jovens veteranos, continuam a apostar na radicalidade inventiva que marca suas obras. Em sua 18ª edição, a Aurora é espaço exclusivo de primeiros longas-metragens. Com isso, a curadoria preserva o conceito original do recorte, que é o de apontar e descobrir realizadores em trabalhos iniciais na direção e os rumos do cinema contemporâneo brasileiros. Clique aqui e saiba mais.
Everaldo Pontes e Tavinho Teixeira em Batguano Returns: Roben na Estrada
Neste ano, dois filmes fazem parte do recorte temático Que cinema é esse?: os longas-metragens Relâmpagos de Críticas, Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; e Odradek, de Guilherme de Almeida Prado. Quantas imagens podem existir em um plano? O quanto o princípio de organização de uma montagem tem como destino poético a desorganização, a fim de criar ou encontrar algo que não está dado, seja no texto do filme, seja na própria materialidade das coisas que filma ou e na nossa percepção? Em uma época em que se discute, se pratica e se demanda objetos audiovisuais pensados a partir de uma economia de tempo que facilite a produção serial (e industrial) de padrões e que trabalhe, junto ao espectador, com o imperativo da eficiência cognitiva que dispensa a concentração da atenção, esses dois filmes, não só por suas durações (duas hora e meia no filme de Lima e Bressane, quatro horas e meia no de Almeida Prado), mas principalmente pelo caráter de seus trabalhos de concepção do tempo na relação, na duração e na intervenção nas imagens.
O sentido que soa mais latente no conjunto da Mostra Autorias em 2025 é o de uma ênfase nas trocas e nas transformações. Seja na duplicidade dos músicos que conduzem Centro Ilusão (CE), de Pedro Diogenes, cuja permuta (histórica, estética, libidinal) é central como tarefa do trajeto fílmico; ou na fantasmagoria da correspondência de Lota de Macedo Soares habitando a escuridão presente do parque urbano carioca em Para Lota (RJ), de Bruno Safadi e Ricardo Pretti; nas variações entre contar e ver, simbolizar e ser, entre humano e coisa, textura e vida, entre si e outro, que experimentamos em Uma Montanha em Movimento (SP), de Caetano Gotardo; ou nas interações corporais e subjetivas tornadas jogos de montar e desmontar, em Parque de Diversões (MG), de Ricardo Alves Jr. As peças se apresentam para, no trajeto dos filmes, tornarem-se outras. E a possível autobiografia familiar de Sueli Maxakali se torna uma jornada essencialmente coletiva em Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (MG/MS), de Isael Maxakali, Luisa Lanna, Sueli Maxakali e Roberto Romero, em que toda uma comunidade humana e extra-humana participa, entre presenças e projeções.
As exibições da Mostra Praça são um dos pontos de culminância do aspecto coletivo e comunitário que marca a Mostra de Tiradentes. As centenas de pessoas que se juntam na Praça Tiradentes estão ao mesmo tempo interagindo e experimentando o espaço da cidade, seu contexto imediato, às vezes envolvidos em outras atividades simultaneamente, o que exige da curadoria refletir e trabalhar ideias de coletividade que aparecem nos próprios filmes de diferentes formas.
Este ano, a programação de longas e curtas-metragens da Praça inclui:
LONGAS-METRAGENS
3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado (RJ/BA) Alma Negra: Do Quilombo ao Baile, de Flavio Frederico (SP) Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ) Malês, de Antonio Pitanga (RJ) Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes (SP)
CURTAS-METRAGENS
A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida (DF) Canto das Areias, de Maíra Tristão (ES) Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL) Daimara y el Baile Zombie, de Natália Keiko e Tom Hamburger (SP) Fluxo: O Filme, de Filipe Barbosa (SP) Fulano de Tal, de André P. Barata, Reinê Pires Muzzi e Vane Ferreira (SP) Goiânia: Notas Pendulares sobre a Metrópole, de O. Juliano Gomez (GO) Junho de 2002, de Tainá Lima (MG) Mukunã: Aprendiz de Pajé, de Rodrigo Sena (RN) Phoenix Club, de Gabriela Araújo (AL) Procura-se uma Rosa, de Julia Moraes (RJ) Reciclos, de Diego Guerra (RJ) Stella do Patrocínio e a Gênese da Poesia, de Milena Manfredini (RJ) Travessia, de Karol Felicio e Isadora Carneiro (ES) Yby Katu, de Kaylany Cordeiro, Jessé Carlos, Ladivan Soares, Geyson Fernandes e Rodrigo Sena (RN)
Novidade em 2024, a mostra Clássicos de Tiradentes traz um recorte que pretende revelar um universo de filmes que atentam contra duas noções vulgares mais convencionais sobre a ideia clássico: a de filmes amplamente conhecidos e que fazem parte de uma memória em comum do público e a que parasita a ideia de obras de arte que primam pelo equilíbrio e por uma forma de expressão ideal. Nesta segunda edição, serão apresentados filmes que deram rumos fundamentais à Mostra de Tiradentes como espaço de invenção e projeção visionária: Conceição: Autor bom é Autor Morto (RJ), de André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento e Samantha Ribeiro, exibido no evento em 2007 e que serviu de prévia do que viria a ser a Mostra Aurora, criada no ano seguinte; e o curta-metragem Maldição Tropical (RJ), de Luísa Marques e Darks Miranda, que em 2017 disputou a Mostra Foco no ano seguinte à derrubada da presidente Dilma Rousseff e trouxe a impressão amarga de que o Brasil é, e sob certo aspecto sempre foi, uma ruína do futuro.
Vitória Vasconcellos: atriz e diretora do curta Esconde-Esconde
Na Mostra de Curtas serão exibidos 96 títulos escolhidos e distribuídos nas mostras Foco (13), Formação (13), Panorama (24), Praça (15), Homenagem (3) Jovem (5), Valores (4), CineEmbraturLab (4), Mostrinha (6), Clássicos de Tiradentes (1) e Território Mineiro (8). Entre elas, a Foco tem avaliação do Júri da Crítica e mantém o perfil da pluralidade e radicalidade, atenta à emergência de expressões sofisticadas de quem está começando pelo curta ou de cineastas experientes que continuam explorando o formato como meio de experimentação e refinamento. Clique aqui e saiba mais.
Em Sessões Debate, serão dois filmes que, além de provocarem discussões sobre a atualidade, se debatem internamente em seus temas e formas. Enquanto Tijolo por Tijolo (PE), de Victoria Alvares e Quentin Delaroche, opta por uma narrativa documental de observação para buscar uma síntese fragmentada de um recorte da sociedade brasileira contemporânea, Trópico de Leão (SP), de Luna Alkalay, apresenta a subjetividade da diretora em um filme ensaio complexo que tem na palavra sua base de expressão.
Na mostra Vertentes, dois filmes dialogam com estruturas consolidadas do cinema e se integram às narrativas da história da arte para rever os gêneros aos quais se remetem explicitamente. Oeste Outra Vez (GO), de Erico Rassi, explora o sertão de Goiás com referências ao faroeste, mas troca o embate mortal pelo tédio da escassez; em vez do ouro e da conquista típicos do western clássico, o filme aborda a ausência de perspectivas no coração do Brasil. Já Sem Vergonha (RJ), de Rafael Saar, tem Maria Alcina interpretando sua própria biografia, em uma celebração de exuberância e teatralidade. Incorporando a chanchada e o teatro de revista, o filme resgata a irreverência dessas formas artísticas enquanto questiona os limites entre arte e realidade. A pungência de Alcina dá profundidade à encenação, evocando reflexões sobre identidade e autobiografia
Com parte de sua programação voltada às crianças, visando o entretenimento e a educação como parte das ações do evento em atenção à comunidade, a Mostra de Tiradentes exibe em 2025 na Mostrinha: Dentro da Caixinha: Mundo de Papel (MG), de Guilherme Reis, e A Mensagem de Jequi (MG), de Igor Amin, além de curtas-metragens. Ambos os filmes buscam conectar ou reconectar as crianças aos temas e questão do mundo à sua volta e desperta a atenção delas para a responsabilidade com o contexto no qual vivem.
Na programação da Mostra acontece um recorte dedicado a atividades do Brasil CineMundi, encontro internacional de coprodução realizado anualmente na CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte. Em Tiradentes, a Conexão BCM promove sessões Work in Progress, com filmes em processo de finalização que são vistos por consultores e convidados especializados na indústria do audiovisual. Em 2025, os filmes WIP são: Nós a Sós (RS), de Márcio Picoli e Victor Di Marco; Morte e Vida Madalena (CE), de Guto Parente; A Voz de Deus (SP), de Miguel Antunes Ramos; Não Estamos Sonhando (CE), de Ulisses Arthur; e O Monstro (SP), de Helena Guerra.
Milton Bituca Nascimento: documentário de Flavia Moraes
Sobre o encerramento: Suçuarana, mais recente projeto da produtora mineira Anavilhana Filmes, é a primeira direção compartilhada de Clarissa Campolina e Sérgio Borges no formato de longa-metragem. Exibido nos festivais de Chicago, Roterdã e Brasília, o filme encerra a 28ª Mostra de Tiradentes. Na narrativa, acompanhamos Dora em uma aventura solitária a caminho da terra que teria pertencido a sua mãe e leva o nome do título: Suçuarana. Como uma Alice no País das Maravilhas na estrada, no percurso em direção a sua Shangri-Lá, a protagonista encontra e desencontra personagens que auxiliam e confundem o trajeto em direção ao seu retorno ao lar.
Diversos títulos da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes integrarão a programação on-line do evento, que vai reunir títulos, alguns exibidos apenas neste formato, na plataforma do evento. A seleção inclui títulos da Mostra Panorama e da Mostra Homenagem e serão disponibilizados para visualização entre os dias 24 de janeiro e 1 de fevereiro, simultaneamente à realização da programação presencial da Mostra na cidade histórica mineira. Além disso, um recorte especial da Mostra estará disponível na plataforma IC Play, entre os dias 3 e 16 de fevereiro.
Nesta edição, a Universo Produção irá oferecer premiação em dinheiro para os vencedores das mostras Aurora, Olhos Livres, Foco e Formação. Além disso, a 28ª Mostra Tiradentes conta com uma rede de parceiros que distribuem premiações em várias categorias.
A Universo Produção em parceria com a plataforma Festival Scope Pro oferece o Prêmio Festival Scope para filmes da programação da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Essa premiação tem o objetivo de criar oportunidades de distribuição e programação para filmes e talentos independentes do cinema brasileiro. O prêmio consiste na divulgação e disponibilização dos filmes na plataforma para profissionais da indústria cinematográfica no mundo todo. Ao todo, vinte filmes serão premiados: os longas das mostras Aurora e Olhos Livres, os filmes vencedores das mostras Autorias, Foco e Formação, os vencedores dos prêmios Canal Brasil de Curtas e Helena Ignez, e o curta e o longa escolhidos pelo Júri Popular.
Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.
Fotos: Bobox Produções/Casa da Praia Filmes/Divulgação.
Cena do documentário potiguar Canto de Acauã, de Jaya Pereira
Destaque no calendário audiovisual da capital potiguar, a sexta edição do Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol acontecerá entre os dias 16 e 18 de janeiro em Natal no Complexo Cultural Rampa. Pela primeira vez no bairro de Santos Reis, a paisagem litorânea dá o tom do festival que abre o ano cinematográfico do Rio Grande do Norte com programação gratuita.
A curadoria do festival lidou com um número recorde de filmes inscritos: foram mais de 600 submissões que, criteriosamente, foram analisadas sob o ponto de vista narrativo, estético e técnico: “O Cine Verão não é um festival de cinema temático, mas está atento e sensível às pautas importantes da contemporaneidade. Sendo assim, o processo de curadoria reflete esse espírito livre e democrático, com um olhar especial para contemplar a diversidade, sem abrir mão da qualidade. Essa preocupação com a diversidade e com a qualidade já inicia-se com a própria curadoria convidada”, afirma Carito Cavalcanti, Coordenador de Curadoria e do Júri da sexta edição.
A Mostra Cine Verão Poti exibirá 12 filmes realizados em território potiguar; as produções foram selecionadas por Fernando Suassuna, Geslline Giovana Braga e Heloísa Sousa. Já a Mostra Cine Verão Brasil apresenta um panorama da produção cinematográfica nacional e contou com curadoria de Quemuel Costa, Rosy Nascimento e Sihan Felix: “Um grande desafio para as duas curadorias que exercem, com liberdade e autonomia, um caminho de análise e escolha não só de cada filme individualmente, mas pensando também no todo, no diálogo dos filmes entre si, com o público, e com o conceito do festival. Um trabalho cuidadoso para apresentar um Brasil amplo e plural, respeitando contextos culturais diversos e fortalecendo a cena cinematográfica do nosso estado”, complementa o cineasta Carito.
Além das duas mostras competitivas, a programação do Cine Verão também oferece ao público atividades de fomento à cultura cinematográfica com workshops, mesas temáticas e um espaço de convivência criado para estimular o debate sobre o cinema brasileiro e também desfrutar do veraneio às margens do Rio Potengi.
Para contribuir com a profissionalização da cadeia cultural, as oficinas O projeto para o edital: uma questão estratégica, com Camila Guerra, e Produção Executiva e gestão financeira para projetos audiovisuais, com Babi Baracho, levam ao centro do festival a experiência, a teoria e a técnica de realizadoras reconhecidas pela indústria audiovisual potiguar. Com objetivos semelhantes, a mesa Processos Burocráticos do Fazer e Profissionalização do Setor promove a discussão sobre a economia do audiovisual: o papo é capitaneado por Arlindo Bezerra, Babi Baracho, Camila Guerra e Pedro Fiuza com mediação de Nathalia Santana. A mesa Cinemas de Rua: Passado, Presente e Futuro reúne Anthony Rodrigues, João da Mata e Nelson Marques, com mediação de Wire Lima, para refletir sobre a memória e resistência dos cinemas de rua.
Na quinta-feira, 16/01, a DJ Aurora recebe o público do Cine Verão às 17h; já na sexta-feira, 17/01, o DJ Sogos abre a pista do Complexo Cultural Rampa às 16h. No sábado, 18/01, o festival começa mais cedo com o Fórum dos Festivais de Cinema de Natal, às 14h, seguido pelo DJ Astrovagant.
Conheça os filmes selecionados para o Cine Verão 2025:
MOSTRA CINE VERÃO BRASIL
A Chuva do Caju, de Alan Schvarsberg (DF) Antonio e Manoel, de Zeca Ferreira (RJ) Caluim, de Marcos Alexandre (BA) Era Uma Vez Diversiones, de Sharlene Esse e Henrique Arruda (PE) Ladário, de Ed Junior (PB) No Batente, de Badu Morais e Humberto Bassanello (SP) Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Rede Katahirine) (DF) Onde a Maré Leva, de Luan Santos (BA) Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (PE) Te Desperto, de Cameron Venture (SC)
MOSTRA CINE VERÃO POTI
Alumbrado, de Catarina Calungueira (Caicó/Cruzeta) Banheiro dos Campeões, de Felipe Santelli e Osani (Natal) Canto de Acauã, de Jaya Pereira (Natal) Clave de Sol, de Anderson Figueredo (Natal) Diálogos Indígenas do Nosso Tempo, de Gustavo Guedes (Natal) Diga ao Povo que Avance, de Evelyn Freitas (Apodi/Mossoró) Divagar, de Lupa Silva (Natal/Parnamirim/Mossoró) Eu Estou Aqui, de André Santos (Natal) Lagrimar, de Paula Vanina (Natal) Mil Manifestações do Qualquer, de Mateus Biston (Natal) Pupá, de Osani (Acari) Verão Sem Fim, de Rodrigo Almeida (Natal/Tibau do Sul/Salvador)
Cynthia Erivo e Ariana Grande em Wicked: filme indicado
Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 3.000 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.
Em 1996, foi realizado o primeiro ADG Awards, prêmio anual de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro. Ao longo dos anos, filmes consagrados pela associação também receberam o Oscar nesta categoria. No ano passado, James Price e Shona Heath foram premiados pela ADG por Pobres Criaturas e também receberam a estatueta dourada. Vale lembrar que, dentro da estrutura do cinema brasileiro, o designer de produção é mais conhecido como diretor de arte.
Os vencedores da 29ª edição nas categorias de filmes, televisão/streaming, videoclipes e comerciais serão anunciados no dia 15 de fevereiro, no InterContinental Los Angeles Downtown, em cerimônia apresentada pela atriz e comediante Rachael Harris.
Em comunicado oficial, Michael Allen Glover e Megan Elizabeth Bell, produtores da premiação, disseram: “Os indicados deste ano mostram a incrível arte e visão que definem nosso ofício e nossa indústria. Estamos felizes em reuní-los para celebrar as conquistas desses incríveis designers de produção e seus departamentos de arte”.
Os homenageados deste ano serão: o diretor Jason Reitman, de Obrigado por Fumar, Juno, Amor sem Escalas, Jovens Adultos e Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia, que receberá o Cinematic Imagery Award pelo conjunto da obra. O Lifetime Achievement Award será entregue para profissionais veteranos da área: a cenógrafa televisiva Lisa Frazza, de Dancing with the Stars, Survivor e The Late Late Show with James Corden; a cenógrafa Barbara Mesney, de Capitão América: O Soldado Invernal, Twin Peaks: O Retorno e Garota Exemplar; o artista de storyboard Dan Sweetman, de Planeta dos Macacos: A Guerra e Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância); e o designer de produção J. Dennis Washington, de Desafiando os Limites e Nebraska. Carl Jules Weyl, lendário diretor de arte alemão, entrará para o Hall da Fama da ADG.
Conheça os indicados ao 29º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA Gladiador 2, por Arthur Max Nosferatu, por Craig Lathrop O Brutalista, por Judy Becker Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia, por Jess Gonchor Um Completo Desconhecido, por François Audouy
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA Alien: Romulus, por Naaman Marshall Duna: Parte 2, por Patrice Vermette Furiosa: Uma Saga Mad Max, por Colin Gibson Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Mark Scruton Wicked, por Nathan Crowley
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO A Substância, por Stanislas Reydellet Conclave, por Suzie Davies Emilia Pérez, por Emmanuelle Duplay Guerra Civil, por Caty Maxey Twisters, por Patrick M. Sullivan
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO Divertida Mente 2, por Jason Deamer Flow, por Gints Zilbalodis Moana 2, por Ian Gooding Robô Selvagem, por Raymond Zibach Wallace & Gromit: Avengança, por Matt Perry
Elenco:João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Ana Flavia Cavalcanti, Bruna Linzmeyer, Luiz Bertazzo, Marcelo Varzea, Mauricio de Barros, Kyra Reis, Patrick Coelho, Baco Pereira, Sylvia Prado, Ariane Aparecida, Victor Hugo Martins, Kelly Campello, Cleo Coelho, Cael Benício, Aquiles, Mauricio Sasí, Roberto Audio, Mawusi Tulani, Alex Amaral, Paula Pretta, Breno da Matta, Henrique Zanoni, Abraão Kimberley, Glauber Amaral, Vagner Jesus.
Ano: 2024
Sinopse: Logo após ser liberado de um Centro de Detenção para jovens, Wellington se vê à deriva nas ruas de São Paulo. Durante uma visita a um cinema pornô, ele conhece Ronaldo, um garoto de programa que lhe ensina novas formas de sobreviver. Aos poucos, a relação dos dois se transforma em uma paixão cheia de conflitos, entre a exploração e a proteção, o ciúme e a cumplicidade.
*Filme visto no Festival do Rio 2024
*Clique aqui e confira um vídeo especial sobre o filme com o elenco no Festival do Rio
Elenco: Nicole Kidman, Harris Dickinson, Antonio Banderas, Sophie Wilde, Esther McGregor, Vaughan Reilly, Victor Slezak, Leslie Silva, Gaite Jansen, Robert Farrior, Bartley Booz, Anoop Desai, Mary Ann Lamb, Gabrielle Policano, Gabriela Torres, Izabel Mar, Max O’Herlihy, Michael Kirchmann, Mareau Hall, Dolly Wells, Tess McMillan, Skylar Matthews, Molly Price, Maxwell Whittington-Cooper, Maryann Urbano, Alyriana, Alex Anagnostidis, John Cenatiempo, Tyler Johnson, Christopher Mormando, Suki Úna Rae, Laurie Sheppard, Sue Sterling, Corey Totten, Jolena Wu, Alysa Finnegan, Ariana Maria McCue.
Ano: 2024
Sinopse: Romy é uma CEO bem sucedida que coloca em risco sua vida pessoal e profissional quando se envolve em um jogo de gato e rato com Samuel, o novo estagiário da empresa em que ela trabalha.