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Oscar 2025 anuncia semifinalistas; Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, segue na disputa

por: Cinevitor
Fernanda Montenegro em Ainda Estou Aqui: na disputa pela estatueta dourada

A AMPAS, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, divulgou, nesta terça-feira, 17/12, uma lista com os pré-selecionados para o Oscar 2025 em dez categorias, entre elas, melhor filme internacional, antes conhecida como melhor filme estrangeiro.

Neste ano, o Brasil segue na disputa pela estatueta dourada com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que se destaca entre os 15 semifinalistas. Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza deste ano e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, com participação especial de Fernanda Montenegro, o filme é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.

A sinopse diz: Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice , cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

O longa, que já alcançou mais de dois milhões de espectadores nos cinemas, promove o reencontro entre Fernanda Torres e Walter Salles depois de Terra Estrangeira e O Primeiro Dia. Na última parte do filme, Eunice é interpretada por Fernanda Montenegro, que volta a trabalhar com Walter Salles depois do consagrado Central do Brasil.

O elenco principal reúne nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, como os filhos na primeira fase do filme; e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha integram a família no segundo momento. E mais: Guilherme Silveira, Pri Helena, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Dan Stulbach, Camila Márdila, Luiz Bertazzo, Lourinelson Vladmir, Thelmo Fernandes, Carla Ribas, Daniel Dantas, Charles Fricks, Helena Albergaria, Marcelo Varzea, Caio Horowicz, Maitê Padilha, Luana Nastas, Isadora Gupert, Alexandre Mello, Augusto Trainotti, Alan Rocha e Daniel Pereira.

Vale lembrar que, até então, a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil, também de Walter Salles e com Fernanda Montenegro; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os semifinalistas na shortlist.

Para esta 97ª edição, 85 países foram classificados. Os finalistas serão revelados no dia 17 de janeiro de 2025 e a cerimônia acontecerá no dia 2 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood, com apresentação de Conan O’Brien.

Confira a lista com os quinze semifinalistas ao Oscar 2025 de melhor filme internacional:

ALEMANHA: A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof
BRASIL: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
CANADÁ: Linguagem Universal (Une langue universelle), de Matthew Rankin
DINAMARCA: A Garota da Agulha (Pigen med nålen/The Girl with the Needle), de Magnus von Horn
FRANÇA: Emilia Pérez, de Jacques Audiard
IRLANDA: Kneecap, de Rich Peppiatt
ISLÂNDIA: Snerting (Touch), de Baltasar Kormákur
ITÁLIA: Vermiglio, de Maura Delpero
LETÔNIA: Straume (Flow), de Gints Zilbalodis
NORUEGA: Armand, de Halfdan Ullmann Tøndel
PALESTINA: From Ground Zero, de Aws Al-Banna, Ahmed Al-Danf, Basil Al-Maqousi, Mustafa Al-Nabih, Muhammad Alshareef, Ala Ayob, Bashar Al Balbisi, Alaa Damo, Awad Hana, Ahmad Hassunah, Mustafa Kallab, Satoum Kareem, Mahdi Karera, Rabab Khamees, Khamees Masharawi, Wissam Moussa, Tamer Najm, Abu Hasna Nidaa, Damo Nidal, Mahmoud Reema, Etimad Weshah e Islam Al Zrieai
REINO UNIDO: Santosh, de Sandhya Suri
REPÚBLICA CHECA: Waves (Vlny), de Jiří Mádl
SENEGAL: Dahomey, de Mati Diop
TAILÂNDIA: How to Make Millions Before Grandma Dies (หลานม่า), de Pat Boonnitipat

*Clique aqui e confira as listas completas com os pré-selecionados.

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

Festival de Roterdã 2025: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges: filme brasileiro selecionado

O Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), que acontece na Holanda, é considerado um dos maiores do mundo e destaca obras cinematográficas dirigidas por novos cineastas. Além das seções oficiais em sua programação, há também espaço para nomes consagrados, retrospectivas e programas temáticos.

A 54ª edição acontecerá entre os dias 30 de janeiro e 9 de fevereiro de 2025 e o filme de abertura será a comédia policial Fabula, do cineasta holandês Michiel ten Horn; o encerramento será This City Is a Battlefield (Perang Kota), da diretora indonésia Mouly Surya. Além disso, o diretor de fotografia Lol Crawley, de O Brutalista e indicado ao BAFTA por The Crimson Petal and the White, será homenageado com o Robby Müller Award, que destaca anualmente um excelente criador de imagens no estilo do falecido diretor de fotografia holandês que dá nome ao prêmio.

Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com diversos títulos. A mostra Short & Mid-length traz os curtas: Fale a ela o que me aconteceu, de Pethrus Tibúrcio; Quem se move, de Stephanie Ricci; Tragédia, de Bernardo Zanotta, uma coprodução entre Holanda, Brasil e França; e Bisagras, de Luis Arnías, uma coprodução entre Estados Unidos, Senegal e Brasil.

Na mostra Harbour, destaque para o longa Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges. O filme acompanha a trajetória de Dora, interpretada por Sinara Teles, uma mulher que percorre as estradas de uma região mineradora em busca de trabalho e de um pedaço de terra que pertenceu à sua mãe. O elenco conta também com Carlos Francisco, Tony Stark, Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia de Ouro Preto, Hélio Ricardo, Andréia Quaresma, Elba Rocha, Rafael Botero, Docy Moreira, Kelly Crifer, Amora Ferreira Giorni e Lenine Martins.

O Brasil segue na programação com o aclamado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na mostra Limelight, com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco; ¡Caigan las rosas blancas!, de Albertina Carri, uma coprodução com a Argentina e a Espanha, na Big Screen Competition; e Levante, de Lillah Halla, premiado na edição passada, na mostra Education. O português Grand Tour, de Miguel Gomes, que traz os brasileiros Marcos Pedroso e Thales Junqueira na direção de arte, também foi selecionado. 

O time de jurados desta 54ª edição será formado por: Yuki Aditya, Soheila Golestani, Winnie Lau, Peter Strickland e Andrea Luka Zimmerman na Tiger Competition, principal mostra do festival; Angela Haardt, Frank Sweeney e Yaoting Zhang na Tiger Short Competition; e Bero Beyer, Sara Rajaei, Dewi Reijs, Digna Sinke e Jia Zhao na Big Screen Competition.

Conheça os filmes selecionados para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2025:

TIGER COMPETITION

Bad Girl, de Varsha Bharath (Índia)
Blind Love, de Julian Chou (Taiwan)
Fiume o morte!, de Igor Bezinović (Croácia/Itália/Eslovênia)
Guo Ran, de Li Dongmei (China)
Im Haus meiner Eltern, de Tim Ellrich (Alemanha)
L’arbre de l’authenticité, de Sammy Baloji (República Democrática do Congo/Bélgica)
La gran historia de la filosofía occidental, de Aria Covamonas (México)
Perla, de Alexandra Makarová (Áustria/Eslováquia)
Primeira pessoa do plural, de Sandro Aguilar (Portugal/Itália)
Tears in Kuala Lumpur, de Ridhwan Saidi (Malásia)
Vitrival: The Most Beautiful Village in the World, de Noëlle Bastin e Baptiste Bogaert (Bélgica)
Wind, Talk to Me, de Stefan Djordjevic (Sérvia/Eslovênia/Croácia)
Wondrous Is the Silence of My Master, de Ivan Salatić (Montenegro/Itália/França/Croácia/Sérvia)

BIG SCREEN COMPETITION

¡Caigan las rosas blancas!, de Albertina Carri (Argentina/Brasil/Espanha)
Back to the Family, de Sharunas Bartas (Lituânia/França/Polônia/Letônia)
Bad Painter, de Albert Oehlen (Alemanha/EUA)
De idylle, de Aaron Rookus (Holanda/Bélgica/Estônia)
Gowok: Javanese Kamasutra, de Hanung Bramantyo (Indonésia)
L’oro del Reno, de Lorenzo Pullega (Itália)
Macai, de Sun-J Perumal (Malásia)
Orenda, de Pirjo Honkasalo (Finlândia/Estônia/Suécia)
Our Father: The Last Days of a Dictator, de José Filipe Costa (Portugal)
Raptures, de Jon Blåhed (Suécia/Finlândia)
Soft Leaves, de Miwako Van Weyenberg (Bélgica)
The Assistant, de Wilhelm Sasnal e Anka Sasnal (Polônia/Reino Unido)
The Puppet’s Tale, de Suman Mukhopadhyay (Índia)
Yasuko, Songs of Days Past, de Negishi Kichitaro (Japão)

TIGER SHORT COMPETITION

A Metamorphosis, de Lin Htet Aung (Mianmar)
Baby Blue Benzo, de Sara Cwynar (EUA/Alemanha)
BAN♡ITS, de Omar Chowdhury (Bélgica/Bangladesh/Coreia do Sul)
Bury Us in a Lone Desert, de Nguyễn Lê Hoàng Phúc (Vietnã)
Capitol Limited, de Lily Ekimian Ragheb e Ahmed T. Ragheb (EUA)
Common Pear, de Gregor Božič (Eslovênia/Reino Unido)
Empty Rider, de Lawrence Lek (Suíça/Reino Unido)
Hepingli Playthrough, de Zheng Yuan (China)
I Wan’na Be Like You, de Margit Lukács e Persijn Broersen (Holanda/França/Bélgica/Reino Unido/Alemanha)
La durmiente, de Maria Inês Gonçalves (Portugal/Espanha)
Les rites de passage, de Florian Fischer e Johannes Krell (Alemanha)
Memory Is an Animal, It Barks with Many Mouths, de Eva Giolo (Bélgica/Itália)
Merging Bodies, de Adrian Paci (Itália)
Now, Hear Me Good, de Dwayne LeBlanc (EUA)
Suspicions About the Hidden Realities of Air, de Sam Drake (EUA)
Temo Re, de Anka Gujabidze (Geórgia)
The Garden of Electric Delights, de Billy Roisz (Áustria)
The Rock Speaks, de Amy Louise Wilson e Francois Knoetze (África do Sul/Espanha)
Things Hidden Since the Foundation of the World, de Kevin Walker e Irene Zahariadis (Grécia/EUA)
World at Stake, de Susanna Flock, Adrian Jonas Haim e Jona Kleinlein (Áustria)

*Clique aqui e confira a seleção completa

Foto: Bianca Aun.

Festival de Berlim 2025 anuncia os primeiros títulos; filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Gabriel Faryas e Henrique Barreira em Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

A 75ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de fevereiro de 2025, acaba de anunciar os primeiros filmes selecionados para as mostras Panorama, Generation e Berlinale Special; outros títulos serão revelados em breve. 

Na mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional, o Brasil ganha destaque com Ato Noturno, novo longa de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; esta é a terceira participação da dupla no evento, que já exibiu anteriormente Beira-Mar e Tinta Bruta. Em comunicado oficial, disseram: “Estamos muito felizes com a estreia mundial de Ato Noturno na Berlinale, um evento pelo qual temos imenso carinho e gratidão. Agora, retornar ao festival com um filme tão especial e que marca um novo passo na nossa cinematografia, nos deixa profundamente emocionados e ansiosos. Mal podemos esperar para aquecer o inverno berlinense com as intensas noites de Ato Noturno”.

Protagonizado pelo ator revelação Gabriel Faryas, o filme é um suspense erótico que entrelaça desejo e performance em uma narrativa tensa e sensual sobre identidade e a constante gangorra entre o instinto de se render a ela e a pressão social para negá-la. A trama acompanha Matias, um ator em início de carreira que busca sua primeira grande chance ao estrelato em Porto Alegre, participando de um respeitado grupo de teatro. Quando a notícia de que uma grande série será rodada na cidade chega à trupe, a já saliente rivalidade entre o protagonista e seu colega de apartamento, Fabio, vivido por Henrique Barreira, se acirra. Mas Matias tem um obstáculo ainda mais desafiador se quiser conseguir o papel do galã: para ter uma chance de realizar seu sonho, o jovem terá que esconder parte de quem é e ceder às convenções de gênero.

Talvez em outro contexto a ambição prevalecesse diante da individualidade. No entanto, ao se envolver com Rafael, interpretado por Cirillo Luna, um político que vive um teatro à sua maneira, manter suas vontades em segredo se torna uma dinâmica tão opressora, quanto estimulante. Enfatizando as performances simbólicas e literais dos seus personagens, seja no palco, no sexo ou na dinâmica violenta das relações de poder, Ato Noturno coloca o espectador na posição de voyeur dos embates íntimos de cada um dos personagens com uma narrativa envolvente, que celebra a autodescoberta, a vulnerabilidade e a ousadia estilística.

“Há muito tempo exploramos o olhar e a performance como elementos centrais em nosso cinema. Com Ato Noturno, essa investigação permanece, mas os personagens se relacionam com esses elementos de uma nova maneira. Além disso, tínhamos o desejo de criar um suspense erótico, com toques de noir; um universo que acreditamos dialogar profundamente com o Brasil de hoje. Nesse processo, conseguimos construir tensão, brincar com corpos em movimento e explorar o erotismo em uma ambientação noturna, sedutora e perigosa”, analisou a dupla de diretores.

Produzido por Jessica Luz e Paola Wink e com distribuição da Vitrine Filmes, o longa conta também com Ivo Müller, Larissa Sanguiné, Kaya Rodrigues, Gabriela Greco e Antonio Czamanski. A direção de fotografia é de Luciana Baseggio, a montagem é de Germano de Oliveira e a direção de arte é de Manuela Falcão; Tiago Bello assina o desenho de som e mixagem e a trilha sonora original é de Thiago Pethit, Arthur Decloedt e Charles Tixier.

Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. Neste ano, os títulos selecionados oferecem uma variedade deslumbrante de linguagens cinematográficas. As obras fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.

O cinema brasileiro marca presença na Generation Kplus com A Natureza das Coisas Invisíveis, primeiro longa de Rafaela Camelo, que volta ao Festival de Berlim depois de apresentar, em 2023, o curta As Miçangas, codirigido por Emanuel Lavor. Sobre o novo filme: “A história se passa no Centro-Oeste brasileiro, região onde nasci e que me marcou profundamente. É um filme sobre duas meninas de 10 anos que acabam passando as férias num hospital. Meu desejo foi realizar um filme que mostrasse conflitos e dilemas da infância de forma leve, mas com a devida seriedade. A Generation, que é a sessão da Berlinale dedicada ao universo de crianças e adolescentes, é a estreia perfeita para um filme com essa pegada”, disse a diretora, que também assina o roteiro

Serena e Laura Brandão em A Natureza das Coisas Invisíveis

Antes mesmo de sua estreia em Berlim, o longa conquistou importantes prêmios e participou de seleções em laboratórios e festivais voltados a filmes em finalização. Entre os prêmios recebidos estão o WIP Paradiso no Ventana Sur (2024), o Prêmio Mistika no BrasilCineMundi (2024), o prêmio de melhor projeto de ficção no BAL-LAB do Festival Biarritz Amérique Latine e o prêmio de melhor roteiro de longa-metragem no Festival Cabíria de 2019. O filme também foi selecionado para o First Cut Lab e First Cut Lab+ no Karlovy Vary (2024), para o Curitiba Lab no Olhar de Cinema (2024), além de integrar o 10º BrLab e o 20º Produire au Sud.

A Natureza das Coisas Invisíveis é protagonizado pela pequena Glória, interpretada por Laura Brandão, uma menina de 10 anos que é obrigada a passar as férias no hospital onde sua mãe, vivida por Larissa Mauro, trabalha como enfermeira. Lá, ela conhece Sofia, papel de Serena, que acredita que a piora na saúde de sua bisavó está relacionada à internação no hospital. Apesar das diferenças, uma forte amizade surge entre as duas, trazendo conforto para enfrentarem juntas os desafios e dores desse momento.

Enquanto exploram o hospital e compartilham seus desejos de sair dali, Glória começa a lidar com sentimentos que parecem não ser inteiramente seus, desde que passou por um transplante de coração quando menor. Entre encontros e reflexões, a amizade das meninas é o fio condutor de uma jornada agridoce de crescimento, com contornos de realismo fantástico que envolvem o mistério dos sentimentos de Glória: “Conheci uma pessoa que tinha feito um transplante cardíaco, e ele me contou um pouco das sensações que ele teve desde que ganhou o novo coração. Hoje essa ideia inicial aparece de forma sutil, mas a questão que fica é a da vida e pós-vida, o que significa o luto ou viver uma segunda vez. Tudo apresentado por diversas perspectivas através de cada personagem”, disse a diretora

Com direção de fotografia de Francisca Sáez Agurto e distribuição da Vitrine Filmes, o elenco conta ainda com Camila Márdila e Aline Marta Martins. A produção é assinada por Daniela Marinho e Rebeca Gutiérrez Campos. A montagem é de Marina Kosa e Rafaela Camelo, a música original de Alekos Vuskovic e a edição e mixagem de som de Lucas Coelho. A direção de arte é assinada por Sarah Noda, o figurino por Rafaelly Godoy e a caracterização e efeitos por Ana Pieroni.

Além disso, o festival anunciou anteriormente que o consagrado cineasta Todd Haynes será o presidente do Júri Internacional desta edição; diretor de filmes como Longe do Paraíso, Carol, Não Estou Lá e Segredos de um Escândalo, foi premiado na Berlinale, em 1991, com seu filme de estreia: Poison, que levou o Teddy Award.

E mais: o drama Das Licht (The Light), dirigido por Tom Tykwer, de Corra, Lola, Corra, será o filme de abertura do 75ª Festival de Berlim. Em comunicado oficial, Tricia Tuttle, diretora do festival, disse: “Sabíamos assim que vimos Das Licht que queríamos que ele abrisse a 75ª Berlinale. Tom Tykwer encontra beleza e alegria em nosso mundo frequentemente fragmentado e desafiador, e captura magicamente a essência de nossa vida moderna na tela. É um grande prazer receber Tom de volta à Berlinale”.

Com Lars Eidinger, Nicolette Krebitz, Elke Biesendorfer, Julius Gause, Elyas Eldridge e Tala Al-Deen no elenco, o filme mostra o cotidiano de uma família de classe média alemã em um mundo que está girando rápido e se tornou instável: “Estou nas nuvens para abrir a Berlinale do ano que vem com Das Licht. A Berlinale é o festival da minha vida. A cidade é meu destino. Este filme é meu anseio”, disse o cineasta.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o Festival de Berlim 2025:

PANORAMA

Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (Brasil)
Den stygge stesøsteren, de Emilie Blichfeldt (Noruega/Polônia/Suécia/Dinamarca)
Dreams in Nightmares, de Shatara Michelle Ford (EUA/Taiwan/Reino Unido)
Hjem kaere hjem, de Frelle Petersen (Dinamarca)
Lesbian Space Princess, de Emma Hough Hobbs e Leela Varghese (Austrália)
Peter Hujar’s Day, de Ira Sachs (EUA/Alemanha)
Sorda, de Eva Libertad (Espanha)
Welcome Home Baby, de Andreas Prochaska (Áustria/Alemanha)

PANORAMA DOKUMENTE

Bajo las banderas, el sol, de Juanjo Pereira (Paraguai/Argentina/EUA/França/Alemanha)
Die Möllner Briefe, de Martina Priessner (Alemanha)
Khartoum, de Anas Saeed, Rawia Alhag, Ibrahim Snoopy, Timeea M Ahmed e Phil Cox (Sudão/Reino Unido/Alemanha/Qatar)
Paul, de Denis Côté (Canadá)

GENERATION

Anngeerdardardor, de Christoffer Rizvanovic Stenbakken (Dinamarca/Groenlândia)

GENERATION KPLUS

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile)
Autokar, de Sylwia Szkiłądź (Bélgica/França)
Maya, donne-moi un titre, de Michel Gondry (França)
On a Sunday at Eleven, de Alicia K. Harris (Canadá)
Ornmol, de Marlikka Perdrisat (Austrália)
Space Cadet, de Eric (aka Kid Koala) San (Canadá)

GENERATION 14PLUS

Beneath Which Rivers Flow, de Ali Yahya (Iraque)
Daye: Seret Ahl El Daye, de Karim El Shenawy (Egito)
Fantas, de Halima Elkhatabi (Canadá)
I Agries Meres Mas, de Vasilis Kekatos (Grécia/França)
Ne réveillez pas l’enfant qui dort, de Kevin Aubert (Senegal/França/Marrocos)
Têtes Brûlées, de Maja Ajmia Yde Zellama (Bélgica)
Village Rockstars 2, de Rima Das (Índia/Singapura)
Zečji nasip, de Čejen Černić Čanak (Croácia/Lituânia/Eslovênia)

BERLINALE SPECIAL

Honey Bunch, de Madeleine Sims-Fewer e Dusty Mancinelli (Canadá)
Islands, de Jan-Ole Gerster (Alemanha)
Köln 75, de Ido Fluk (Alemanha/Polônia/Bélgica)

Fotos: Divulgação/Moveo Filmes/Avante Filmes/Vitrine Filmes.

Bruna Linzmeyer será homenageada na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor
Atriz catarinense será homenageada em Tiradentes

A 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro de 2025, anunciou que a atriz Bruna Linzmeyer, um dos nomes mais representativos de sua geração, será a grande homenageada.

Com uma carreira marcada pela coragem e versatilidade, Bruna transita entre o cinema independente e produções televisivas de grande alcance. Nascida em Corupá, Santa Catarina, começou sua trajetória artística aos 16 anos quando se mudou para São Paulo para estudar teatro. Estreou na televisão em 2010, na série Afinal, o que Querem as Mulheres?, de Luiz Fernando Carvalho, e acumula papéis marcantes em novelas como Gabriela (2012), Amor à Vida (2013) e Pantanal (2022).

No cinema, Linzmeyer tem uma filmografia significativa, com filmes como Medusa (2023), de Anita Rocha da Silveira, e Cidade; Campo (2024), de Juliana Rojas. Para além dos longas, a sua filmografia chama a atenção por uma substantiva presença de filmes de curta-metragem, coisa rara para uma atriz já consagrada. Ela atuou em Alfazema, de Sabrina Fidalgo (2019), Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Eri Sarmet (melhor curta da Mostra Foco da 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes) e Se Eu Tô aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro (selecionado para a Mostra na 27ª edição).

A homenagem para Bruna Linzmeyer celebra não apenas sua trajetória como atriz, mas também o engajamento com um cinema inventivo, poético e provocador: “Ela não só é uma atriz talentosa, mas uma mulher de seu tempo, que se vincula às lutas e à criação de uma arte do prazer e da rebeldia. Artista de coragem e escolhas assertivas, Bruna soma carisma rebelde, uma fotogenia rara e um talento mutante a cada projeto que faz”, disse Francis Vogner dos Reis.

Além da presença de Bruna Linzmeyer, a Mostra vai promover um recorte de títulos com a atriz para ser exibido ao longo do evento em formato presencial e na plataforma on-line. Dentre os títulos, estão: O Vento Frio que a Chuva Traz, de Neville d’Almeida; Baby, de Marcelo Caetano; Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Eri Sarmet; Se Eu to Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro; e Alfazema, de Sabrina Fidalgo.

Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, a 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes acontecerá em formato on-line e presencial. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Foto: Clara Cosentino/Universo Produção.

Satellite Awards 2024: Ainda Estou Aqui e Fernanda Torres são indicados

por: Cinevitor
Fernanda Torres: indicada por sua atuação em Ainda Estou Aqui

Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países.

Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards, prêmio que elege os melhores da indústria do entretenimento em categorias diversas. As indicações são derivadas de exibições antecipadas em festivais de cinema em todo o mundo, bem como triagens de considerações enviadas a jornalistas.

Neste ano, em sua 29ª edição, o cinema brasileiro se destaca com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, indicado nas categorias de melhor filme internacional e melhor atriz em drama para Fernanda Torres. Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza deste ano, o longa, inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, é estrelado também por Selton Mello e Fernanda Montenegro.

Além disso, O Brutalista, de Brady Corbet, lidera a lista com dez indicações, entre elas, melhor ator para Adrien Brody; Duna: Parte Dois, dirigido por Denis Villeneuve, aparece na sequência com nove indicações. Nas categorias televisivas, Bebê Rena, Pinguim, Disclaimer, Ripley, Mestres do Ar, Feud: Capote vs. The Swans, The Curse, Ninguém Quer, entre outras, se destacam.

Também foram revelados os homenageados deste ano: o engenheiro de som Simon Hayes, vencedor do Oscar por Os Miseráveis, receberá o Tesla Award; o cineasta espanhol F. Javier Gutiérrez, de La Espera, será honrado com o Auteur Award; o musical Wicked receberá o Make-Up Award e Twilight of the Warriors: Walled In receberá o Stunt Award; o cineasta mexicano Alejandro Monteverde, de Som da Liberdade e Cabrini, será homenageado com o Humanitarian Award; e Radha Mitchell, atriz australiana, receberá o Honorary Satellite Award.

Um dos principais objetivos do Satellite Awards é celebrar novos trabalhos de realizadores independentes estabelecidos e em desenvolvimento, dando-lhes acesso a um público maior no mundo todo. Os vencedores serão anunciados no dia 25 de janeiro de 2025 em Los Angeles.

Conheça os indicados nas categorias de cinema do 29º Satellite Awards:

MELHOR FILME | DRAMA
A Jovem e o Mar
Cabrini
Conclave
Duna: Parte Dois
Nickel Boys
O Brutalista
Sing Sing
The Order

MELHOR FILME | COMÉDIA OU MUSICAL
A Substância
A Verdadeira Dor
Anora
Assassino por Acaso
Ghostlight
Morte em LaRoy, Texas
Thelma
Wicked

MELHOR FILME INTERNACIONAL
A Garota da Agulha, de Magnus von Horn (Dinamarca)
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
La espera, de F. Javier Gutiérrez (Espanha)
Reinas, de Klaudia Reynicke (Suíça/Peru)
The Seed of the Sacred Fig, de Mohammad Rasoulof (Alemanha)
Waves (Vlny), de Jirí Mádl (República Tcheca)

MELHOR ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, de Kelsey Mann
Flow, de Gints Zilbalodis
Memórias de um Caracol, de Adam Elliot
Mobile Suit Gundam SEED Freedom, de Mitsuo Fukuda
Robô Selvagem, de Chris Sanders
Wallace & Gromit: Avengança, de Merlin Crossingham e Nick Park

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Dahomey, de Mati Diop
Elizabeth Taylor: As Fitas Perdidas, de Nanette Burstein
Eu Sou: Celine Dion, de Irene Taylor
No Other Land, de Yuval Abraham, Basel Adra e Hamdan Ballal
O Centésimo Batalhão, de Laurent Bouzereau e Mark Herzog
Porcelain War, de Brendan Bellomo e Slava Leontyev
Sugarcane, de Emily Kassie e Julian Brave NoiseCat
Super/Man: A História de Christopher Reeve, de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui

MELHOR DIREÇÃO
Brady Corbet, por O Brutalista
Denis Villeneuve, por Duna: Parte Dois
Edward Berger, por Conclave
Greg Kwedar, por Sing Sing 
RaMell Ross, por Nickel Boys
Sean Baker, por Anora

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Angelina Jolie, por Maria Callas
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui
Lily-Rose Depp, por Nosferatu
Nicole Kidman, por Babygirl
Saoirse Ronan, por The Outrun
Tilda Swinton, por O Quarto ao Lado

MELHOR ATOR | DRAMA
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Daniel Craig, por Queer
Hugh Grant, por Herege
Ralph Fiennes, por Conclave
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL
Cynthia Erivo, por Wicked
Demi Moore, por A Substância
June Squibb, por Thelma
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Mikey Madison, por Anora
Winona Ryder, por Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL
Glen Powell, por Assassino por Acaso
Jesse Eisenberg, por A Verdadeira Dor
John Magaro, por Morte em LaRoy, Texas
Keith Kupferer, por Ghostlight
Michael Keaton, por Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice
Ryan Gosling, por O Dublê

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana Grande, por Wicked
Danielle Deadwyler, por Piano de Família
Felicity Jones, por O Brutalista
Isabella Rossellini, por Conclave
Margaret Qualley, por A Substância
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Clarence Maclin, por Sing Sing
Denzel Washington, por Gladiador 2
Edward Norton, por Um Completo Desconhecido
Guy Pearce, por O Brutalista
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Substância, escrito por Coralie Fargeat
A Verdadeira Dor, escrito por Jesse Eisenberg
Anora, escrito por Sean Baker
Hard Truths, escrito por Mike Leigh
O Brutalista, escrito por Brady Corbet e Mona Fastvold
The Seed of the Sacred Fig, escrito por Mohammad Rasoulof

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Conclave, escrito por Peter Straughan
Emilia Pérez, escrito por Jacques Audiard
Nickel Boys, escrito por RaMell Ross e Joslyn Barnes
O Quarto ao Lado, escrito por Pedro Almodóvar e Sigrid Nunez
Russian Consul, escrito por Vuk Draskovic e Miroslav Lekic
Sing Sing, escrito por Greg Kwedar e Clint Bentley

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Conclave, por Suzie Davies e Cynthia Sleiter
Duna: Parte Dois, por Patrice Vermette e Shane Vieau
Gladiador 2, por Arthur Max, Jille Azis e Elli Griff
Nosferatu, por Craig Lathrop e Beatrice Brentnerova
O Brutalista, por Judy Becker, Patricia Cuccia e Mercédesz Nagyváradi
Wicked, por Nathan Crowley e Lee Sandales

MELHOR FOTOGRAFIA
Duna: Parte Dois, por Greig Fraser
Gladiador 2, por John Mathieson
Maria Callas, por Edward Lachman
Nickel Boys, por Jomo Fray
Nosferatu, por Jarin Blaschke
O Brutalista, por Lol Crawley

MELHOR FIGURINO
Blitz, por Jacqueline Durran
Duna: Parte Dois, por Jacqueline West
Gladiador 2, por Janty Yates
Maria Callas, por Massimo Cantini Parrini
Nosferatu, por Linda Muir
Wicked, por Paul Tazewell

MELHOR EDIÇÃO
Anora, por Sean Baker
Conclave, por Nick Emerson
Duna: Parte Dois, por Joe Walker
Emilia Pérez, por Juliette Welfling
Gladiador 2, por Sam Restivo e Claire Simpson
O Brutalista, por David Jancso

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Conclave, por Volker Bertelmann
Duna: Parte Dois, por Hans Zimmer
Emilia Pérez, por Clément Ducol e Camille
O Brutalista, por Daniel Blumberg
O Quarto ao Lado, por Alberto Iglesias
Robô Selvagem, por Kris Bowers

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
El Mal, por Clement Ducol, Camille e Jacques Audiard (Emilia Pérez)
Kiss the Sky, por Delacey, Jordan Johnson, Stefan Johnson, Maren Morris, Michael Pollack e Ali Tamposi (Robô Selvagem)
Mi Camino, por Clement Ducol e Camille (Emilia Pérez)
Never Too Late, por Elton John e Brandi Carlile (Elton John: Never Too Late)
The Journey, por Diane Warren (Batalhão 6888)
Winter Coat, por Nicholas Britell, Steve McQueen e Taura Stinson (Blitz)

MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM
Duna: Parte Dois
Emilia Pérez
Gladiador 2
Twisters
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Duna: Parte Dois
Gladiador 2
Mufasa: O Rei Leão
Planeta dos Macacos: O Reinado
Twilight of the Warriors: Walled In
Wicked

MELHOR ELENCO | FILME
Nosferatu

MELHOR ELENCO | SÉRIE
Feud: Capote vs. The Swans

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

45º Festival de Havana: filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor
João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro em Baby, de Marcelo Caetano

Foram anunciados neste sexta-feira, 13/12, os vencedores da 45ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, realizado pelo ICAIC, Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos.

O evento, que acontece desde 1979, surgiu com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em diversas categorias. O cinema brasileiro se destacou com diversas premiações: Baby, de Marcelo Caetano, recebeu Menção Especial na competição de longas de ficção. Entre os documentários, Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, levou o prêmio principal; Alma do Deserto, de Mónica Taboada-Tapia, uma coprodução entre Colômbia e Brasil, também foi premiada. Os curtas-metragens Amarela, de André Hayato Saito, e A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond, receberam o Prêmio Especial do Júri.

Além dos premiados, o Brasil também marcou presença com diversos títulos na programação: Motel Destino, de Karim Aïnouz, foi exibido em competição, assim como os curtas Castanho, de Adanilo, e Cidade by Motoboy, de Mariana Vita. Os documentários A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, e Carta a un Viejo Master, de Paz Encina, também estavam na disputa. Na mostra que destaca filmes de estreia de seus realizadores, o Brasil estava representado por: Enquanto o Céu Não me Espera, de Christiane Garcia; Manas, de Marianna Brennand; e El placer es mío, de Sacha Amaral, uma coprodução com Argentina e França.

As animações brasileiras também marcaram presença no festival cubano com os longas Aba e sua Banda, de Humberto Avelar; e O Sonho de Clarice, de Fernando Gutierrez e Guto Bicalho. Entre os curtas, foram exibidos: Check Mates, de Ana Carolina Clermann; Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta; O Cacto, de Ricardo Kump; e Tecnoeste, de Lucca Vendramel. Na mostra Otros Territorios, o Brasil apareceu com Cantos da Metamorfose ou Aquela vez em que eu Encarnei como Boto, de Ainá Xisto, uma coprodução com Portugal.

Na mostra En Perspectiva, fora de competição, foram exibidos diversos títulos brasileiros, como: os longas Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flávio Frederico; Avenida Beira-Mar, de Maju de Paiva e Bernardo Florim; Malu, de Pedro Freire; O Deserto de Akin, de Bernard Lessa; Os Enforcados, de Fernando Coimbra; e Obispo rojo, de Armando Francesco Taboada Tabone, uma coprodução com México, Argentina e Cuba. E os curtas: Carne Fresca, de Giovani Barros; Cavalo Marinho, de Leo Tabosa; Eu Não Sei Se vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber; e Vai pra Cuba, Eduardo!, de Juliana Baroni.

Em homenagem a Geraldo Sarno, que morreu em fevereiro de 2022, o festival exibiu Coronel Delmiro Gouveia, de 1978. Outras exibições especiais contaram com: A Cabeça Pensa Onde os Pés Pisam: Frei Betto e a Educação Popular, de Evanize Sydow; e Partido, de César Charlone, uma coprodução com o Uruguai.

Conheça os vencedores da 45ª edição do Festival de Havana:

FICÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: La Cocina, de Alonso Ruizpalacios (México/EUA)
Prêmio Especial do Júri: Pepe, de Nelson Carlo de los Santos Arias (República Dominicana/Namíbia/Alemanha/França)
Menção Especial: Baby, de Marcelo Caetano (Brasil/França/Holanda)
Melhor Atriz: Úrsula Corberó, por El jockey
Melhor Ator: Nahuel Pérez Biscayart, por El jockey
Melhor Direção: Luis Ortega, por El jockey
Melhor Roteiro: El ladrón de perros, escrito por Samm Haillay e Vinko Tomičić
Melhor Fotografia: La Cocina, por Juan Pablo Ramírez
Melhor Edição: La Cocina, por Yibrán Asuad
Melhor Som: La Cocina, por Javier Umpierrez
Melhor Trilha Sonora Original: La Invención de las Especies, por Ulises Hernández
Melhor Direção de Arte: El jockey, por Julia Freid e Germán Naglieri

DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (Brasil)
Prêmio Especial do Júri: Alma do Deserto, de Mónica Taboada-Tapia (Colômbia/Brasil)

CURTAS e MÉDIAS-METRAGENS | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme | Ficção: Fieras, de Andrés Felipe Ángel (Colômbia/EUA)
Prêmio Especial do Júri | Ficção: Amarela, de André Hayato Saito (Brasil)
Melhor Filme | Documentário: Tierra Encima, de Sebastián Duque (Colômbia)
Prêmio Especial do Júri | Documentário: Baulera 12, de Mila Aráoz e Amarú Villanueva Rance (Bolívia/Reino Unido)

PRIMEIRO FILME | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme de Estreia: Simón de la montaña, de Federico Luis Tachella (Argentina/Chile/Uruguai)
Prêmio Especial do Júri: Fenómenos naturales, de Marcos Díaz Sosa (Cuba/Argentina/França)
Prêmio Contribuição Artística: Sugar Island, de Johanné Gómez Terrero (República Dominicana/Espanha)

ANIMAÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor longa-metragem: Olivia & Las Nubes, de Tomás Pichardo-Espaillat (República Dominicana)
Melhor curta-metragem: Avel, de Daniel Marín (Argentina)
Prêmio Especial do Júri: A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)

OTROS TERRITORIOS | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: ¡Homofobia!, de Goyo Anchou (Argentina)
Prêmio Especial do Júri: La noche del minotauro, de Juliana Zuluaga Montoya (Colômbia)

OUTROS PRÊMIOS

Melhor Pôster: Los océanos son los verdaderos continentes, por Edel Rodríguez Mola
Prêmio La Burbuja | Melhor Edição de Som: O Monstro, de Helena Guerra (Brasil)
Prêmio Coral de pós-produção | Aracne e Tauro: Machado, de Julián Tagle (Argentina)
Prêmio de Asesoría de Tráiler | BoogieMan: O Monstro, de Helena Guerra (Brasil)
Melhor Roteiro Inédito: Tengo una hija en Harvard, escrito por Arturo Sotto
Prêmio SIGNIS: Sujo, de Astrid Rondero e Fernanda Valadez (México)
Prêmio FIPRESCI: La Cocina, de Alonso Ruizpalacios (México/EUA)
Prêmio Arrecife: Alma do Deserto, de Mónica Taboada-Tapia (Colômbia/Brasil)
Prêmio Don Quijote: Sujo, de Astrid Rondero e Fernanda Valadez (México)

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

27º Costume Designers Guild Awards: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Figurinistas

por: Cinevitor
Angelina Jolie em Maria Callas, de Pablo Larraín

Fundado em 1953, o Sindicato dos Figurinistas, Costume Designers Guild, começou com um grupo de 30 pessoas e hoje conta com mais de 900 membros. Desde 1999, realiza o CDG Awards, premiação anual que elege os melhores figurinos da TV e do cinema.

Na primeira edição do prêmio, Judianna Makovsky foi premiada por seu trabalho em Pleasantville: A Vida em Preto e Branco, que foi indicada ao Oscar, mas perdeu para Shakespeare Apaixonado. No ano passado, Holly Waddington, de Pobres Criaturas, levou o prêmio do Sindicato e também a estatueta dourada.

Os vencedores da 27ª edição serão anunciados no dia 6 de fevereiro no The Ebell of Los Angeles. Como de costume, a premiação também homenageia nomes relevantes do entretenimento, que serão revelados em breve.

Conheça os indicados ao Costume Designers Guild Awards 2025 nas categorias de cinema:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO
A Substância, por Emmanuelle Youchnovski
Conclave, por Lisy Christl
Emilia Pérez, por Virginie Montel
O Dublê, por Sarah Evelyn
Rivais, por Jonathan Anderson

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA
Gladiador 2, por Janty Yates e Dave Crossman
Maria Callas, por Massimo Cantini Parrini
Nosferatu, por Linda Muir
O Livro de Clarence, por Antoinette Messam
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia, por Danny Glicker

EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA OU FANTASIA
Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo, por Daniel Orlandi
Duna: Parte 2, por Jacqueline West
Furiosa: Uma Saga Mad Max, por Jenny Beavan
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Colleen Atwood
Wicked, por Paul Tazewell

Foto: Divulgação/Diamond Films.

30º Critics Choice Awards: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é indicado

por: Cinevitor
Valentina Herszage no brasileiro Ainda Estou Aqui: filme indicado

A Broadcast Film Critics Association, maior organização de críticos americanos e canadenses, que conta com mais de 600 membros, anunciou nesta quinta-feira, 12/12, os indicados ao 30º Critics Choice Awards, importante premiação que elege os melhores da TV e do cinema.

Nesta edição, o drama Conclave e o musical Wicked lideram a lista com onze indicações cada, entre elas, a de melhor filme. Emilia Pérez, de Jacques Audiard, e Duna: Parte Dois, de Denis Villeneuve, aparecem na sequência com dez indicações cada. Nas categorias televisivas, anunciadas anteriormente, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão se destaca.

Na categoria de melhor filme estrangeiro, o Brasil aparece com o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza deste ano e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, com participação especial de Fernanda Montenegro, o filme é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família.

Em comunicado oficial, Joey Berlin, CEO da Critics Choice Association, disse: “Este ano nos trouxe uma riqueza incrível de narrativas e performances, levando a disputas indescritivelmente acirradas por indicações. Estamos honrados em poder celebrar nosso marco de 30 anos do Critics Choice Awards com este talentoso grupo de indicados e estamos entusiasmados em trazer aos espectadores nosso melhor show até agora”. Os vencedores serão revelados no dia 12 de janeiro de 2025 em cerimônia apresentada pela atriz Chelsea Handler.

Conheça os indicados ao 30º Critics Choice Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
A Substância
Anora
Conclave
Duna: Parte Dois
Emilia Pérez
Nickel Boys
O Brutalista
Sing Sing
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR ATOR
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Daniel Craig, por Queer
Hugh Grant, por Herege
Ralph Fiennes, por Conclave
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

MELHOR ATRIZ
Angelina Jolie, por Maria Callas
Cynthia Erivo, por Wicked
Demi Moore, por A Substância
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Marianne Jean-Baptiste, por Hard Truths
Mikey Madison, por Anora

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Clarence Maclin, por Sing Sing
Denzel Washington, por Gladiador 2
Edward Norton, por Um Completo Desconhecido
Guy Pearce, por O Brutalista
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana Grande, por Wicked
Aunjanue Ellis-Taylor, por Nickel Boys
Danielle Deadwyler, por Piano de Família
Isabella Rossellini, por Conclave
Margaret Qualley, por A Substância
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Alisha Weir, por Abigail
Alyla Browne, por Furiosa: Uma Saga Mad Max
Elliott Heffernan, por Blitz
Izaac Wang, por Dìdi
Maisy Stella, por Meu Eu do Futuro
Zoe Ziegler, por Janet Planet

MELHOR ELENCO
Anora
Conclave
Emilia Pérez
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia
Sing Sing
Wicked

MELHOR DIREÇÃO
Brady Corbet, por O Brutalista
Coralie Fargeat, por A Substância
Denis Villeneuve, por Duna: Parte Dois
Edward Berger, por Conclave
Jacques Audiard, por Emilia Pérez
Jon M. Chu, por Wicked
RaMell Ross, por Nickel Boys
Sean Baker, por Anora

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Substância, escrito por Coralie Fargeat
A Verdadeira Dor, escrito por Jesse Eisenberg
Anora, escrito por Sean Baker
O Brutalista, escrito por Brady Corbet e Mona Fastvold
Rivais, escrito por Justin Kuritzkes
Setembro 5, escrito por Moritz Binder, Tim Fehlbaum e Alex David

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Conclave, escrito por Peter Straughan
Duna: Parte Dois, escrito por Denis Villeneuve e Jon Spaihts
Emilia Pérez, escrito por Jacques Audiard
Nickel Boys, escrito por RaMell Ross e Joslyn Barnes
Sing Sing, escrito por Greg Kwedar e Clint Bentley
Wicked, escrito por Winnie Holzman e Dana Fox

MELHOR FOTOGRAFIA
Conclave, por Stéphane Fontaine
Duna: Parte Dois, por Greig Fraser
Nickel Boys, por Jomo Fray
Nosferatu, por Jarin Blaschke
O Brutalista, por Lol Crawley
Wicked, por Alice Brooks

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Conclave, por Suzie Davies e Cynthia Sleiter
Duna: Parte Dois, por Patrice Vermette e Shane Vieau
Gladiador 2, por Arthur Max, Jille Azis e Elli Griff
Nosferatu, por Craig Lathrop e Beatrice Brentnerova
O Brutalista, por Judy Becker e Patricia Cuccia
Wicked, por Nathan Crowley e Lee Sandales

MELHOR EDIÇÃO
Anora, por Sean Baker
Conclave, por Nick Emerson
Duna: Parte Dois, por Joe Walker
O Brutalista, por David Jancso
Rivais, por Marco Costa
Setembro 5, por Hansjörg Weißbrich

MELHOR FIGURINO
Conclave, por Lisy Christl
Duna: Parte Dois, por Jacqueline West
Gladiador 2, por Janty Yates e Dave Crossman
Maria Callas, por Massimo Cantini Parrini
Nosferatu, por Linda Muir
Wicked, por Paul Tazewell

MELHOR PENTEADO E MAQUIAGEM
A Substância, por Stéphanie Guillon, Frédérique Arguello e Pierre-Olivier Persin
Duna: Parte Dois, por equipe de maquiagem
Nosferatu, por Traci Loader, Suzanne Stokes-Munton e David White
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Christine Blundell, Lesa Warrener e Neal Scanlan
Um Homem Diferente, por Mike Marino, Sarah Graalman e Aaron Saucier
Wicked, por Frances Hannon, Sarah Nuth e Laura Blount

MELHORES EFEITOS VISUAIS
A Substância, por Bryan Jones, Chervin Shafaghi, Pierre Olivier-Persin e Jean Miel
Better Man: A História de Robbie Williams, por Luke Millar, David Clayton, Keith Herft e Peter Stubbs
Duna: Parte Dois, por Paul Lambert, Stephen James, Rhys Salcombe e Gerd Nefzer
Gladiador 2, por Mark Bakowski, Pietro Ponti, Nikki Penny e Neil Corbould
Planeta dos Macacos: O Reinado, por Erik Winquist, Stephen Unterfranz, Paul Story e Rodney Burke
Wicked, por Pablo Helman, Jonathan Fawkner, Paul Corbould e David Shirk

MELHOR FILME DE COMÉDIA
A Verdadeira Dor
Assassino por Acaso
Deadpool & Wolverine
Meu Eu do Futuro
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia
Thelma

MELHOR ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Flow
Memórias de um Caracol
Robô Selvagem
Wallace & Gromit: Avengança

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)
Flow, de Gints Zilbalodis (Letônia/Bélgica/França)
Kneecap: Música e Liberdade, de Rich Peppiatt (Irlanda/Reino Unido)
The Seed of the Sacred Fig, de Mohammad Rasoulof (Alemanha/EUA)
Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia (Índia/EUA/França)

MELHOR CANÇÃO
Beautiful That Way, por Andrew Wyatt, Miley Cyrus e Lykke Zachrisson (The Last Showgirl)
Compress/Repress, por Trent Reznor, Atticus Ross e Luca Guadagnino (Rivais)
El Mal, por Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón e Camille (Emilia Pérez)
Harper and Will Go West, por Kristen Wiig (Will & Harper)
Kiss the Sky, por Maren Morris (Robô Selvagem)
Mi Camino, por Selena Gomez (Emilia Pérez)

MELHOR TRILHA SONORA
Conclave, por Volker Bertelmann
Duna: Parte Dois, por Hans Zimmer
Emilia Pérez, por Clément Ducol e Camille
O Brutalista, por Daniel Blumberg
Rivais, por Trent Reznor e Atticus Ross
Robô Selvagem, por Kris Bowers

Foto: Sony Pictures Classics.

Conheça os vencedores do 19º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo: premiada por Lispectorante

Foram anunciados nesta quarta-feira, 11/12, em cerimônia apresentada por Jãmarrí Nogueira, no Cinépolis Manaíra Shopping, em João Pessoa, na Paraíba, os vencedores da 19ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Neste ano, os longas Baby, de Marcelo Caetano, A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, e Kasa Branca, de Luciano Vidigal, se destacaram. O curta Helena de Guaratiba, de Karen Black, levou o Troféu Aruanda de melhor filme e mais três prêmios; Ladeira Abaixo, de Ismael Moura, foi consagrado em quatro categorias.

O júri desta edição foi formado por: Camila Morgado, Caroline Oliveira e Pedro Freire na Mostra Competitiva Nacional; Marcus Vilar, Mariá Velásquez e Rosélis Câmara na mostra Sob o Céu Nordestino; Fabiana Lima, Rafael Morato Zanatto e Regina Behar no Prêmio Abraccine; e Bruna Alves Lobo, João Lobo e Lúcio Vilar na Mostra Internacional.

Além da premiação, a noite contou com homenagens para as atrizes Suzy Lopes e Lucy Alves e pelas exibições do curta Atrito, de Diego Lima, e do longa-metragem Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flávio Frederico

Neste ano, uma novidade marcou o evento: o Troféu Aruanda/EPC Vladimir Carvalho foi concedido ao melhor documentário do festival como uma forma de continuar homenageando o legado do grande documentarista Vladimir Carvalho, que morreu em outubro deste ano. O júri foi formado pelos jornalistas da Empresa Paraibana de Comunicação: André Cananéa, Audaci Júnior e Renato Félix.

Confira a lista completa com os vencedores do Fest Aruanda 2024:

MOSTRA NACIONAL | LONGAS

Melhor Filme: A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (RR/SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Melhor Direção: Marianna Brennand, por Manas
Melhor Roteiro: Baby, escrito por Marcelo Caetano e Gabriel Domingues
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por Lispectorante
Melhor Atriz Coadjuvante: Teca Pereira, por Kasa Branca
Melhor Ator: João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro, por Baby
Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Wagner, por Lispectorante
Melhor Fotografia: Baby, por Joana Luz e Pedro Sotero
Melhor Direção de Arte: Baby, por Thales Junqueira
Melhor Figurino: Baby, por Gabriela Campos
Melhor Montagem: A Queda do Céu, por Renato Vallone
Melhor Som: A Queda do Céu, por Marcos Lopes, Guile Martins e Toco Cerqueira
Melhor Trilha Sonora: Baby, por Bruno Prado e Caê Rolfsen
Grande Prêmio do Júri: Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Menção Honrosa: Manas, pelo trabalho com atores não profissionais da diretora e do preparador de elenco René Guerra

MOSTRA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)
Melhor Direção: Caio Bernardo, por Serão
Melhor Roteiro: Helena de Guaratiba, escrito por Karen Black
Melhor Atriz: Titina Medeiros e Solana Bandeira, por Ladeira Abaixo
Melhor Ator: Fernando Teixeira, por Ladeira Abaixo
Melhor Fotografia: Serão, por Rodolpho de Barros
Melhor Direção de Arte: Helena de Guaratiba, por Ananias de Caldas
Melhor Figurino: Umbilina e sua Grande Rival, por Carlota Pereira
Melhor Edição: Eu Fui Assistente de Eduardo Coutinho, por Karen Akerman, João Pedro Diaz e Allan Ribeiro
Melhor Som: Jupiter, por Paul Guilloteau
Melhor Trilha Sonora: Almadia, por Fernando Catatau

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS

Melhor Filme: Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe (BA)
Melhor Direção: Milena Times, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Roteiro: Lampião, Governador do Sertão, escrito por Margarita Hernández e Wolney Oliveira
Melhor Atriz: Mayara Santos, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Atriz Coadjuvante: Bárbara Vitória, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Ator: Fernando Catatau, por Centro Ilusão
Melhor Ator Coadjuvante: Brunu Kunk, por Centro Ilusão
Melhor Fotografia: Ainda Não é Amanhã, por Linga Acácio
Melhor Direção de Arte: Ainda Não é Amanhã, por Lia Leticia
Melhor Figurino: Ainda Não é Amanhã, por Libra Lima
Melhor Edição: Lampião, Governador do Sertão, por Daniel Garcia e Mair Tavares
Melhor Som: Lampião, Governador do Sertão, por Leo Oliveira e Lenio Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Centro Ilusão, por Cozilos Vitor
Menção Honrosa: Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe (BA)

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | CURTAS

Melhor Filme: Nua, de Fabi Melo (Campina Grande)
Melhor Filme | Júri Popular: Salvatério, de Dani L. (João Pessoa)
Melhor Direção: Nill Marcondes, por Suspiro
Melhor Roteiro: Nua, escrito por Fabi Melo
Melhor Atriz: Soia Lira, por Nua
Melhor Ator: Buda Lira, por Suspiro
Melhor Fotografia: Salvatério, por Alessandro Potter
Melhor Direção de Arte: Nua, por Renata Gadelha
Melhor Figurino: Salvatério, por Jamila Facury
Melhor Edição: Suspiro, por Tiago A. Neves
Melhor Som: Salvatério, por Ester Rosendo
Melhor Trilha Sonora: Salvatério, por Uirá Garcia

PRÊMIO VLADIMIR CARVALHO

Melhor Documentário: Lampião, Governador do Sertão, de Wolney Oliveira (CE)

PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Melhor longa: Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Melhor curta: Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS

Melhor Filme: Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)

PRÊMIO LABORATÓRIO NARRATIVAS AUDIVISUAIS | SUSANNA LIRA

Melhor Projeto: Chamando os Mortos, de Vanessa Passos
Prêmio Especial do Júri | FM PRODUÇÕES: Severino do Cinema, de Maria Iasmin Soares e Jarbas ou Eu Não Conheço Jarbas, de Fabiano Raposo
Menção Honrosa: Ninguém Morre Quando Permanece na Alma de Alguém, de Vitoria Sanz e O Sonho de Uiraúna, o Voo de Erundina, de Martina Nobre

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL | CINEMA 4 CANTOS DO MUNDO

Melhor Filme: Uma mãe vai à praia, de Pedro Hasrouny (Universidade Lusófona/União Europeia)
Melhor Direção: Alessandra Roucos e Teresa Teixeira, por Penrose
Melhor Roteiro: Grandpa’s House, escrito por Abigail Segal
Melhor Fotografia: Uma mãe vai à praia, por Marina Tebechrani
Melhor Ator: Diogo Fernandes, por Penrose
Melhor Atriz: Cláudia Jardim, por Uma mãe vai à praia
Melhor Trilha Sonora: A Lua e a Mariposa, por Peng Han (Chong Jianyue)
Melhor Animação: Para onde foram as estrelas, de Peng Wanyun
Prêmio Especial do Júri: Meghan, de Meghan Ibanez, Tom Stiel e Melvyn Aka
Menção Honrosa: O Incidente da Galinha, de João Ferreira e Ser Semilla, de Julia Granillo Tostado

TV UNIVERSITÁRIA

Melhor Reportagem: Luta Pela Vida: Como o HC ajudou a desafogar a superlotação hospitalar na pandemia e a salvar vidas, de Guilherme Bacciotti, Paula Marques e Vitor Oshiro (TV USP Bauru)

Melhor Documentário: USP 90anos: A democratização do Ensino Superior e a transformação de vidas pela Educação, de Guilherme Bacciotti, Paula Marques e Vitor Oshiro (TV USP Bauru)

Melhor Programa de TV: Cena Parahyba (episódio: As Velhas, de Cely Farias e Polly Barros) (TV UFPB)

Melhor Interprograma: Minutos que mudam o jogo: Campanha da USP e CBF ajuda a identificar rapidamente um AVC e acionar o socorro, de Guilherme Bacciotti, Paula Marques e Vitor Oshiro (TV USP Bauru)

Troféu Aruanda | Melhor Curta Caleidoscópio Universitário: Baião de Dois, de Renatha Aragão (curso de Cinema e Audiovisual, UFPB)

Troféu Aruanda | Melhor TCC: Juremeiras, de Cleyton Ferrer (curso de Jornalismo, UFPB)
Menção Honrosa: Mar de Acessibilidade, de Renata de Oliveira Soares (curso de Jornalismo, UFPB)

Troféu Aruanda | Melhor Videoclipe: Maré de Jacumã, de Bruno Sanches

Foto: Mano de Carvalho.

American Cinema Editors: conheça os indicados ao 75º Eddie Awards

por: Cinevitor
O ator brasileiro Wagner Moura em Guerra Civil

Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros.

Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards, prêmio que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica. Em sua primeira edição, Philip W. Anderson foi premiado por seu trabalho na comédia O Grande Amor de Nossas Vidas, de David Swift.

Nesta 75ª edição, além dos indicados, nomes relevantes da indústria serão homenageados: Jon M. Chu, diretor de Wicked, Podres de Ricos, Truque de Mestre: O 2º Ato e Em um Bairro de Nova York, receberá o ACE Golden Eddie Filmmaker of the Year Award; a montadora Maysie Hoy, de O Homem do Jazz, Batalhão 6888 e Amor Além da Vida, e o editor Paul Hirsch, vencedor do Oscar por Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança e indicado por Ray, serão honrados com o Career Achievement Honoree.

Os vencedores do Eddie Awards 2025 serão anunciados no dia 18 de janeiro de 2025 em cerimônia que acontecerá no Royce Hall da UCLA, em Westwood.

Conheça os indicados ao 75º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO | DRAMA
Conclave, por Nick Emerson
Duna: Parte 2, por Joe Walker
Emilia Pérez, por Juliette Welfling
Furiosa: Uma Saga Mad Max, por Eliot Knapman e Margaret Sixel
Guerra Civil, por Jake Roberts

MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA
A Substância, por Coralie Fargeat, Jérôme Eltabet e Valentin Féron
A Verdadeira Dor, por Robert Nassau
Anora, por Sean Baker
Rivais, por Marco Costa
Wicked, por Myron Kerstein

MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, por Maurissa Horwitz
Flow, por Gints Zilbalodis
Moana 2, por Jeremy Milton e Michael Louis Hill
Robô Selvagem, por Mary Blee
Wallace & Gromit: Avengança, por Dan Hembery

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Beatles ’64, por Mariah Rehmet
Her Name was Moviola, por Howard Berry
Jim Henson: O Homem das Ideias, por Sierra Neal e Paul Crowder
Super/Man: A História de Christopher Reeve, por Otto Burnham
Will & Harper, por Monique Zavistovski

MELHOR EDIÇÃO | FILME PARA STREAMING
A Batalha do Biscoito Pop-Tart, por Evan Henke
Está Tudo Bem Comigo?, por Kayla M. Emter e Glen Scantlebury
Matador de Aluguel, por Doc Crotzer

Foto: Divulgação/Diamond Films.

Festival Sundance de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Te Extraño Perdularia: curta-metragem cubano dirigido pela brasileira Manu Zilveti

A edição de 2025 do Festival Sundance de Cinema, um dos eventos mais importantes do cinema independente, que acontecerá entre os dias 23 de janeiro e 2 de fevereiro de 2025, em Park City e Salt Lake City, em Utah, anunciou nesta quarta-feira, 11/12, sua seleção oficial.

Neste ano, foram inscritos 15.775 títulos, de 156 países, entre eles, 4.138 longas-metragens (1.591 dos Estados Unidos e 2.547 internacionais). Dos 88 longas selecionados, de 33 países, 47% são de cineastas estreantes.

Em comunicado oficial, Robert Redford, fundador e presidente do Sundance Institute, disse: “O Festival de Cinema de Sundance permanece firme em seu compromisso de elevar vozes únicas e urgentes na narrativa independente. O público pode esperar um programa de 2025 que mostre uma produção cinematográfica variada e vibrante globalmente”.

Na lista de curtas-metragens, 57 títulos, de 28 países, foram selecionados entre 11.153 inscrições: 4.909 eram dos Estados Unidos e 6.244 eram internacionais. Vale destacar a presença do filme cubano Te Extraño Perdularia (Miss You Perdularia), dirigido pela brasileira Manu Zilveti e roteiro do brasileiro Stefano Lopes, estudantes da EICTV, Escuela Internacional de Cine y Television, de Cuba.

A sinopse do curta diz: em uma escola cubana, um grupo de amigas autoproclamado Las Perdularias lida em seu cotidiano com as ausências daqueles que deixaram o país. Elas sabem que a adolescência terminará em breve e buscam maneiras de congelar o tempo para enfrentar as contradições de uma ilha que cada dia se torna mais vazia.

Além disso, os homenageados desta 41ª edição serão: a atriz e cantora Cynthia Erivo, de Wicked e indicada ao Oscar por Harriet, que receberá o Visionary Award; e o diretor e roteirista James Mangold, indicado ao Oscar por Logan e Ford vs. Ferrari, que será honrado com o Trailblazer Award.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Sundance 2025:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA

Atropia, de Hailey Gates
Bubble & Squeak, de Evan Twohy
Bunnylovr, de Katarina Zhu
Love, Brooklyn, de Rachael Abigail Holder
Omaha, de Cole Webley
Plainclothes, de Carmen Emmi
Ricky, de Rashad Frett
Sorry, Baby, de Eva Victor
Sunfish (& Other Stories on Green Lake), de Sierra Falconer
Twinless, de James Sweeney

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO

Andre is an Idiot, de Anthony Benna
Life After, de Reid Davenport
Marlee Matlin: Not Alone Anymore, de Shoshannah Stern
Predators, de David Osit
Seeds, de Brittany Shyne
Selena y Los Dinos, de Isabel Castro
Speak., de Jennifer Tiexiera e Guy Mossman
Sugar Babies, de Rachel Fleit
The Perfect Neighbor, de Geeta Gandbhir
Third Act, de Tadashi Nakamura

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA

Brides, de Nadia Fall (Reino Unido)
DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski (Macedônia do Norte/República Checa/Sérvia/Croácia)
LUZ, de Flora Lau (Hong Kong/China)
Sabar Bonda (Cactus Pears), de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Sauna, de Mathias Broe (Dinamarca)
Sukkwan Island, de Vladimir de Fontenay (França)
The Things You Kill, de Alireza Khatami (Turquia/França/Polônia/Canadá)
The Virgin of the Quarry Lake, de Laura Casabé (Argentina/Espanha/México)
Two Women, de Chloé Robichaud (Canadá)
Where the Wind Comes From, de Amel Guellaty (Tunísia/França/Qatar)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO

2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov (Ucrânia)
Coexistence, My Ass!, de Amber Fares (EUA/França)
Cutting Through Rocks (اوزاک یوللار), de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni (Irã/Alemanha/EUA/Holanda/Qatar/Chile/Canadá)
Endless Cookie, de Seth Scriver e Peter Scriver (Canadá)
GEN_, de Gianluca Matarrese (França/Itália/Suíça)
How to Build a Library, de Maia Lekow e Christopher King (Quênia)
Khartoum, de Anas Saeed, Rawia Alhag, Ibrahim Snoopy Ahmad, Timeea Mohamed Ahmed e Phil Cox (Sudão/Reino Unido/Alemanha/Qatar)
Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein (Dinamarca/República Checa)
Prime Minister, de Michelle Walshe e Lindsay Utz (EUA)
The Dating Game, de Violet Du Feng (EUA/Reino Unido/Noruega)

NEXT

BLKNWS: Terms & Conditions, de Kahlil Joseph (EUA)
By Design, de Amanda Kramer (EUA)
East of Wall, de Kate Beecroft (EUA)
Mad Bills to Pay (or Destiny, dile que no soy malo), de Joel Alfonso Vargas (EUA)
OBEX, de Albert Birney (EUA)
Rains Over Babel, de Gala del Sol (Colômbia/EUA/Espanha)
Serious People, de Pasqual Gutierrez e Ben Mullinkosson (EUA)
Zodiac Killer Project, de Charlie Shackleton (EUA/Reino Unido)

PREMIERES

All That’s Left of You (اللي باقي منك), de Cherien Dabis (Alemanha/Chipre)
Come See Me in the Good Light, de Ryan White (EUA)
Deaf President Now!, de Nyle DiMarco e Davis Guggenheim (EUA)
Enigma, de Zackary Drucker (EUA)
FOLKTALES, de Heidi Ewing e Rachel Grady (EUA/Noruega)
Free Leonard Peltier, de Jesse Short Bull e David France (EUA)
Heightened Scrutiny, de Sam Feder (EUA)
If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein (EUA)
It’s Never Over, Jeff Buckley, de Amy Berg (EUA)
Jimpa, de Sophie Hyde (Austrália/Holanda/Finlândia)
Kiss of the Spider Woman, de Bill Condon (EUA)
Last Days, de Justin Lin (EUA)
Lurker, de Alex Russell (EUA)
Magic Farm, de Amalia Ulman (Argentina/EUA)
Middletown, de Jesse Moss e Amanda McBaine (EUA)
Move Ya Body: The Birth of House, de Elegance Bratton (EUA)
Oh, Hi!, de Sophie Brooks (EUA)
Peter Hujar’s Day, de Ira Sachs (EUA)
Rebuilding, de Max Walker-Silverman (EUA)
SALLY, de Cristina Costantini (EUA)
SLY LIVES! (aka The Burden of Black Genius), de Ahmir “Questlove” Thompson (EUA)
The Alabama Solution, de Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman (EUA)
The Ballad of Wallis Island, de James Griffiths (Reino Unido)
The Librarians, de Kim A. Snyder (EUA)
The Stringer, de Bao Nguyen (EUA)
The Thing with Feathers, de Dylan Southern (Reino Unido)
The Wedding Banquet, de Andrew Ahn (EUA)
Train Dreams, de Clint Bentley (EUA)

MIDNIGHT

Dead Lover, de Grace Glowicki (Canadá)
Didn’t Die, de Meera Menon (EUA)
Opus, de Mark Anthony Green (EUA)
Rabbit Trap, de Bryn Chainey (Reino Unido)
Together, de Michael Shanks (Austrália/EUA)
Touch Me, de Addison Heimann (EUA)
The Ugly Stepsister, de Emilie Blichfeldt (Noruega)

SPOTLIGHT

April, de Dea Kulumbegashvili (Geórgia)
One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald (Reino Unido)

Foto: Divulgação.

MUAHS Awards 2025: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros

por: Cinevitor
Margaret Qualley e Demi Moore em A Substância, de Coralie Fargeat

O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros, Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild, foi fundado em novembro de 1937 e hoje conta com mais de 2.300 membros da indústria do entretenimento de todo o mundo.

Como de costume, anualmente realiza o Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild Awards, prêmio que elege as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV, mídias digitais e do teatro. Os indicados da 12ª edição foram anunciados nesta terça-feira, 10/12, pela presidente Julie Socash. Os vencedores serão revelados no dia 15 de fevereiro de 2025, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles.

Neste ano, o maquiador Todd McIntosh, de Memórias de uma Gueixa e vencedor do Emmy por Buffy: A Caça-Vampiros e Pushing Daisies: Um Toque de Vida, e o cabeleireiro Peter Tothpal, de Guardiões da Galáxia Vol. 3 e O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, e indicado ao Emmy por Deadwood: Cidade sem Lei, serão homenageados com o Lifetime Achievement Awards.

Conheça os indicados ao MUAHS Awards 2025 nas categorias de cinema:

MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO
A Libertação, por Beverly Jo Pryor, Eric Pagdin, Chloe Sens e Doug Fairall
A Substância, por Stéphanie Guillon
É Assim que Acaba, por Sarah Graalman, Vivian Baker e Melanie Licata
Emilia Pérez, por Julia Floch Carbonel e Simon Livet
Sorria 2, por Sasha Grossman e Valerie Carney

MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
Deadpool & Wolverine, por Bill Corso, Whitney James, Paula Price, Monica Huppert e Cyndi Reece-Thorne
Gladiador 2, por Jana Carboni, Charlie Hounslow, Maria Solberg Lepre, Lauren Baldwin e Chantal Busuttil
MaXXXine, por Sarah Rubano, Mandy Artusato e Akiko Matsumoto
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Christine Blundell, Lesa Warrener, Charmaine Fuller, Mona Turnbull e Chloe Meddings
Wicked, por Frances Hannon, Alice Jones, Nuria Mbornio, Johanna Nielsen e Branka Vorkapic

MELHOR MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS
A Libertação, por Jason Collins, Chloe Sens e Michael McCarty
A Substância, por Pierre-Olivier Persin
Deadpool & Wolverine, por Bill Corso, Andrew Clement, Monica Huppert, Geoff Redknap e Robb Crafer
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Jennifer Kewley, Megan Thomas e Martin Rezard
Um Homem Diferente, por Mike Marino, David Presto e Crystal Junado

MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO
A Libertação, por Melissa Forney, Linda Flowers, Tommie Ammons, Jackie Noel e Eric Matthews
A Substância, por Frédérique Arguello
É Assim que Acaba, por Robert Lugo, Vita Viscuso e Anne Carroll
Megalópolis, por Terrie Velazquez Owen, April Schuller, Tracy Moss, Victor Paz e Alexis Continenente
The Last Showgirl, por Katy McClintock, Marc Boyle e Stephanie Hobgood

MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
Bob Marley: One Love, por Carla Farmer, Nadia Stacey e Morris Roots 
Gladiador 2, por Giuliano Mariano, Kerstin Weller, Romina Ronzani, Nicola Mariano e Marcelle Genovese
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Christine Blundell, Lesa Warrener, Susan Cole, Charmaine Fuller e Chloe Meddings
Shirley, por Nakoya Yancey, Wayne Jolla Jr., Gayette Williams e Lisa Thomas
Wicked, por Frances Hannon, Sarah Nuth, Sim Camps e Gabor Kerekes

Foto: Divulgação/MUBI.