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Festival de Berlim 2025 anuncia novos títulos; filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança: selecionado

Depois de anunciar os primeiros filmes, a 75ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de fevereiro, revelou os títulos selecionados para as mostras Forum Expanded e Forum Special.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença na Forum Expanded com duas obras: Cartas do Absurdo, de Gabraz Sanna, com Sara Não Tem Nome e Eliakin, que traz o fim do mundo descrito em quatro cartas escritas por indígenas brasileiros no século XVII; o filme trata dos efeitos devastadores do genocídio dos povos indígenas do Brasil nos últimos cinco séculos. E também: Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança, com Leo Tucherman, que traz cenas documentais e encenadas que se misturam nesta história muito pessoal de uma família da periferia do Rio, através das memórias de um quintal, de uma árvore gigante e da mulher que a plantou.

Na 20ª edição da Forum Expanded, que em 2025 apresenta o tema Methods of Translucence, a seleção conta com 24 obras, de 21 países. Empregando práticas que abrangem instalação, filme, vídeo e escultura, os artistas e cineastas selecionados empregam a translucidez como um meio de se envolver com as realidades cataclísmicas do presente. Seja lidando com histórias pessoais ou coletivas, guerras em andamento, extrativismo, legados do colonialismo ou desigualdades sociais, suas abordagens frequentemente dependem da intervenção em vez da observação. Seja por meio de vidro colorido, realidade virtual, especulação histórica ou aumento sônico: suas obras projetam ativamente ideias, imagens e sons que alteram como percebemos a realidade e refratam nossa visão do mundo. Eles tornam o que está faltando ainda mais tangível, redirecionando nosso olhar e, como resultado, lançam o que está além ou fora de nossa percepção em um relevo cada vez mais nítido.

Enquanto isso, na mostra Forum Special, organizada por Barbara Wurm, a seleção exibirá um programa de filmes históricos e atuais, com curadoria em torno de um conjunto de temas relacionados. A seleção corresponde ao programa principal da Forum e confronta o estado devastador do presente ao olhar conscientemente para o passado. Com a temática Open Wounds, Open Words, a mostra forma uma continuação lógica dessas ideias de programação, voltando sua atenção desta vez para as posições da geração mais jovem: crescimento, despertares juvenis, tornar-se adulto e parte da sociedade; em contextos marcados por normas culturais, desigualdade social e injustiça política.

Edna de Cássia em Iracema, Uma Transa Amazônica

Aqui, o Brasil aparece com uma cópia restaurada em 4K de um clássico do Cinema Novo: Iracema, Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, lançado em 1975. Na trama, um caminhoneiro que trafega pela Transamazônica, a grande rodovia brasileira que atravessa a Floresta Amazônica, conhece uma prostituta e aos poucos percebe os problemas daquela região; o elenco conta com Paulo César Peréio e Edna de Cássia.

Além disso, na Berlinale Co-Production Market, 35 projetos de filmes, de 27 países, foram selecionados, entre eles, dois brasileiros: O Funeral, de Carolina Markowicz, da Biônica Filmes; e Serpente, de Diogo Hayashi, da Quarta-Feira Filmes, com produção de Julia Alves.

O festival também anunciou anteriormente que o cineasta Todd Haynes será o presidente do Júri Internacional desta edição; diretor de filmes como Longe do Paraíso, Carol, Não Estou Lá e Segredos de um Escândalo, foi premiado na Berlinale, em 1991, com seu filme de estreia: Poison, que levou o Teddy Award.

E mais: a consagrada atriz Tilda Swinton será homenageada com o Urso de Ouro Honorário na cerimônia de abertura. Em comunicado oficial, disse: “A Berlinale é o primeiro festival de cinema que fui, em 1986, com Derek Jarman e o primeiro filme que fiz, seu Caravaggio. Foi meu portal para o mundo em que fiz o trabalho da minha vida, o mundo do cinema internacional, e nunca esqueci a dívida que tenho com ele. Ser homenageada dessa forma por este festival em particular é profundamente tocante para mim: será um privilégio e prazer celebrar, mais uma vez em fevereiro, a sementeira que é esta reunião de olhos arregalados e confiavelmente maravilhosa”.

Tricia Tuttle, diretora do festival, também comentou: A gama de trabalhos de Tilda Swinton é de tirar o fôlego. Ao cinema, ela traz muita humanidade, compaixão, inteligência, humor e estilo, e expande nossas ideias do mundo por meio de seu trabalho. Tilda é um dos nossos ídolos do cinema moderno e também faz parte da família Berlinale há muito tempo. Estamos muito felizes em poder presenteá-la com este Urso de Ouro Honorário”.

Conheça os novos títulos selecionados para o Festival de Berlim 2025:

FORUM EXPANDED

Akher Youm, de Mahmoud Ibrahim (Egito)
Al Basateen, de Antoine Chapon (França/Áustria)
Alternatives Denkmal für Deutschland (ADfD), de Alternative Monument (Alemanha)
beneath the placid lake, de Kush Badhwar e Vyjayanthi Rao (Índia/Finlândia)
Cartas do Absurdo, de Gabraz Sanna (Brasil)
Chang Gyeong, de Jangwook Lee (Coreia do Sul)
Extra Life (and Decay), de Stéphanie Lagarde (Holanda/França)
J-N-N, de Ginan Seidl (Alemanha)
Mikuba, de Petna Ndaliko Katondolo (República Democrática do Congo/EUA)
Miraculous Accident, de Assaf Gruber (Alemanha/Áustria)
Mirage: Eigenstate, de Riar Rizaldi (Indonésia/Reino Unido/Portugal)
Mountain Roars, de Chonchanok Thanatteepwong e Pobwarat Maprasob (Tailândia)
Mua besoj më shpëtoj portreti, de Alban Muja (Kosovo/Holanda)
Photosynthesizing Dead in Warehouse, de Jeamin Cha (Coreia do Sul)
Pidikwe, de Caroline Monnet (Canadá)
Portales, de Elena Duque (Espanha)
RAPTURE, de Alisa Berger (França/Alemanha)
Sinking Suns, de Neda Saeedi (Áustria/Alemanha)
Spetsialna Operatsiia, de Oleksiy Radynski (Ucrânia/Lituânia)
STARS, de STARS Collective (Reino Unido/Alemanha)
Tin City, de Feargal Ward (Irlanda)
When the Sun is Eaten (Chi’bal K’iin), de Kevin Jerome Everson (EUA)
Wilfred Buck’s Star Stories, de Lisa Jackson e The Macronauts (Canadá)
Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança (Brasil)

FORUM SPECIAL

Das falsche Wort, de Katrin Seybold (1987) (Alemanha)
Guochang, de Nana Xu (2025) (Alemanha/China)
Iracema, Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (1975) (Brasil/Alemanha)
Mes fantômes arméniens, de Tamara Stepanyan (2025) (França/Armênia)
Nagota, de Sabina Bakaeva (2025) (Uzbequistão/França)
Scars of a Putsch, de Nathalie Borgers (2025) (Áustria/Bélgica)
Shinagani gazapkhulebis q’vaviloba, de Tiku Kobiashvili (2025) (Geórgia)
The Long Road to The Director’s Chair, de Vibeke Løkkeberg (2025) (Noruega)

Fotos: Duas Mariola Filmes/Arquivo Jorge Bodanzky IMS. 

77º DGA Awards: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Diretores

por: Cinevitor
Edward Berger e Ralph Fiennes nos bastidores de Conclave

Foi divulgada nesta quarta-feira, 08/01, a lista completa com os indicados ao 77º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege os melhores diretores e diretoras da TV e do cinema desde 1948.

Em comunicado oficial, Lesli Linka Glatter, presidente do Sindicato, disse: “2024 foi um ano verdadeiramente extraordinário para contar histórias e os indicados de hoje criaram filmes audaciosos e únicos que expandem as possibilidades de excelência cinematográfica. Estou emocionada em parabenizar todos os nossos diretores indicados por seus trabalhos brilhantes, que são visionários, inspiradores e falam à profundidade da experiência humana. Ser escolhido pelos colegas é o verdadeiro marcador de uma excelente realização de direção e o que torna essas indicações tão especiais”.

Neste ano, nenhuma mulher aparece na categoria principal. Enquanto isso, na categoria de direção estreante, duas aparecem na disputa; entre os documentários, destaque para três representantes femininas. Nas categorias televisivas, a lista conta com: Hiromi Kamata, por Xógum: A Gloriosa Saga do Japão; Issa López, por True Detective; Lucia Aniello, por Hacks; Kevin Bray, Jennifer Getzinger e Helen Shaver, por Pinguim; Alfonso Cuarón, por Disclaimer; entre outros. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills.

Além dos indicados, os homenageados desta 77ª edição também foram revelados: o diretor Ang Lee, de O Tigre e o Dragão e vencedor do Oscar por As Aventuras de Pi e O Segredo de Brokeback Mountain, receberá o DGA Lifetime Achievement Award; a produtora Mary Rae Thewlis, indicada ao Emmy por The Americans, será honrada com o Robert B. Aldrich Award; e o produtor Thomas J. Whelan, de Miss Simpatia, Os Excêntricos Tenenbaums, Sex and the City, Gotham e Diarra from Detroit receberá o Frank Capra Achievement Award.

Conheça os indicados ao 77º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM
Brady Corbet, por O Brutalista
Edward Berger, por Conclave
Jacques Audiard, por Emilia Pérez
James Mangold, por Um Completo Desconhecido
Sean Baker, por Anora

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM
Halfdan Ullmann Tøndel, por Armand
Megan Park, por Meu Eu do Futuro
Payal Kapadia, por Tudo que Imaginamos como Luz
RaMell Ross, por Nickel Boys
Sean Wang, por Dìdi

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Brendan Bellomo e Slava Leontyev, por Porcelain War
Ibrahim Nash’at, por Hollywoodgate
Johan Grimonprez, por Soundtrack to a Coup d’Etat
Julian Brave Noisecat e Emily Kassie, por Sugarcane
Natalie Rae e Angela Patton, por Filhas

Foto: Philippe Antonello/Focus Features.

31º SAG Awards: conheça os indicados

por: Cinevitor
Karla Sofía Gascón: indicada por Emilia Pérez

O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 08/01, os indicados ao 31º Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards.

O anúncio, que seria transmitido ao vivo pelo ator Cooper Koch e pela atriz Joey King, foi cancelado por conta dos incêndios florestais e das condições adversas de vento em Los Angeles. Sendo assim, a lista foi revelada em um comunicada à imprensa e nas redes sociais. Fran Drescher, presidente do SAG-AFTRA (Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists), também participaria do vídeo.

O prêmio, que elege os melhores atores e atrizes da TV e do cinema, é considerado uma prévia para o Oscar, já que seus vencedores quase sempre acabam levando a estatueta dourada para casa. Vale lembrar que o período de elegibilidade para esta edição do SAG foi de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2024.

O SAG Awards 2025 acontecerá no dia 23 de fevereiro e a cerimônia, que será realizada no Shrine Auditorium & Expo Hall, em Los Angeles, será transmitida ao vivo pela Netflix. Neste ano, a atriz e cantora Kristen Bell será a apresentadora; a lendária atriz, escritora e ativista Jane Fonda será homenageada com o Life Achievement Award.

Conheça os indicados ao 31º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO
Anora
Conclave
Emilia Pérez
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR ATOR
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Daniel Craig, por Queer
Ralph Fiennes, por Conclave
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

MELHOR ATRIZ
Cynthia Erivo, por Wicked
Demi Moore, por A Substância
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Mikey Madison, por Anora
Pamela Anderson, por The Last Showgirl

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Edward Norton, por Um Completo Desconhecido
Jeremy Strong, por O Aprendiz
Jonathan Bailey, por Wicked
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana Grande, por Wicked
Danielle Deadwyler, por Piano de Família
Jamie Lee Curtis, por The Last Showgirl
Monica Barbaro, por Um Completo Desconhecido
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte Dois
Gladiador 2
O Dublê
Wicked

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

Cinema Audio Society anuncia os indicados ao 61º CAS Awards

por: Cinevitor
Timothée Chalamet é Bob Dylan em Um Completo Desconhecido

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema. Como de costume, anualmente realiza uma premiação para eleger a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Em comunicado oficial, Peter Kurland, presidente da CAS, disse: “2024 foi um ano de conquistas notáveis ​​na comunidade sonora, com talentos excepcionais em exibição em todas as categorias. A inovação e a arte desses mixadores de som continuam a elevar a arte e os próximos prêmios serão uma celebração das contribuições excepcionais feitas este ano. Parabéns a todos os indicados merecedores pelos excepcionais trabalhos”.

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 22 de fevereiro no Beverly Hilton. O consagrado engenheiro de som Tod A. Maitland, indicado ao Oscar por Um Completo Desconhecido, Amor, Sublime Amor, Coringa, Seabiscuit: Alma de Herói, JFK: A Pergunta que Não Quer Calar e Nascido em 4 de Julho, receberá o CAS Career Achievement Award; e o cineasta Denis Villeneuve, de Duna: Parte 2, será honrado com o Cinema Audio Society’s Filmmaker Award.

Conheça os indicados ao 61º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Gladiador 2
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Moana 2
Mufasa: O Rei Leão
Robô Selvagem
Wallace & Gromit: Avengança

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
Elton John: Never Too Late
Eu Sou: Celine Dion
Super/Man: A História de Christopher Reeve
The Blue Angels

MELHOR MIXAGEM DE SOM | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA
Bebê Rena (1ª temporada, episódio 7)
Mestres do Ar (1ª temporada, episódio 5: Part Five)
Pinguim (1ª temporada, episódio 1: After Hours)
Ripley (1ª temporada, episódio 3: III Sommerso)
Stax: Soulsville (1ª temporada, episódio 2: Soul Man)

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO PARA TV, VARIEDADE E SÉRIES MUSICAIS OU ESPECIAIS 
Beatles ’64
F1: Dirigir para Viver (6ª temporada; episódio 8: Forza Ferrari)
Jim Henson: O Homem das Ideias
The 100th: Billy Joel at Madison Square Garden
Yacht Rock: A Dockumentary

Foto: Divulgação/ 20th Century Studios Brasil.

72º MPSE Golden Reel Awards: conheça os indicados ao prêmio que elege os melhores editores de som

por: Cinevitor
Timothée Chalamet em Duna: Parte 2

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Anualmente, a Motion Picture Sound Editors realiza o Golden Reel Awards, premiação que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV, cinema, games e produções estudantis. Os vencedores desta 72ª edição serão anunciados no dia 23 de fevereiro no Wilshire Ebell Theatre, em Los Angeles, em cerimônia apresentada por Patton Oswalt.

Os homenageados deste ano serão: o ator e cineasta Kevin Costner, vencedor do Oscar por Dança com Lobos, que receberá o MPSE Filmmaker Award; e o editor supervisor de som Greg Hedgepath, de Frozen: Uma Aventura Congelante e Velocidade Máxima, que será honrado com o MPSE Career Achievement Award.

Conheça os indicados ao 72º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
Alien: Romulus
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Alien: Romulus
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Nosferatu
Setembro 5

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Mufasa: O Rei Leão
O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim
Robô Selvagem

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
Dahomey
Elton John: Never Too Late
Super/Man: A História de Christopher Reeve
The Blue Angels
Will & Harper

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME INTERNACIONAL
A Garota da Agulha
Emilia Pérez
Kneecap: Música e Liberdade
Vida de Cabra

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | FICÇÃO
Better Man: A História de Robbie Williams
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Emilia Pérez 
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
A Noite que Mudou o Pop
Beatles ’64
Elton John: Never Too Late
Jim Henson: O Homem das Ideias

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING
Atlas
Música
O Assassino
Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes
Um Tira da Pesada 4

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING
Apollo 13: Sobrevivendo no Espaço
F1: Dirigir para Viver (episódio: Forza Ferrari)
Fly
Jim Henson: O Homem das Ideias
STEVE! (martin): documentário em 2 partes
The Beach Boys: Uma História de Sucesso

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING
Arcane (episódio: The Dirt Under Your Nails)
Invencível (episódio: I Thought You Were Stronger)
Justice League (episódio: Crisis on Infinite Earths, Part Three)
Orion e o Escuro
Watchmen: Chapter I

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
At the Riverbank (Chapman University)
Bubble Boy (National Film & Television School)
Intermission (National Film & Television School)
Last Remembrances (University of Southern California)
Songbirds (Savannah College of Art and Design)
Student Accomplice (Brigham Young University)
The Memories of Autumn (Beijing Film Academy)
Wrestle-Off (University of Southern California)

Foto: Courtesy of Warner Media.

Globo de Ouro 2025: conheça os vencedores; Fernanda Torres é premiada

por: Cinevitor
Fernanda Torres: atriz brasileira premiada por Ainda Estou Aqui

Foram anunciados neste domingo, 05/01, em cerimônia comandada pela comediante Nikki Glaser, a primeira mulher a apresentar a premiação sozinha, no Hotel The Beverly Hilton, em Beverly Hills, os vencedores da 82ª edição do Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema.

Neste ano, a brasileira Fernanda Torres foi consagrada na categoria de melhor atriz em drama por seu trabalho em Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. Vale lembrar que em 1999 sua mãe, Fernanda Montenegro, foi indicada na mesma categoria por Central do Brasil. O longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega, que foram premiados no Festival de Veneza.

Ainda Estou Aqui, que já alcançou mais de três milhões de espectadores nos cinemas, promove o reencontro entre Fernanda Torres e Walter Salles depois de Terra Estrangeira e O Primeiro Dia. Na última parte do filme, Eunice é interpretada por Fernanda Montenegro, que volta a trabalhar com Walter Salles depois do consagrado Central do Brasil. Além de Selton Mello, o elenco principal reúne nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, como os filhos na primeira fase do filme; e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha integram a família no segundo momento. E mais: Guilherme Silveira, Pri Helena, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Dan Stulbach, Camila Márdila, Luiz Bertazzo, Lourinelson Vladmir, Thelmo Fernandes, Carla Ribas, Daniel Dantas, Charles Fricks, Helena Albergaria, Marcelo Varzea, Caio Horowicz, Maitê Padilha, Luana Nastas, Isadora Gupert, Alexandre Mello, Augusto Trainotti, Alan Rocha e Daniel Pereira.

Emocionada, Torres subiu ao palco, recebeu o troféu das mãos de Viola Davis e fez seu discurso: “Meu Deus! Eu não preparei nada porque eu já estava feliz. Este é um ano incrível para atuações femininas. Tantas atrizes aqui que eu admiro muito. Eu quero agradecer a Walter Salles, meu parceiro, meu amigo. Que história, Walter! E claro que eu quero dedicar esse prêmio para minha mãe… vocês não têm ideia… ela esteve aqui há 25 anos! E isso é uma prova de que a arte pode perdurar pela vida, mesmo em momentos difíceis como a incrível Eunice Paiva passou. Alguma coisa parecida está acontecendo agora no mundo com tanto medo. Este é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos difíceis como este”. Ela ainda agradeceu ao marido Andrucha Waddington, aos filhos e ao colega de cena Selton Mello.

Além disso, Emilia Pérez, de Jacques Audiard, que liderava a lista com dez indicações, foi premiado em quatro categorias, entre elas, melhor filme de comédia ou musical. Entre as categorias televisivas, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, se destacou com quatro prêmios.

A noite também foi marcada por outros momentos emocionantes, entres eles, o discurso de Demi Moore, premiada por A Substância: “Eu realmente não esperava por isso. Estou em choque. Faço isso há muito tempo, mais de 45 anos. E esta é a primeira vez que ganho algo como atriz. Estou tão honrada e grata”.

Nesta edição, os homenageados foram: a consagrada atriz Viola Davis, que recebeu o Cecil B. DeMille Award; e o ator Ted Danson, que foi honrado com o Carol Burnett Award. A categoria Cinematic and Box Office Achievement, criada no ano passado e que reconhece as conquistas cinematográficas e de bilheteria dos filmes mais lucrativos e/ou mais vistos do ano, destacou Wicked, de Jon M. Chu.

A cerimônia de premiação contou também com a participação de nomes consagrados, como: Glenn Close, Elton John, Michelle Yeoh, Colin Farrell, Melissa McCarthy, Colman Domingo, Kathy Bates, Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Margaret Qualley, Jeff Goldblum, Salma Hayek Pinault, Jennifer Coolidge, Kaley Cuoco, Mindy Kaling, Sharon Stone, Zoë Kravitz, entre outros.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2025 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA
O Brutalista, de Brady Corbet

MELHOR FILME | COMÉDIA ou MUSICAL
Emilia Pérez, de Jacques Audiard

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Flow, de Gints Zilbalodis

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)

MELHOR ATOR | DRAMA
Adrien Brody, por O Brutalista

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATOR | COMÉDIA ou MUSICAL
Sebastian Stan, por Um Homem Diferente

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA ou MUSICAL
Demi Moore, por A Substância

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR DIREÇÃO
Brady Corbet, por O Brutalista

MELHOR ROTEIRO
Conclave, escrito por Peter Straughan

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Rivais, por Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
El Mal, por Clément Ducol, Camille e Jacques Audiard (Emilia Pérez)

CINEMATIC AND BOX OFFICE ACHIEVEMENT
Wicked, de Jon M. Chu

Foto: Rich Polk.

O Auto da Compadecida 2

por: Cinevitor

Direção: Flávia Lacerda e Guel Arraes

Elenco: Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Taís Araujo, Humberto Martins, Luis Miranda, Eduardo Sterblitch, Fabiula Nascimento, Virginia Cavendish, Enrique Diaz, Luisa Arraes, Kauã Rodriguez.

Ano: 2024

Sinopse: Depois de 20 anos desaparecido, João Grilo retorna à pequena Taperoá para se juntar ao seu velho companheiro Chicó. Acontece que agora ele é recebido como uma celebridade na cidade. Afinal, reza a lenda que havia sido morto por bala de espingarda e ressuscitado após um julgamento que tinha o Diabo como acusador, Nossa Senhora como defensora e o próprio Jesus Cristo como juiz. Disputado como principal cabo eleitoral pelos dois políticos mais poderosos da cidade, ele faz de tudo para finalmente aplicar o golpe que vai lhe render muito dinheiro e, quem sabe, vida mansa… como se fosse possível que ele se aquietasse. Só que nada sai como planejado e ele terá de recorrer à Compadecida novamente. Da obra de Ariano Suassuna.

Nota do CINEVITOR:

28ª Mostra de Cinema de Tiradentes anuncia filmes das mostras competitivas

por: Cinevitor
Mariana Ximenes em Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva

A 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que segue reafirmando-se como vitrine da produção autoral brasileira contemporânea, acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro de 2025 na cidade histórica mineira com mudanças importantes na estrutura de programação.

As mostras competitivas Olhos Livres, Aurora e Foco, que reúnem filmes com inovações de linguagem e modos de produção, passam por alterações com objetivo de retomar algumas de suas premissas originais e manter a produção de vanguarda como grande destaque no evento.

A Mostra Olhos Livres passa a ser avaliada pelo Júri Oficial enquanto a Mostra Aurora será avaliada pelo Júri Jovem com sessões no fim da tarde. Além disso, a Aurora agora passa a contar com filmes exclusivamente de cineastas em seu primeiro longa-metragem. A decisão reflete mudanças observadas no panorama do cinema independente ao longo dos últimos anos: “Quando a Aurora foi criada pelo curador Cléber Eduardo em 2008, o cenário da produção independente, de baixo ou baixíssimo orçamento, ainda estava se consolidando e buscava identidades. Com o tempo, esse campo ganhou forma e maturidade e modificou as trajetórias de seus realizadores”, explica Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial da Mostra de Tiradentes.

A Olhos Livres tem se destacado nos últimos anos a exibir filmes que resgatam o espírito original da Aurora, quando a proposta era desbravar novos caminhos na produção autoral: “Muitos desses filmes surgem à revelia das dificuldades econômicas enfrentadas pelo cinema brasileiro e adaptam-se às circunstâncias disponíveis. O cenário revela uma geração de realizadores que muitas vezes iniciaram suas trajetórias há dez anos ou mais e hoje já estão em seus terceiros, quartos ou até sextos longas-metragens. Apesar de se firmarem como jovens veteranos, continuam a apostar na radicalidade inventiva que marca suas obras”, segue o curador.

No caso da Aurora, até 2024 a regra permitia a inscrição de até um terceiro longa-metragem de um mesmo realizador, com intenção de acompanhar o desenvolvimento e a evolução de novos autores: “Atualmente, esses realizadores, após o lançamento do primeiro longa, já ganham visibilidade e passam a circular em outros festivais, atingindo notoriedade muito mais rapidamente. Ao chegarem ao segundo ou terceiro trabalho, muitos têm carreiras em andamento e isso tornou necessário repensar os critérios da Aurora para valorizar a ideia de estreia e de novidade”, completa Francis.

A Foco, dedicada a curtas-metragens, mantém o perfil da pluralidade e radicalidade: “Estamos sempre atentos à emergência de expressões sofisticadas de quem está começando pelo curta ou de cineastas experientes que continuam explorando o formato como meio de experimentação e refinamento”, exalta Francis Vogner.

As três seções competitivas em Tiradentes, embora distintas em seus recortes, dialogam entre si por meio da imaginação criativa e da busca por formas de expressão que surpreendam o público. Para Francis Vogner, o momento atual do cinema brasileiro é propício tanto a essa diversidade quanto à valorização de propostas fora do convencional: “Se em algum momento o novo estava associado apenas ao jovem, hoje entendemos que ele atravessa gerações. Temos esse ano realizadores estreando nos anos 2020 e outros que iniciaram suas trajetórias nos anos 1960, todos movidos pela inquietação e pela vontade de criar algo fora do comum”, reflete.

As mostras Olhos Livres e Foco são avaliadas pelo Júri Oficial, que escolhe o melhor filme e alguns outros prêmios especiais. Em 2025 os integrantes são: Carlos Francisco (MG), ator; Cíntia Gil (Portugal), programadora; Ivo Lopes Araujo (CE), cineasta; Juçara Marçal (SP), cantora e compositora; e Rita Vênus (PE), crítica e curadora.

Já a Mostra Aurora terá o Júri Jovem, formado por estudantes selecionados numa oficina de crítica de cinema e composto por: Clara Prado (SP), Letras, USP; Duds Tuts (MG), Cinema e Audiovisual, PUC Minas; Giulia Belmonte (RS), Cinema e Audiovisual, UFPel; Otávio Osaki (SP), Comunicação Social: Midialogia, Unicamp; e Sofia Carlos (RN), Comunicação Social: Audiovisual, UFRN.

Conheça os primeiros filmes selecionados para a Mostra de Cinema de Tiradentes 2024:

MOSTRA OLHOS LIVRES

A Primavera, de Daniel Aragão e Sergio Bivar (PE)
A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE)
As Muitas Mortes de Antônio Parreiras, de Lucas Parente (RJ/CE)
Batguano Returns: Roben na Estrada, de Tavinho Teixeira e Frederico Benevides (PB)
Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado (SP/MG)
O Mundo dos Mortos, de Pedro Tavares (RJ)
Prédio Vazio, de Rodrigo Aragão (ES)

MOSTRA AURORA

Cartografias das Ondas, de Heloísa Machado (RJ)
Kickflip, de Lucca Filippin (SP)
Margeado, de Diego Zon (ES)
Nem Deus é Tão Justo Quanto seus Jeans, de Sergio Silva (SP)
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
Um Minuto é uma Eternidade para quem está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)

MOSTRA FOCO

Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
HEYARI: espalhar fumaça para fazer adoecer colocando feitiço no fogo, de Daniel Velasco Leão (SC)
Jamais Visto, de Natália Reis (MG)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP)
Memórias Despejadas (ou A Enchente Levou Tudo, E Encontraram a Luta), de Juliana Koetz (RS)
Não Me Abandone, de Gabriel Vieira de Mello (SP)
O Mediador, de Marcus Curvelo (BA)
Osmo, de Pablo Gonçalo (DF)
Sem Título # 9: Nem Todas as Flores da Falta, de Carlos Adriano (SP)
Tamagotchi_balé, de Anna Costa e Silva (RJ)
Trabalho de Amor Perdido, de Vinícius Romero (SP)
Ver Céu no Chão, de Isabel Veiga (CE/RJ)

Foto: Mayra Azzi.

52º Annie Awards: brasileiro é indicado ao Oscar da animação

por: Cinevitor
Robô Selvagem: o brasileiro Fabio Lignini está indicado pelo filme

Foram anunciados nesta sexta-feira, 20/12, os indicados ao 52º Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society, que é considerada a primeira e principal organização profissional do mundo dedicada a promover a arte da animação e celebrar as pessoas que as criam.

Fundada em 1960, a associação premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até a lendária dubladora June Foray criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, que consagrou A Bela e a Fera.

Neste ano, o longa Robô Selvagem, dirigido por Chris Sanders, lidera a lista com dez indicações, entre elas, melhor animação de personagem em animação para o brasileiro Fabio Lignini, que já foi premiado por Como Treinar o Seu Dragão 2. Vale destacar que Lignini já trabalhou em diversos outros filmes de sucesso, como: Gato de Botas 2: O Último Pedido, Os Croods 2: Uma Nova Era, O Príncipe do Egito, O Espanta Tubarões, Bee Movie: A História de uma Abelha, Os Pinguins de Madagascar, Kung Fu Panda 3, entre outros.

A lista segue com Divertida Mente 2, de Kelsey Mann, e Wallace & Gromit: Avengança, de Nick Park e Merlin Crossingham, com sete indicações cada. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de fevereiro de 2025 no Royce Hall da UCLA, em Los Angeles.

Em comunicado oficial, Aubry Mintz, diretor executivo da ASIFA-Hollywood, disse: “Estamos muito entusiasmados com as nomeações deste ano; elas exemplificam a gama de talentos e abordagens à nossa forma de arte diversificada. Os vencedores homenageiam o passado, o presente e o futuro da animação. O Annie Awards celebra artistas que fizeram conquistas incríveis tanto no mundo dos estúdios comerciais quanto no cinema independente, reconhecendo o impacto que é feito para melhorar a equidade e a inclusão, e reconhecendo a inovação enquanto olhamos para o horizonte”.

Os homenageados desta 52ª edição serão: o animador Aaron Blaise, indicado ao Oscar por Irmão Urso, a diretora e animadora Eunice Macaulay, vencedora do Oscar pelo curta Special Delivery e indicada por George and Rosemary, e a compositora Normand Roger, de Tio Tomás, A Contabilidade Dos Dias, O Outono de Poppety e do curta brasileiro Guaxuma, que receberão o Winsor McCay Award; o June Foray Award será entregue para a ONG WIA, Women In Animation, que defende a igualdade de gênero e inclusão em animação, efeitos visuais e jogos; o Ub lwerks Award, que reconhece o avanço técnico que afeta a indústria da animação, vai para Alberto Menache; e o Special Achievement Award homenageará a importância do livro Directing at Disney-The Original Directors of Walt’s Animated Films, de Pete Docter e Don Peri.

Conheça os indicados nas categorias de cinema do Annie Awards 2025:

MELHOR ANIMAÇÃO
Aquele Natal
Divertida Mente 2
Kung Fu Panda 4
Robô Selvagem
Ultraman: A Ascensão
Wallace & Gromit: Avengança

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE
Chicken for Linda!
Flow
Look Back
Mars Express
Memórias de um Caracol
O Menino e o Mestre

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO
Chiara Malta e Sébastien Laudenbach, por Chicken for Linda!
Chris Sanders, por Robô Selvagem
Gints Zilbalodis, por Flow
Nick Park e Merlin Crossingham, por Wallace & Gromit: Avengança
Simon Otto, por Aquele Natal

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, escrito por Meg LeFauve e Dave Holstein
Flow, escrito por Gints Zilbalodis e Matīss Kaža
Memórias de um Caracol, escrito por Adam Elliot
O Menino e o Mestre, escrito por Frank Cottrell-Boyce

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO
Brian Tyree Henry, por Transformers: O Início
Kit Connor, por Robô Selvagem
Lupita Nyong’o, por Robô Selvagem
Maya Hawke, por Divertida Mente 2
Mélinée Leclerc, por Chicken for Linda!

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Beautiful Men
In the Shadow of the Cypress
Ruthless Blade
The Swineherd
Wander to Wonder

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL
Adiós, de José Prats
El Ombligo de la Luna, de Sara António, Julia Grupińska, Bokang Koatja, Tian Westraad e Ezequiel Garibay
Pear Garden, de Shadab Shayegan
Polliwog, de Julia Skala
Turmspringer, de Oscar Bittner

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS DE ANIMAÇÃO
Kung Fu Panda 4, por Zachary Glynn, Alex Timchenko, Kiem Ching Ong, Yorie Kaela Kumalasari e Jinguang Huang
Moana 2, por Santiago Robles, Marc Bryant, Deborah Carlson, Jake Rice e Ian J. Coony
Robô Selvagem, por Derek Cheung, Michael Losure, David Chow, Nyoung Kim e Steve Avoujageli
Ultraman: A Ascensão, por Goncalo Cabaca, Vishal Patel, Zheng Yong Oh, Nicholas Yoon Joo Kuang e Pei-Zhi Huang Huang
Wallace & Gromit: Avengança, por Howard Jones, Rich Spence, Deborah Jane Price, Jon Biggins e Kirstie Deane

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, por Aviv Mano
Kung Fu Panda 4, por Patrick Giusiano
Moana 2, por Brian Scott
Robô Selvagem, por Fabio Lignini
Wallace & Gromit: Avengança, por Carmen Bromfield Mason

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION
A Casa do Dragão (2ª temporada), por Jason Snyman, Manjoe Chan, Chloe McLean, Cedric Enriquez Canlas e Vincent Lee
Better Man: A História de Robbie Williams, por Shaun Freeman, Luisma Lavin Peredo, Carlos Lin, Seoungseok Charlie Kim e Kaori Miyazawa
Gladiador 2, por Kyle Dunlevy, Philipp Winterstein, Gil Daniel, Michael Elder e Julien Bagory
Godzilla e Kong: O Novo Império, por Ludovic Chailloleau, Jonathan Paquin, Craig Penn, Florian Fernandez e Marco Barbati
Planeta dos Macacos: O Reinado, por Christian Kickenweitz, Aidan Martin, Allison Orr, Radiya Alam e Howard Sly

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Aquele Natal, por Uwe Heidschötter
Divertida Mente 2, por Deanna Marsigliese
Enfeitiçados, por Guillermo Ramírez
Robô Selvagem, por Genevieve Tsai
Scarygirl, por Nathan Jurevicius

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO
Aquele Natal, por John Powell, Ed Sheeran e Johnny McDaid
O Menino e o Mestre, por Stuart Hancock
Peça por Peça, por Pharrell Williams e Michael Andrews
Robô Selvagem, por Kris Bowers
Wallace & Gromit: Avengança, por Lorne Balfe e Julian Nott

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO
Aquele Natal, por Justin Hutchinson-Chatburn e Mike Redman
Divertida Mente 2, por Jason Deamer, Josh West, Keiko Murayama, Bill Zahn e Laura Meyer
Robô Selvagem, por Raymond Zibach e Ritchie Sacilioc
Ultraman: A Ascensão, por The Ultraman: Rising Production Design Team
Wallace & Gromit: Avengança, por Matt Perry, Darren Dubicki, Richard Edmunds, Matt Sanders e Gavin Lines

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO
A Missão de Sandy Bochechas, por Piero Piluso
Aquele Natal, por Ashley Boddy, Lorenzo Fresta e Helen Schroeder
Enfeitiçados, por Alex Relloso Horna e Carlos Zapater Oliva
Meu Malvado Favorito 4, por Habib Louati
Moana 2, por Ryan Green

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, por Maurissa Horwitz, David Suther, Fiona Toth e Jonathan Vargo
Moana 2, por Jeremy Milton e Michael Louis Hill
Robô Selvagem, por Mary Blee, Collin Erker, Orlando Duenas, Lucie Lyon e Brian Parker
Ultraman: A Ascensão, por Bret Marnell, William Max Steinberg, Nik Siefke, Ryan Sommer e Kaye Speare
Wallace & Gromit: Avengança, por Dan Hembery

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL
A Bear Named Wojtek
Mog’s Christmas
Orion e o Escuro
Tabby McTat
Yuck!

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Prêmio APCA 2024: conheça os indicados nas categorias de cinema

por: Cinevitor
Matheus Nachtergaele em O Auto da Compadecida 2: indicado 

A APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, existe desde 1973. Sua base surgiu em 1951, contando exclusivamente como uma premiação teatral. Mais de 20 anos depois, uma reestruturação redefiniu seu alcance para todas as formas de arte.

Cada grupo de críticos se reúne para escolher os melhores de cada ano, sendo que, por escolha própria, dois desses grupos também anunciam um grupo de indicados semanas antes do resultado final; são eles: Teatro e Televisão. A partir de 2024, o segmento Cinema seguirá seus colegas de palco e telinha em prol de também garantir um grau ainda maior de expectativa natural que cerca nossos resultados.

Juntos, os membros Flavia Guerra, Francisco Carbone, Luiz Carlos Merten e Orlando Margarido organizaram esse grupo de indicados à versão 2024 da premiação, que terá resultados divulgados no dia 13 de janeiro de 2025, em todas as categorias; a premiação acontecerá ainda no primeiro semestre em data a ser anunciada.

A decisão foi discutida pelos membros nesta semana, decidindo que era hora do segmento se envolver ainda mais com a indústria, pois vê nessa decisão também uma forma de alavancar, ainda que em seu lugar, barulho para provocar discussões e reflexões. Para que, assim, exista mais uma maneira de alavancar e prestigiar a arte que emprega e representa tantos, com mais diversidade, de todas as formas. Assim sendo, espera-se garantir a visibilidade de bem mais que sete títulos no ano (o número de troféus) abraçando um grupo bem mais amplo.

“Esperamos, com isso, fortalecer o prêmio com a decisão, agregando expectativa no setor. Em momento agridoce, onde uma produção bate recordes de bilheteria enquanto a maior parte do circuito ainda amarga resultados injustos nas salas de cinema, a lista de indicados aos melhores do ano em Cinema pela APCA tem o doce e humilde desejo de tentar ser mais uma, entre tantas iniciativas, a apoiar e reverberar nossa cinematografia”, disse Carbone, que foi o organizador da ideia original, trazendo esse debate primeiramente ao grupo e abriu os trabalhos juntos aos colegas.

“Com essa lista, destacamos filmes que merecem nossa atenção, para além dos já tradicionais vencedores do ano, pois a nossa produção tem sido cada vez mais prolífica e diversa, como a própria lista mostra; valorizar toda uma safra, é isso que pretendemos”, completou Guerra

“Pensamos ainda, porquê não, no futuro, abrir discussões em dois momentos do ano, como no teatro. Nos reunirmos para debater a temporada, tanto em julho quanto em dezembro, e assim promover ainda mais justiça entre a imensa quantidade de títulos lançados no país”, reitera Margarido.

Conheça os finalistas ao Prêmio APCA 2024 nas categorias de Cinema:

FILME
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Estranho Caminho
, de Guto Parente
Greice, de Leonardo Mouramateus
Malu, de Pedro Freire 
O Dia que te Conheci, de André Novais Oliveira
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes
Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges

DOCUMENTÁRIO
A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora
Amanhã, de Marcos Pimentel 
Antonio Candido, Anotações Finais, de Eduardo Escorel 
Fausto Fawcett na Cabeça, de Victor Lopes 
Fernanda Young: Foge-me ao controle, de Susanna Lira
Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos
Salão de Baile, de Juru e Vitã

DIREÇÃO
André Novais Oliveira, por O Dia que te Conheci
Eduardo Escorel, por Antonio Candido, Anotações Finais
Juliana Rojas, por Cidade; Campo
Marcelo Gomes, por Retrato de um Certo Oriente
Susanna Lira, por Fernanda Young: Foge-me ao Controle
Walter Salles, por Ainda Estou Aqui

ROTEIRO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega
Greice, escrito por Leonardo Mouramateus
O Auto da Compadecida 2, escrito por Guel Arraes, João Falcão, Adriana Falcão e Jorge Furtado
O Dia que te Conheci, escrito por André Novais Oliveira
Retrato de um Certo Oriente, escrito por Marcelo Gomes, Maria Camargo e Gustavo Campos
Saudade Fez Morada Aqui Dentro, escrito por Haroldo Borges e Paula Gomes

ATRIZ 
Denise Weinberg, por A Metade de Nós
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui
Grace Passô, por O Dia que te Conheci
Maria Bomani, por Bandida: A Número Um
Mirella Façanha, por Cidade; Campo
Yara de Novaes, por Malu

ATOR
Bruno Jefferson, por Saudade Fez Morada Aqui Dentro
Démick Lopes, por A Filha do Palhaço
Fabio Assunção, por Motel Destino
Matheus Nachtergaele, por Mais Pesado é o Céu e O Auto da Compadecida 2
Renato Novaes, por O Dia que te Conheci
Selton Mello, por Ainda Estou Aqui e O Auto da Compadecida 2

Foto: Laura Campanella.

45º London Critics’ Circle Film Awards: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é indicado

por: Cinevitor
Antonio Saboia, Fernanda Torres e Olivia Torres em Ainda Estou Aqui

Fundada em 1913, a associação The Critics’ Circle conta com os principais críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros. Desde 1980, acontece o London Critics’ Circle Film Awards, prêmio que elege os melhores da sétima arte.

Os indicados desta 45ª edição foram anunciados nesta quinta-feira, 19/12, e os filmes Anora, de Sean Baker, e O Brutalista, dirigido por Brady Corbet, lideram a lista com sete indicações cada. Os vencedores serão anunciados no dia 2 de fevereiro de 2025, no May Fair Hotel, em Londres, em cerimônia apresentada pelo crítico de cinema Mark Kermode.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme estrangeiro do ano. Com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco, o longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. 

Conheça os indicados do 45º London Critics’ Circle Film Awards:

FILME DO ANO
A Substância
Anora
Conclave
Emilia Pérez
Kneecap: Música e Liberdade
La Chimera
Nickel Boys
Nosferatu
O Brutalista
Tudo que Imaginamos como Luz

FILME ESTRANGEIRO DO ANO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)
Kneecap: Música e Liberdade, de Rich Peppiatt (Irlanda/Reino Unido)
La chimera, de Alice Rohrwacher (Itália)
Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia (Índia/EUA/França)

DOCUMENTÁRIO DO ANO
Dahomey, de Mati Diop
Feito na Inglaterra: Os Filmes de Powell e Pressburger, de David Hinton
Grand Theft Hamlet, de Sam Crane e Pinny Grylls
No Other Land, de Yuval Abraham, Basel Adra e Hamdan Ballal
Super/Man: A História de Christopher Reeve, de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui

ANIMAÇÃO DO ANO
Divertida Mente 2, de Kelsey Mann
Flow, de Gints Zilbalodis
Memórias de um Caracol, de Adam Elliot
Robô Selvagem, de Chris Sanders
Wallace & Gromit: Avengança, de Merlin Crossingham e Nick Park

FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO | PRÊMIO ATTENBOROUGH
Bird, de Andrea Arnold
Conclave, de Edward Berger
Hard Truths, de Mike Leigh
Kneecap: Música e Liberdade, de Rich Peppiatt
Love Lies Bleeding: O Amor Sangra, de Rose Glass

DIREÇÃO DO ANO
Brady Corbet, por O Brutalista
Coralie Fargeat, por A Substância
Denis Villeneuve, por Duna: Parte Dois
RaMell Ross, por Nickel Boys
Sean Baker, por Anora

ROTEIRISTA DO ANO
Brady Corbet e Mona Fastvold, por O Brutalista
Coralie Fargeat, por A Substância
Jesse Eisenberg, por A Verdadeira Dor
Peter Straughan, por Conclave
Sean Baker, por Anora

ATRIZ DO ANO
Demi Moore, por A Substância
Marianne Jean-Baptiste, por Hard Truths
Mikey Madison, por Anora
Nicole Kidman, por Babygirl
Saoirse Ronan, por The Outrun

ATOR DO ANO
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Daniel Craig, por Queer
Ralph Fiennes, por Conclave
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

ATRIZ COADJUVANTE DO ANO
Danielle Deadwyler, por Piano de Família
Isabella Rossellini, por Conclave
Margaret Qualley, por A Substância
Michele Austin, por Hard Truths
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

ATOR COADJUVANTE DO ANO
Denzel Washington, por Gladiador 2
Guy Pearce, por O Brutalista
Jeremy Strong, por O Aprendiz
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

REVELAÇÃO DO ANO
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Maisy Stella, por Meu Eu do Futuro
Marisa Abela, por Back to Black
Mikey Madison, por Anora
Nykiya Adams, por Bird

INTERPRETAÇÃO DO ANO | ATOR ou ATRIZ BRITÂNICO/IRLANDÊS
Cynthia Erivo, por Drift e Wicked
Josh O’Connor, por La Chimera, Rivais e Lee
Marianne Jean-Baptiste, por O Livro de Clarence e Hard Truths
Nicholas Hoult, por Jurado Nº 2, Nosferatu e The Order
Saoirse Ronan, por Blitz e The Outrun

ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO/IRLANDÊS DO ANO
Alisha Weir, por Abigail, Buffalo Kids: Uma Aventura na América, Wicked e Pequenas Cartas Obscenas
Dan Hough, por Não Fale o Mal
Elliott Heffernan, por Blitz
Nykiya Adams, por Bird
Raffey Cassidy, por O Brutalista e O Menino e o Mestre

CINEASTA BRITÂNICO/IRLANDÊS REVELAÇÃO DO ANO | PRÊMIO PHILIP FRENCH
Amy Liptrot, por The Outrun
Dev Patel, por Fúria Primitiva
Luna Carmoon, por Hoard
Naqqash Khalid, por In Camera
Rich Peppiatt, por Kneecap: Música e Liberdade

CURTA-METRAGEM BRITÂNICO/IRLANDÊS DO ANO
Iranian Yellow Pages, de Anna Snowball
Karavidhe, de Eoin Doran
Push, de Elly Condron
Wander to Wonder, de Nina Gantz
We Beg to Differ, de Ruairi Bradley

TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD
A Substância, por Stéphanie Guillon e Pierre-Olivier Persin (maquiagem)
Anora, por Manny Siverio, Christopher Colombo e Roberto Lopez (dublês)
Conclave, por Nick Emerson (editor)
Duna: Parte Dois, por Paul Lambert (efeitos visuais)
Emilia Pérez, por Clément Ducol e Camille (música)
Nickel Boys, por Jomo Fray (fotografia)
Nosferatu, por Jarin Blaschke (fotografia)
O Brutalista, por Judy Becker (designer de produção)
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Angus Bickerton (efeitos visuais)
Um Completo Desconhecido, por Arianne Phillips (figurinista)

Foto: Divulgação/VideoFilmes/Sony Pictures Classics.

Prêmio Goya 2025: Ainda Estou Aqui está na disputa pelo Oscar espanhol

por: Cinevitor
Fernanda Torres e Valentina Herszage no brasileiro Ainda Estou Aqui

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha realiza, desde 1987, o Prêmio Goya, ou Premios Goya no original, evento que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Nesta quarta-feira, 18/12, a atriz Natalia de Molina e o ator Álvaro Cervantes anunciaram os indicados da 39ª edição da premiação, que acontecerá no dia 13 de janeiro de 2025, em Madri, em cerimônia que será apresentada pelas atrizes Maribel Verdú e Leonor Watling.

O drama biográfico El 47, de Marcel Barrena, lidera a lista com 14 indicações; o suspense La infiltrada, dirigido por Arantxa Echevarría, aparece na sequência com 13 indicações, entre elas, melhor filme e melhor direção

O Brasil está na disputa com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme ibero-americano. Com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco, o longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. 

Nesta 39ª edição, a atriz espanhola Aitana Sánchez-Gijón será homenageada com o Goya de Honor. Indicada ao Goya de melhor atriz coadjuvante por Mães Paralelas, de Pedro Almodóvar, ela também se destacou em Caminhando nas Nuvens, A Lei da Fronteira, Dobro ou Nada, Havanera 1820, A Camareira do Titanic, Yerma, Celos, Volavérunt, La regenta, La huella del crimen, Algo Vai Acontecer, Boca a Boca, Estoy Vivo, O Operário, Viento de cólera, Espinas, Oviedo Express, La carta esférica, entre outros.

Conheça os indicados ao Prêmio Goya 2025:

MELHOR FILME
Casa en flames
El 47
La estrella azul
La infiltrada
Segundo premio

MELHOR DIREÇÃO
Aitor Arregi e Jon Garaño, por Marco
Arantxa Echevarría, por La infiltrada 
Isaki Lacuesta e Pol Rodríguez, por Segundo premio
Paula Ortiz, por A Virgem Vermelha
Pedro Almodóvar, por O Quarto ao Lado

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Javier Macipe, por La estrella azul
Miguel Faus, por Calladita
Paz Vega, por Rita
Pedro Martín-Calero, por El llanto
Sandra Romero, por Por donde pasa el silencio

MELHOR ATOR
Alberto San Juan, por Casa en flames
Alfredo Castro, por Polvo serán
Eduard Fernández, por Marco
Urko Olazabal, por Soy Nevenka
Vito Sanz, por Volveréis

MELHOR ATRIZ
Carolina Yuste, por La infiltrada
Emma Vilarasau, por Casa en flames
Julianne Moore, por O Quarto ao Lado
Patricia Lopez Arnaiz, por Los destellos
Tilda Swinton, por O Quarto ao Lado

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Antonio de la Torre, por Los destellos
Enric Auquer, por Casa en flames
Luis Tosar, por La infiltrada
Óscar de la Fuente, por La casa
Salva Reina, por El 47

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Aixa Villagrán, por A Virgem Vermelha
Clara Segura, por El 47
Macarena García, por Casa en flames
Maria Rodríguez Soto, por Casa en flames
Nausicaa Bonnín, por La infiltrada

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Casa en flames, escrito por Eduard Sola
El 47, escrito por Alberto Marini e Marcel Barrena
La estrella azul, escrito por Javier Macipe
La infiltrada, escrito por Amèlia Mora e Arantxa Echevarría
Marco, escrito por Aitor Arregi, Jon Garaño, Jorge Gil Munarriz e Jose Mari Goenaga 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
La casa, escrito por Álex Montoya e Joana M. Ortueta
Los destellos, escrito por Pilar Palomero
O Quarto ao Lado, escrito por Pedro Almodóvar
Salve Maria, escrito por Mar Coll e Valentina Viso
Soy Nevenka, escrito por Iciar Bollain e Isa Campo

ATOR REVELAÇÃO
Cristalino, por Segundo premio
Cuti Carabajal, por La estrella azul
Daniel Ibáñez, por Segundo premio
Óscar Lasarte, por ¿Es el enemigo? La película de Gila
Pepe Lorente, por La estrella azul

ATRIZ REVELAÇÃO
Laura Weissmahr, por Salve Maria
Lucía Veiga, por Soy Nevenka
Mariela Carabajal, por La estrella azul
Marina Guerola, por Los destellos
Zoe Bonafonte, por El 47

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
A Virgem Vermelha, por Kati Martí Donoghue
Casa en flames, por Laia Gómez
El 47, por Carlos Apolinario
La infiltrada, por Axier Pérez Serrano
Segundo premio, por Carlos Amoedo

MELHOR FOTOGRAFIA
El 47, por Isaac Vila
La infiltrada, por Javier Salmones
O Quarto ao Lado, por Edu Grau 
Segundo premio, por Takuro Takeuchi
Soy Nevenka, por Gris Jordana

MELHOR MONTAGEM
El 47, por Nacho Ruiz Capillas
La estrella azul, por Javier Macipe e Nacho Blasco 
La infiltrada, por Victoria Lammers
Los pequeños amores, por Fernando Franco 
Segundo premio, por Javi Frutos 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Virgem Vermelha, por Javier Alvariño
El 47, por Marta Bazaco
O Quarto ao Lado, por Inbal Weinberg
Segundo premio, por Pepe Domínguez del Olmo 
Volveréis, por Miguel Ángel Rebollo

MELHOR FIGURINO
A Virgem Vermelha, por Arantxa Ezquerro 
Disco, Ibiza, Locomía, por Ester Palaudàries e Vinyet Escobar 
El 47, por Irantzu Ortiz e Olga Rodal 
O Quarto ao Lado, por Bina Daigeler 
Segundo premio, por Lourdes Fuentes 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Virgem Vermelha, por Eli Adánez e Paco Rodríguez Frías 
El 47, por Karol Tornaría
La infiltrada, por Patricia Rodríguez e Tono Garzón 
Marco, por Karmele Soler, Sergio Pérez Berbel e Nacho Díaz
O Quarto ao Lado, por Morag Ross e Manolo García

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A Menina e o Dragão, por Arturo Cardelús 
El 47, por Arnau Bataller
La infiltrada, por Fernando Velázquez
O Quarto ao Lado, por Alberto Iglesias 
Verano en diciembre, por Sergio de la Puente

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
El borde del mundo, por Valeria Castro (El 47)
La Virgen Roja, por Maria Arnal (A Virgem Vermelha)
Los Almendros, por Antón Álvarez e Yerai Cortés (La guitarra flamenca de Yerai Cortés)
Love is the worst, por Alondra Bentley e Isaki Lacuesta (Segundo premio)
Show me, por Fernando Velázquez (Buffalo Kids: Uma Aventura na América)

MELHOR SOM
A Virgem Vermelha, por Coque F. Lahera, Álex F Capilla e Nacho Royo-Villanova 
La estrella azul, por Amanda Villavieja, Joaquín Rajadel, Víctor R. Puertas, Mayte Cabrera e Nicolas de Poulpiquet 
La infiltrada, por Fabio Huete, Jorge Castillo Ballesteros, Miriam Lisón e Mayte Cabrera
O Quarto ao Lado, por Sergio Bürmann, Anna Harrington e Marc Orts
Segundo premio, por Diana Sagrista, Eva Valiño, Alejandro Castillo e Antonin Dalmasso 

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
A Menina e o Dragão, por Li Xin
A Virgem Vermelha, por Raúl Romanillos e Juanma Nogales
El 47, por Laura Canals e Iván López Hernández
La infiltrada, por Mariano García Marty, Jon Serrano e Juliana Lasunción 
Marco, por Jon Serrano, Mariano García Marty e David Heras

MELHOR ANIMAÇÃO
A Menina e o Dragão, de Jianping Li e Salvador Simó
Buffalo Kids: Uma Aventura na América, de Juan Jesús García Galocha e Pedro Solís García
Mariposas Negras, de David Baute
Rock Bottom, de María Trénor 
SuperKlaus, de Steve Majaury e Andrea Sebastiá

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Domingo Domingo, de Laura García Andreu
La guitarra flamenca de Yerai Cortés, de C. Tangana
Marisol, llámame Pepa, de Blanca Torres
Mi hermano Ali, de Paula Palacios
Você Não Está Sozinha: A Luta Contra La Manada, de Robert Bahar e Almudena Carracedo

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
Agarra-me Forte (Agarrame fuerte), de Ana Guevara e Leticia Jorge (Uruguai)
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
El Jockey, de Luis Ortega (Argentina)
Memorias de un cuerpo que arde, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)
No Lugar da Outra (El Lugar de la Otra), de Maite Alberdi (Chile)

MELHOR FILME EUROPEU
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)
Flow, de Gints Zilbalodis (Letônia)
La chimera, de Alice Rohrwacher (Itália)
O Conde de Monte Cristo, de Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte (França)
Zona de Interesse, de Jonathan Glazer (Reino Unido)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Betiko gaua (La noche eterna), de Eneko Sagardoy
Cuarentena, de Celia de Molina
El Trono, de Lucía Jiménez
La gran obra, de Àlex Lora
Mamántula, de Ion de Sosa

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Ciao Bambina, de Afioco Gnecco e Carolina Yuste
Els Buits, de Isa Luengo, Marina Freixa Roca e Sofía Esteve
Las novias del sur, de Elena López Riera
Los 30 (no) son los nuevos 20, de Juan Vicente Castillejo Navarro
Semillas de Kivu, de Carlos Valle e Néstor López

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Cafunè, de Carlos Fernández de Vigo e Lorena Ares
El cambio de rueda, de Begoña Arostegui
La mujer ilustrada, de Isabel Herguera
Lola, Lolita, Lolaza, de Mabel Lozano
Wan, de Víctor Monigote

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.