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BAFTA 2025: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, está na disputa pelo Oscar britânico

por: Cinevitor
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles: filme brasileiro na disputa

A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou nesta quarta-feira, 15/01, em Londres, os indicados ao BAFTA 2025, British Academy Film Awards, que foram revelados por Mia McKenna-Bruce e Will Sharpe.

Neste ano, em sua 78ª edição, 42 títulos ganharam destaque, entre eles, o brasileiro Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme em língua não inglesa. Com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco, o longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro, premiado no Festival de Veneza, é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.

Vale lembrar que Walter Salles já foi premiado pelos britânicos com Central do Brasil, em 1999, e Diários de Motocicleta, em 2005; e em 2002 foi indicado com Abril Despedaçado.

Além disso, Conclave, dirigido por Edward Berger, lidera a lista com 12 indicações; Emilia Pérez, do diretor francês Jacques Audiard, aparece na sequência com onze indicações. O Brutalista, Anora, Duna: Parte 2 e Wicked também se destacaram. Neste ano, uma nova categoria foi criada: melhor filme infantil e familiar.

Em comunicado oficial, Jane Millichip, CEO do BAFTA, disse: “Os 42 filmes indicados hoje abrangem um espectro fantasticamente amplo de gêneros com enorme amplitude na expressão criativa; das peças de personagens mais íntimas a comentários sociais épicos, passando por dramas, musicais e comédias que misturam gêneros”. Sara Putt, presidente do BAFTA, também comentou: “De um total de 235 filmes inscritos, temos o prazer de anunciar 42 filmes extraordinários e criativamente ambiciosos que foram indicados. As habilidades exibidas por profissionais criativos e técnicos em geral são fenomenais”.

Anna Higgs, presidente do Comitê de Cinema do BAFTA, acrescentou: “Parabéns a todos os 42 filmes indicados hoje. A seleção é uma vitrine incrível do melhor talento criativo trabalhando na produção cinematográfica hoje na Grã-Bretanha e no mundo. Estou feliz que 12 dos filmes indicados sejam dirigidos por mulheres. Nossos membros votantes do BAFTA agora têm a tarefa nada invejável de selecionar os vencedores que serão celebrados no EE BAFTA Film Awards 2025”.

A British Academy of Film and Television Arts adotou um esquema diferente de votação há quatro anos. Na primeira rodada, todos os membros votantes recebem uma amostra selecionada aleatoriamente de 15 filmes, conforme recomendado para visualização antes da votação. Isso garante que todos os títulos inscritos sejam vistos individualmente centenas de vezes. Na segunda rodada de votação, os membros são obrigados a assistir todos os filmes selecionados para a longlist, que foi revelada recentemente, e resultou na lista final.

A cerimônia de premiação do Oscar britânico acontecerá no dia 16 de fevereiro, no Royal Festival Hall, em Londres, e será apresentada, mais uma vez, pelo ator escocês David Tennant. Além disso, o ator britâncio Warwick Davis, conhecido por Willow: Na Terra da Magia, será homenageado com o BAFTA Fellowship.

Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2025:

MELHOR FILME
Anora
Conclave
Emilia Pérez
O Brutalista
Um Completo Desconhecido

MELHOR FILME BRITÂNICO
Bird
Blitz
Conclave
Gladiador 2
Hard Truths
Kneecap: Música e Liberdade
Lee
Love Lies Bleeding: O Amor Sangra
The Outrun
Wallace & Gromit: Avengança

MELHOR DIREÇÃO
Brady Corbet, por O Brutalista
Coralie Fargeat, por A Substância
Denis Villeneuve, por Duna: Parte Dois
Edward Berger, por Conclave
Jacques Audiard, por Emilia Pérez
Sean Baker, por Anora

MELHOR ATRIZ
Cynthia Erivo, por Wicked
Demi Moore, por A Substância
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Marianne Jean-Baptiste, por Hard Truths
Mikey Madison, por Anora
Saoirse Ronan, por The Outrun

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana Grande, por Wicked
Felicity Jones, por O Brutalista
Isabella Rossellini, por Conclave
Jamie Lee Curtis, por The Last Showgirl
Selena Gomez, por Emilia Pérez
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR ATOR
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Hugh Grant, por Herege
Ralph Fiennes, por Conclave
Sebastian Stan, por O Aprendiz
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Clarence Maclin, por Sing Sing
Edward Norton, por Um Completo Desconhecido
Guy Pearce, por O Brutalista
Jeremy Strong, por O Aprendiz
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR
David Jonsson
Jharrel Jerome
Marisa Abela
Mikey Madison
Nabhaan Rizwan

MELHOR ELENCO
Anora, por Sean Baker e Samantha Quan
Conclave, por Martin Ware e Nina Gold
Kneecap: Música e Liberdade, por Carla Stronge
O Aprendiz, por Carmen Cuba e Stephanie Gorin
Um Completo Desconhecido, por Yesi Ramirez

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Substância, escrito por Coralie Fargeat
A Verdadeira Dor, escrito por Jesse Eisenberg
Anora, escrito por Sean Baker
Kneecap: Música e Liberdade, escrito por Rich Peppiatt, Naoise Ó Cairealláin, Liam Óg Ó Hannaidh e JJ Ó Dochartaigh
O Brutalista, escrito por Brady Corbet e Mona Fastvold

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Conclave, escrito por Peter Straughan
Emilia Pérez, escrito por Jacques Audiard
Nickel Boys, escrito por RaMell Ross e Joslyn Barnes
Sing Sing, escrito por Greg Kwedar, Clint Bentley, Clarence Maclin e John “Divine G” Whitfield
Um Completo Desconhecido, escrito por James Mangold e Jay Cocks

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA
A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof (Alemanha)
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)
Kneecap: Música e Liberdade, de Rich Peppiatt (Irlanda/Reino Unido)
Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia (Índia/EUA/França)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Black Box Diaries, de Shiori Itô
Filhas, de Angela Patton e Natalie Rae
No Other Land, de Yuval Abraham, Basel Adra, Rachel Szor e Hamdan Ballal
Super/Man: A História de Christopher Reeve, de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui
Will & Harper, de Josh Greenbaum

MELHOR ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, de Kelsey Mann
Flow, de Gints Zilbalodis
Robô Selvagem, de Chris Sanders
Wallace & Gromit: Avengança, de Merlin Crossingham e Nick Park

ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO
Dev Patel (diretor), por Fúria Primitiva
Karan Kandhari (diretor e roteirista), por Sister Midnight
Luna Carmoon (diretora e roteirista), por Hoard
Rich Peppiatt (diretor e roteirista), por Kneecap: Música e Liberdade
Sandhya Suri (diretora e roteirista), James Bowsher (produtor) e Balthazar de Ganay (produtor), por Santosh

MELHOR FOTOGRAFIA
Conclave, por Stéphane Fontaine
Duna: Parte Dois, por Greig Fraser
Emilia Pérez, por Paul Guilhaume
Nosferatu, por Jarin Blaschke
O Brutalista, por Lol Crawley

MELHOR EDIÇÃO
Anora, por Sean Baker
Conclave, por Nick Emerson
Duna: Parte 2, por Joe Walker
Emilia Pérez, por Juliette Welfling
Kneecap: Música e Liberdade, por Chris Gill e Julian Ulrichs

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Conclave, por Suzie Davies e Cynthia Sleiter
Duna: Parte 2, por Patrice Vermette e Shane Vieau
Nosferatu, por Craig Lathrop
O Brutalista, por Judy Becker e Patricia Cuccia
Wicked, por Nathan Crowley e Lee Sandales

MELHOR FIGURINO
Blitz, por Jacqueline Durran
Conclave, por Lisy Christl
Nosferatu, por Linda Muir
Um Completo Desconhecido, por Arianne Phillips
Wicked, por Paul Tazewell

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Substância, por Pierre-Olivier Persin, Stéphanie Guillon, Frédérique Arguello e Marilyne Scarselli
Duna: Parte 2, por Eva Von Bahr e Love Larson
Emilia Pérez, por Julia Floch-Carbonel, Emmanuel Janvier, Jean-Christophe Spadaccini e Romain Marietti
Nosferatu, por David White, Traci Loader e Suzanne Stokes-Munton
Wicked, por Frances Hannon, Laura Blount e Sarah Nuth

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Conclave, por Volker Bertelmann
Emilia Pérez, por Clément Ducol e Camille
Nosferatu, por Robin Carolan
O Brutalista, por Daniel Blumberg
Robô Selvagem, por Kris Bowers

MELHOR SOM
A Substância, por Valérie Deloof, Victor Fleurant, Victor Praud, Stéphane Thiébaut e Emmanuelle Villard
Blitz, por John Casali, Paul Cotterell e James Harrison
Duna: Parte 2, por Ron Bartlett, Doug Hemphill, Gareth John e Richard King
Gladiador 2, por Stéphane Bucher, Matthew Collinge, Paul Massey e Danny Sheehan
Wicked, por Robin Baynton, Simon Hayes, John Marquis, Andy Nelson e Nancy Nugent Title

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Better Man: A História de Robbie Williams, por Luke Millar, David Clayton, Keith Herft e Peter Stubbs
Duna: Parte 2, por Paul Lambert, Stephen James, Gerd Nefzer e Rhys Salcombe
Gladiador 2, por Mark Bakowski, Neil Corbould, Nikki Penny e Pietro Ponti
Planeta dos Macacos: O Reinado, por Erik Winquist, Rodney Burke, Paul Story e Stephen Unterfranz
Wicked, por Pablo Helman, Paul Corbould, Jonathan Fawkner e Anthony Smith

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO
Marion, de Joe Weiland e Finn Constantine
Milk, de Miranda Stern
Rock, Paper, Scissors, de Franz Böhm
Stomach Bug, de Matty Crawford
The Flowers Stand Silently, Witnessing, de Theo Panagopoulos

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO
Adiós, de Jose Prats
Mog’s Christmas, de Robin Shaw
Wander to Wonder, de Nina Gantz

MELHOR FILME INFANTIL E FAMILIAR
Flow
O Menino e o Mestre
Robô Selvagem
Wallace & Gromit: Avengança

Foto: Alile Dara Onawale.

23º VES Awards: conheça os indicados ao prêmio que elege os melhores efeitos visuais do cinema

por: Cinevitor
Cena de Better Man: A História de Robbie Williams

Foram anunciados nesta terça-feira, 14/01, os indicados ao 23º VES Awards, prêmio realizado pela Visual Effects Society, que reconhece os melhores efeitos visuais e a inovação em filmes, animações, programas de TV, comerciais e videogames.

Com mais de 4.000 membros, de 40 países, a Visual Effects Society reúne profissionais de efeitos visuais, incluindo artistas, tecnólogos, modelistas, educadores, executivos de estúdio, supervisores, especialistas em marketing e produtores.

Neste ano, Duna: Parte 2, de Denis Villeneuve, lidera a lista da premiação com sete indicações; a animação Robô Selvagem, dirigida por Chris Sanders, também se destaca. Os indicados foram selecionados pelos membros da VES em eventos presenciais e virtuais realizados em todo o mundo, somando 24 países. Os vencedores serão anunciados no dia 11 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles.

Além das categorias tradicionais, a lista traz também o Prêmio Emerging Technology, que celebra os criadores de tecnologia por trás dos visuais e homenageia os inventores de uma ferramenta, dispositivo, software ou metodologia inovadora e única de valor excepcional para a arte e a ciência dos efeitos visuais, jogos ou animação.

Os homenageados desta 23ª edição serão: o ator japonês Hiroyuki Sanada, vencedor do Emmy por Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, que receberá o VES Award for Creative Excellence; o cineasta japonês Takashi Yamazaki, vencedor do Oscar de melhores efeitos visuais por Godzilla Minus One, que será honrado com o VES Visionary Award; e a aclamada artista Jacquelyn Ford Morie, que será honrada com o VES Georges Méliès Award.

Conheça os indicados ao 23º Visual Effects Society Awards nas categorias de cinema:

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME FOTOREALISTA
Better Man: A História de Robbie Williams
Duna: Parte 2
Mufasa: O Rei Leão
Planeta dos Macacos: O Reinado
Twisters

MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO EM FILME FOTOREALISTA
A Jovem e o Mar
Blitz
Guerra Civil
Horizon: An American Saga – Capítulo 1
Nosferatu

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Moana 2
Robô Selvagem
Transformers: O Início
Ultraman: A Ascensão

MELHOR PERSONAGEM EM FILME FOTOREALISTA
Noa, em Planeta dos Macacos: O Reinado
Raka, em Planeta dos Macacos: O Reinado
Robbie Williams, em Better Man: A História de Robbie Williams
Scar, em Mufasa: O Rei Leão

MELHOR PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Ansiedade, em Divertida Mente 2
Gromit, em Wallace & Gromit: Avengança
Roz, em Robô Selvagem
Vic Diamond, em Thelma, O Unicórnio

MELHOR AMBIENTE CRIADO EM FILME FOTOREALISTA
Cidade das Esmeraldas, em Wicked
Roma, em Gladiador 2
The Arrakeen Basin, em Duna: Parte 2
Washington, D.C., em Guerra Civil

MELHOR AMBIENTE CRIADO EM ANIMAÇÃO
Aqueduto, em Wallace & Gromit: Avengança
Cidade de Juniper, em Kung Fu Panda 4
Floresta, em Robô Selvagem
Iacon City, em Transformers: O Início

MELHOR FOTOGRAFIA EM CG
Arrakis, em Duna: Parte 2
Better Man: A História de Robbie Williams
Dragão Vermelho e Ouro (Batalha em Rook’s Rest), em A Casa do Dragão
Escalada de ovos, em Planeta dos Macacos: O Reinado

MELHOR MODELO EM PROJETO FOTOREALISTA OU ANIMADO
Ant-Man Arena, em Deadpool & Wolverine
Coliseu, em Gladiador 2
Renaissance Space Station, em Alien: Romulus
The Harkonnen Harvester, em Duna: Parte 2

MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME FOTOREALISTA
Efeitos de água, fogo e simbionte, em Venom: A Última Rodada
Explosões atômicas e Wormriding, em Duna: Parte 2
Twisters
Vila em chamas, corredeiras e inundações, em Planeta dos Macacos: O Reinado

MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME DE ANIMAÇÃO
Kung Fu Panda 4
Moana 2
Robô Selvagem
Ultraman: A Ascensão

MELHOR COMPOSIÇÃO E ILUMINAÇÃO EM FILME FOTOREALISTA
Better Man: A História de Robbie Williams
Planeta dos Macacos: O Reinado
Robô Selvagem
Wormriding, Geidi Prime e a batalha final, em Duna: Parte 2

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS PRÁTICOS EM PROJETO FOTOREALISTA
Blitz
Constelação
Pinguim

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM PROJETO ESTUDANTIL
Courage (Supinfocom – Rubika)
Dawn (École Supérieure Des Métiers Artistiques)
Pittura (Schools of Digital Arts)
Student Accomplice (Brigham Young University)

PRÊMIO EMERGING TECHNOLOGY
Aqui
Duna: Parte 2
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Mufasa: O Rei Leão
Pinguim

Foto: Divulgação/Diamond Films.

28ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibirá 140 filmes na programação

por: Cinevitor
Cena do curta potiguar Mukunã: Aprendiz de Pajé, de Rodrigo Sena

A 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro, contará com 140 filmes brasileiros: 43 longas, 1 média e 96 curtas-metragens, vindos de 21 estados. Os títulos serão exibidos, com programação gratuita, em 62 sessões divididas em vários recortes, além de debates, encontros e rodas de conversa.

A curadoria teve coordenação geral de Francis Vogner dos Reis. A comissão de longas-metragens contou com as presenças de Juliano Gomes e Juliana Costa, além de Francis. A de curtas-metragens teve participações de Camila Vieira, Mariana Queen Nwabasili, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha e Rubens Fabricio Anzolin.

A Mostra de Cinema de Tiradentes 2025 abre na noite de 24 de janeiro com a pré-estreia de Girassol Vermelho, novo longa-metragem do diretor mineiro Éder Santos, extensão de um de seus trabalhos mais aclamados que se tornou uma ficção protagonizada por um elenco estrelado formado por Daniel de Oliveira, Chico Diaz e Bárbara Paz.

Como já anunciado, em 2025 a Mostra homenageará a atriz catarinense Bruna Linzmeyer, um dos nomes mais representativos de sua geração. Com uma carreira marcada pela coragem e versatilidade, Bruna transita entre o cinema independente e produções televisivas de grande alcance. A homenagem celebra não apenas sua trajetória como atriz, mas também o engajamento com um cinema inventivo, poético e provocador. A Mostra vai promover um recorte de títulos com a atriz para ser exibido ao longo do evento; os filmes são: o recente e premiado Baby, de Marcelo Caetano; A Frente Fria que a Chuva Traz, de Neville d’Almeida; Cidade; Campo, de Juliana Rojas; o sexto episódio da série Notícia Populares, de Marcelo Caetano; Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Eri Sarmet; Se Eu to Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro; Medusa, de Anita Rocha da Silveira; O Filme da Minha Vida, de Selton Mello; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; e Alfazema, de Sabrina Fidalgo.

A mostra Olhos Livres passa a ser avaliada pelo Júri Oficial com exibições no horário noturno, enquanto a Mostra Aurora será avaliada pelo Júri Jovem com sessões no fim da tarde. Além disso, a Aurora agora passa a contar com filmes exclusivamente de cineastas em seu primeiro longa-metragem.

A Olhos Livres tem se destacado nos últimos anos ao exibir filmes que resgatam o espírito original da Aurora, quando a proposta era desbravar novos caminhos na produção autoral. Muitos desses filmes são de nomes que, apesar de se firmarem como jovens veteranos, continuam a apostar na radicalidade inventiva que marca suas obras. Em sua 18ª edição, a Aurora é espaço exclusivo de primeiros longas-metragens. Com isso, a curadoria preserva o conceito original do recorte, que é o de apontar e descobrir realizadores em trabalhos iniciais na direção e os rumos do cinema contemporâneo brasileiros. Clique aqui e saiba mais.

Everaldo Pontes e Tavinho Teixeira em Batguano Returns: Roben na Estrada

Neste ano, dois filmes fazem parte do recorte temático Que cinema é esse?: os longas-metragens Relâmpagos de Críticas, Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; e Odradek, de Guilherme de Almeida Prado. Quantas imagens podem existir em um plano? O quanto o princípio de organização de uma montagem tem como destino poético a desorganização, a fim de criar ou encontrar algo que não está dado, seja no texto do filme, seja na própria materialidade das coisas que filma ou e na nossa percepção? Em uma época em que se discute, se pratica e se demanda objetos audiovisuais pensados a partir de uma economia de tempo que facilite a produção serial (e industrial) de padrões e que trabalhe, junto ao espectador, com o imperativo da eficiência cognitiva que dispensa a concentração da atenção, esses dois filmes, não só por suas durações (duas hora e meia no filme de Lima e Bressane, quatro horas e meia no de Almeida Prado), mas principalmente pelo caráter de seus trabalhos de concepção do tempo na relação, na duração e na intervenção nas imagens.

O sentido que soa mais latente no conjunto da Mostra Autorias em 2025 é o de uma ênfase nas trocas e nas transformações. Seja na duplicidade dos músicos que conduzem Centro Ilusão (CE), de Pedro Diogenes, cuja permuta (histórica, estética, libidinal) é central como tarefa do trajeto fílmico; ou na fantasmagoria da correspondência de Lota de Macedo Soares habitando a escuridão presente do parque urbano carioca em Para Lota (RJ), de Bruno Safadi e Ricardo Pretti; nas variações entre contar e ver, simbolizar e ser, entre humano e coisa, textura e vida, entre si e outro, que experimentamos em Uma Montanha em Movimento (SP), de Caetano Gotardo; ou nas interações corporais e subjetivas tornadas jogos de montar e desmontar, em Parque de Diversões (MG), de Ricardo Alves Jr. As peças se apresentam para, no trajeto dos filmes, tornarem-se outras. E a possível autobiografia familiar de Sueli Maxakali se torna uma jornada essencialmente coletiva em Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (MG/MS), de Isael Maxakali, Luisa Lanna, Sueli Maxakali e Roberto Romero, em que toda uma comunidade humana e extra-humana participa, entre presenças e projeções.

As exibições da Mostra Praça são um dos pontos de culminância do aspecto coletivo e comunitário que marca a Mostra de Tiradentes. As centenas de pessoas que se juntam na Praça Tiradentes estão ao mesmo tempo interagindo e experimentando o espaço da cidade, seu contexto imediato, às vezes envolvidos em outras atividades simultaneamente, o que exige da curadoria refletir e trabalhar ideias de coletividade que aparecem nos próprios filmes de diferentes formas.

Este ano, a programação de longas e curtas-metragens da Praça inclui:

LONGAS-METRAGENS

3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado (RJ/BA)
Alma Negra: Do Quilombo ao Baile, de Flavio Frederico (SP)
Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Malês, de Antonio Pitanga (RJ)
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes (SP)

CURTAS-METRAGENS

A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida (DF)
Canto das Areias, de Maíra Tristão (ES)
Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Daimara y el Baile Zombie, de Natália Keiko e Tom Hamburger (SP)
Fluxo: O Filme, de Filipe Barbosa (SP)
Fulano de Tal, de André P. Barata, Reinê Pires Muzzi e Vane Ferreira (SP)
Goiânia: Notas Pendulares sobre a Metrópole, de O. Juliano Gomez (GO)
Junho de 2002, de Tainá Lima (MG)
Mukunã: Aprendiz de Pajé, de Rodrigo Sena (RN)
Phoenix Club, de Gabriela Araújo (AL)
Procura-se uma Rosa, de Julia Moraes (RJ)
Reciclos, de Diego Guerra (RJ)
Stella do Patrocínio e a Gênese da Poesia, de Milena Manfredini (RJ)
Travessia, de Karol Felicio e Isadora Carneiro (ES)
Yby Katu, de Kaylany Cordeiro, Jessé Carlos, Ladivan Soares, Geyson Fernandes e Rodrigo Sena (RN)

Novidade em 2024, a mostra Clássicos de Tiradentes traz um recorte que pretende revelar um universo de filmes que atentam contra duas noções vulgares mais convencionais sobre a ideia clássico: a de filmes amplamente conhecidos e que fazem parte de uma memória em comum do público e a que parasita a ideia de obras de arte que primam pelo equilíbrio e por uma forma de expressão ideal. Nesta segunda edição, serão apresentados filmes que deram rumos fundamentais à Mostra de Tiradentes como espaço de invenção e projeção visionária: Conceição: Autor bom é Autor Morto (RJ), de André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento e Samantha Ribeiro, exibido no evento em 2007 e que serviu de prévia do que viria a ser a Mostra Aurora, criada no ano seguinte; e o curta-metragem Maldição Tropical (RJ), de Luísa Marques e Darks Miranda, que em 2017 disputou a Mostra Foco no ano seguinte à derrubada da presidente Dilma Rousseff e trouxe a impressão amarga de que o Brasil é, e sob certo aspecto sempre foi, uma ruína do futuro.

Vitória Vasconcellos: atriz e diretora do curta Esconde-Esconde

Na Mostra de Curtas serão exibidos 96 títulos escolhidos e distribuídos nas mostras Foco (13), Formação (13), Panorama (24), Praça (15), Homenagem (3) Jovem (5), Valores (4), CineEmbraturLab (4), Mostrinha (6), Clássicos de Tiradentes (1) e Território Mineiro (8). Entre elas, a Foco tem avaliação do Júri da Crítica e mantém o perfil da pluralidade e radicalidade, atenta à emergência de expressões sofisticadas de quem está começando pelo curta ou de cineastas experientes que continuam explorando o formato como meio de experimentação e refinamento. Clique aqui e saiba mais.

Em Sessões Debate, serão dois filmes que, além de provocarem discussões sobre a atualidade, se debatem internamente em seus temas e formas. Enquanto Tijolo por Tijolo (PE), de Victoria Alvares e Quentin Delaroche, opta por uma narrativa documental de observação para buscar uma síntese fragmentada de um recorte da sociedade brasileira contemporânea, Trópico de Leão (SP), de Luna Alkalay, apresenta a subjetividade da diretora em um filme ensaio complexo que tem na palavra sua base de expressão.

Na mostra Vertentes, dois filmes dialogam com estruturas consolidadas do cinema e se integram às narrativas da história da arte para rever os gêneros aos quais se remetem explicitamente. Oeste Outra Vez (GO), de Erico Rassi, explora o sertão de Goiás com referências ao faroeste, mas troca o embate mortal pelo tédio da escassez; em vez do ouro e da conquista típicos do western clássico, o filme aborda a ausência de perspectivas no coração do Brasil. Já Sem Vergonha (RJ), de Rafael Saar, tem Maria Alcina interpretando sua própria biografia, em uma celebração de exuberância e teatralidade. Incorporando a chanchada e o teatro de revista, o filme resgata a irreverência dessas formas artísticas enquanto questiona os limites entre arte e realidade. A pungência de Alcina dá profundidade à encenação, evocando reflexões sobre identidade e autobiografia

Com parte de sua programação voltada às crianças, visando o entretenimento e a educação como parte das ações do evento em atenção à comunidade, a Mostra de Tiradentes exibe em 2025 na Mostrinha: Dentro da Caixinha: Mundo de Papel (MG), de Guilherme Reis, e A Mensagem de Jequi (MG), de Igor Amin, além de curtas-metragens. Ambos os filmes buscam conectar ou reconectar as crianças aos temas e questão do mundo à sua volta e desperta a atenção delas para a responsabilidade com o contexto no qual vivem.

Na programação da Mostra acontece um recorte dedicado a atividades do Brasil CineMundi, encontro internacional de coprodução realizado anualmente na CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte. Em Tiradentes, a Conexão BCM promove sessões Work in Progress, com filmes em processo de finalização que são vistos por consultores e convidados especializados na indústria do audiovisual. Em 2025, os filmes WIP são: Nós a Sós (RS), de Márcio Picoli e Victor Di Marco; Morte e Vida Madalena (CE), de Guto Parente; A Voz de Deus (SP), de Miguel Antunes Ramos; Não Estamos Sonhando (CE), de Ulisses Arthur; e O Monstro (SP), de Helena Guerra.

Milton Bituca Nascimento: documentário de Flavia Moraes

Sobre o encerramento: Suçuarana, mais recente projeto da produtora mineira Anavilhana Filmes, é a primeira direção compartilhada de Clarissa Campolina e Sérgio Borges no formato de longa-metragem. Exibido nos festivais de Chicago, Roterdã e Brasília, o filme encerra a 28ª Mostra de Tiradentes. Na narrativa, acompanhamos Dora em uma aventura solitária a caminho da terra que teria pertencido a sua mãe e leva o nome do título: Suçuarana. Como uma Alice no País das Maravilhas na estrada, no percurso em direção a sua Shangri-Lá, a protagonista encontra e desencontra personagens que auxiliam e confundem o trajeto em direção ao seu retorno ao lar.

Diversos títulos da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes integrarão a programação on-line do evento, que vai reunir títulos, alguns exibidos apenas neste formato, na plataforma do evento. A seleção inclui títulos da Mostra Panorama e da Mostra Homenagem e serão disponibilizados para visualização entre os dias 24 de janeiro e 1 de fevereiro, simultaneamente à realização da programação presencial da Mostra na cidade histórica mineira. Além disso, um recorte especial da Mostra estará disponível na plataforma IC Play, entre os dias 3 e 16 de fevereiro.

Nesta edição, a Universo Produção irá oferecer premiação em dinheiro para os vencedores das mostras Aurora, Olhos Livres, Foco e Formação. Além disso, a 28ª Mostra Tiradentes conta com uma rede de parceiros que distribuem premiações em várias categorias.

A Universo Produção em parceria com a plataforma Festival Scope Pro oferece o Prêmio Festival Scope para filmes da programação da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Essa premiação tem o objetivo de criar oportunidades de distribuição e programação para filmes e talentos independentes do cinema brasileiro. O prêmio consiste na divulgação e disponibilização dos filmes na plataforma para profissionais da indústria cinematográfica no mundo todo. Ao todo, vinte filmes serão premiados: os longas das mostras Aurora e Olhos Livres, os filmes vencedores das mostras Autorias, Foco e Formação, os vencedores dos prêmios Canal Brasil de Curtas e Helena Ignez, e o curta e o longa escolhidos pelo Júri Popular.

Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Fotos: Bobox Produções/Casa da Praia Filmes/Divulgação.

6º Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do documentário potiguar Canto de Acauã, de Jaya Pereira

Destaque no calendário audiovisual da capital potiguar, a sexta edição do Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol acontecerá entre os dias 16 e 18 de janeiro em Natal no Complexo Cultural Rampa. Pela primeira vez no bairro de Santos Reis, a paisagem litorânea dá o tom do festival que abre o ano cinematográfico do Rio Grande do Norte com programação gratuita.

A curadoria do festival lidou com um número recorde de filmes inscritos: foram mais de 600 submissões que, criteriosamente, foram analisadas sob o ponto de vista narrativo, estético e técnico: “O Cine Verão não é um festival de cinema temático, mas está atento e sensível às pautas importantes da contemporaneidade. Sendo assim, o processo de curadoria reflete esse espírito livre e democrático, com um olhar especial para contemplar a diversidade, sem abrir mão da qualidade. Essa preocupação com a diversidade e com a qualidade já inicia-se com a própria curadoria convidada”, afirma Carito Cavalcanti, Coordenador de Curadoria e do Júri da sexta edição

A Mostra Cine Verão Poti exibirá 12 filmes realizados em território potiguar; as produções foram selecionadas por Fernando Suassuna, Geslline Giovana Braga e Heloísa Sousa. Já a Mostra Cine Verão Brasil apresenta um panorama da produção cinematográfica nacional e contou com curadoria de Quemuel Costa, Rosy Nascimento e Sihan Felix: “Um grande desafio para as duas curadorias que exercem, com liberdade e autonomia, um caminho de análise e escolha não só de cada filme individualmente, mas pensando também no todo, no diálogo dos filmes entre si, com o público, e com o conceito do festival. Um trabalho cuidadoso para apresentar um Brasil amplo e plural, respeitando contextos culturais diversos e fortalecendo a cena cinematográfica do nosso estado”, complementa o cineasta Carito.

Além das duas mostras competitivas, a programação do Cine Verão também oferece ao público atividades de fomento à cultura cinematográfica com workshops, mesas temáticas e um espaço de convivência criado para estimular o debate sobre o cinema brasileiro e também desfrutar do veraneio às margens do Rio Potengi

Para contribuir com a profissionalização da cadeia cultural, as oficinas O projeto para o edital: uma questão estratégica, com Camila Guerra, e Produção Executiva e gestão financeira para projetos audiovisuais, com Babi Baracho, levam ao centro do festival a experiência, a teoria e a técnica de realizadoras reconhecidas pela indústria audiovisual potiguar. Com objetivos semelhantes, a mesa Processos Burocráticos do Fazer e Profissionalização do Setor promove a discussão sobre a economia do audiovisual: o papo é capitaneado por Arlindo Bezerra, Babi Baracho, Camila Guerra e Pedro Fiuza com mediação de Nathalia Santana. A mesa Cinemas de Rua: Passado, Presente e Futuro reúne Anthony Rodrigues, João da Mata e Nelson Marques, com mediação de Wire Lima, para refletir sobre a memória e resistência dos cinemas de rua.  

Na quinta-feira, 16/01, a DJ Aurora recebe o público do Cine Verão às 17h; já na sexta-feira, 17/01, o DJ Sogos abre a pista do Complexo Cultural Rampa às 16h. No sábado, 18/01, o festival começa mais cedo com o Fórum dos Festivais de Cinema de Natal, às 14h, seguido pelo DJ Astrovagant.

Conheça os filmes selecionados para o Cine Verão 2025:

MOSTRA CINE VERÃO BRASIL

A Chuva do Caju, de Alan Schvarsberg (DF)
Antonio e Manoel, de Zeca Ferreira (RJ)
Caluim, de Marcos Alexandre (BA)
Era Uma Vez Diversiones, de Sharlene Esse e Henrique Arruda (PE)
Ladário, de Ed Junior (PB)
No Batente, de Badu Morais e Humberto Bassanello (SP)
Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Rede Katahirine) (DF)
Onde a Maré Leva, de Luan Santos (BA)
Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (PE)
Te Desperto, de Cameron Venture (SC)

MOSTRA CINE VERÃO POTI

Alumbrado, de Catarina Calungueira (Caicó/Cruzeta)
Banheiro dos Campeões, de Felipe Santelli e Osani (Natal)
Canto de Acauã, de Jaya Pereira (Natal)
Clave de Sol, de Anderson Figueredo (Natal)
Diálogos Indígenas do Nosso Tempo, de Gustavo Guedes (Natal)
Diga ao Povo que Avance, de Evelyn Freitas (Apodi/Mossoró)
Divagar, de Lupa Silva (Natal/Parnamirim/Mossoró)
Eu Estou Aqui, de André Santos (Natal)
Lagrimar, de Paula Vanina (Natal)
Mil Manifestações do Qualquer, de Mateus Biston (Natal)
Pupá, de Osani (Acari)
Verão Sem Fim, de Rodrigo Almeida (Natal/Tibau do Sul/Salvador)

Foto: Divulgação.

29º Art Directors Guild Awards: conheça os indicados

por: Cinevitor
Cynthia Erivo e Ariana Grande em Wicked: filme indicado

Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 3.000 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.

Em 1996, foi realizado o primeiro ADG Awards, prêmio anual de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro. Ao longo dos anos, filmes consagrados pela associação também receberam o Oscar nesta categoria. No ano passado, James Price e Shona Heath foram premiados pela ADG por Pobres Criaturas e também receberam a estatueta dourada. Vale lembrar que, dentro da estrutura do cinema brasileiro, o designer de produção é mais conhecido como diretor de arte.

Os vencedores da 29ª edição nas categorias de filmes, televisão/streaming, videoclipes e comerciais serão anunciados no dia 15 de fevereiro, no InterContinental Los Angeles Downtown, em cerimônia apresentada pela atriz e comediante Rachael Harris

Em comunicado oficial, Michael Allen Glover e Megan Elizabeth Bell, produtores da premiação, disseram: “Os indicados deste ano mostram a incrível arte e visão que definem nosso ofício e nossa indústria. Estamos felizes em reuní-los para celebrar as conquistas desses incríveis designers de produção e seus departamentos de arte”.

Os homenageados deste ano serão: o diretor Jason Reitman, de Obrigado por Fumar, Juno, Amor sem Escalas, Jovens Adultos e Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia, que receberá o Cinematic Imagery Award pelo conjunto da obra. O Lifetime Achievement Award será entregue para profissionais veteranos da área: a cenógrafa televisiva Lisa Frazza, de Dancing with the Stars, Survivor e The Late Late Show with James Corden; a cenógrafa Barbara Mesney, de Capitão América: O Soldado Invernal, Twin Peaks: O Retorno e Garota Exemplar; o artista de storyboard Dan Sweetman, de Planeta dos Macacos: A Guerra e Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância); e o designer de produção J. Dennis Washington, de Desafiando os Limites e Nebraska. Carl Jules Weyl, lendário diretor de arte alemão, entrará para o Hall da Fama da ADG.

Conheça os indicados ao 29º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA
Gladiador 2, por Arthur Max
Nosferatu, por Craig Lathrop
O Brutalista, por Judy Becker
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia, por Jess Gonchor
Um Completo Desconhecido, por François Audouy

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA
Alien: Romulus, por Naaman Marshall
Duna: Parte 2, por Patrice Vermette
Furiosa: Uma Saga Mad Max, por Colin Gibson
Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, por Mark Scruton
Wicked, por Nathan Crowley

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO
A Substância, por Stanislas Reydellet
Conclave, por Suzie Davies
Emilia Pérez, por Emmanuelle Duplay
Guerra Civil, por Caty Maxey
Twisters, por Patrick M. Sullivan

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2, por Jason Deamer
Flow, por Gints Zilbalodis
Moana 2, por Ian Gooding
Robô Selvagem, por Raymond Zibach
Wallace & Gromit: Avengança, por Matt Perry

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Festival de Berlim 2025 anuncia novos títulos; filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança: selecionado

Depois de anunciar os primeiros filmes, a 75ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de fevereiro, revelou os títulos selecionados para as mostras Forum Expanded e Forum Special.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença na Forum Expanded com duas obras: Cartas do Absurdo, de Gabraz Sanna, com Sara Não Tem Nome e Eliakin, que traz o fim do mundo descrito em quatro cartas escritas por indígenas brasileiros no século XVII; o filme trata dos efeitos devastadores do genocídio dos povos indígenas do Brasil nos últimos cinco séculos. E também: Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança, com Leo Tucherman, que traz cenas documentais e encenadas que se misturam nesta história muito pessoal de uma família da periferia do Rio, através das memórias de um quintal, de uma árvore gigante e da mulher que a plantou.

Na 20ª edição da Forum Expanded, que em 2025 apresenta o tema Methods of Translucence, a seleção conta com 24 obras, de 21 países. Empregando práticas que abrangem instalação, filme, vídeo e escultura, os artistas e cineastas selecionados empregam a translucidez como um meio de se envolver com as realidades cataclísmicas do presente. Seja lidando com histórias pessoais ou coletivas, guerras em andamento, extrativismo, legados do colonialismo ou desigualdades sociais, suas abordagens frequentemente dependem da intervenção em vez da observação. Seja por meio de vidro colorido, realidade virtual, especulação histórica ou aumento sônico: suas obras projetam ativamente ideias, imagens e sons que alteram como percebemos a realidade e refratam nossa visão do mundo. Eles tornam o que está faltando ainda mais tangível, redirecionando nosso olhar e, como resultado, lançam o que está além ou fora de nossa percepção em um relevo cada vez mais nítido.

Enquanto isso, na mostra Forum Special, organizada por Barbara Wurm, a seleção exibirá um programa de filmes históricos e atuais, com curadoria em torno de um conjunto de temas relacionados. A seleção corresponde ao programa principal da Forum e confronta o estado devastador do presente ao olhar conscientemente para o passado. Com a temática Open Wounds, Open Words, a mostra forma uma continuação lógica dessas ideias de programação, voltando sua atenção desta vez para as posições da geração mais jovem: crescimento, despertares juvenis, tornar-se adulto e parte da sociedade; em contextos marcados por normas culturais, desigualdade social e injustiça política.

Edna de Cássia em Iracema, Uma Transa Amazônica

Aqui, o Brasil aparece com uma cópia restaurada em 4K de um clássico do Cinema Novo: Iracema, Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, lançado em 1975. Na trama, um caminhoneiro que trafega pela Transamazônica, a grande rodovia brasileira que atravessa a Floresta Amazônica, conhece uma prostituta e aos poucos percebe os problemas daquela região; o elenco conta com Paulo César Peréio e Edna de Cássia.

Além disso, na Berlinale Co-Production Market, 35 projetos de filmes, de 27 países, foram selecionados, entre eles, dois brasileiros: O Funeral, de Carolina Markowicz, da Biônica Filmes; e Serpente, de Diogo Hayashi, da Quarta-Feira Filmes, com produção de Julia Alves.

O festival também anunciou anteriormente que o cineasta Todd Haynes será o presidente do Júri Internacional desta edição; diretor de filmes como Longe do Paraíso, Carol, Não Estou Lá e Segredos de um Escândalo, foi premiado na Berlinale, em 1991, com seu filme de estreia: Poison, que levou o Teddy Award.

E mais: a consagrada atriz Tilda Swinton será homenageada com o Urso de Ouro Honorário na cerimônia de abertura. Em comunicado oficial, disse: “A Berlinale é o primeiro festival de cinema que fui, em 1986, com Derek Jarman e o primeiro filme que fiz, seu Caravaggio. Foi meu portal para o mundo em que fiz o trabalho da minha vida, o mundo do cinema internacional, e nunca esqueci a dívida que tenho com ele. Ser homenageada dessa forma por este festival em particular é profundamente tocante para mim: será um privilégio e prazer celebrar, mais uma vez em fevereiro, a sementeira que é esta reunião de olhos arregalados e confiavelmente maravilhosa”.

Tricia Tuttle, diretora do festival, também comentou: A gama de trabalhos de Tilda Swinton é de tirar o fôlego. Ao cinema, ela traz muita humanidade, compaixão, inteligência, humor e estilo, e expande nossas ideias do mundo por meio de seu trabalho. Tilda é um dos nossos ídolos do cinema moderno e também faz parte da família Berlinale há muito tempo. Estamos muito felizes em poder presenteá-la com este Urso de Ouro Honorário”.

Conheça os novos títulos selecionados para o Festival de Berlim 2025:

FORUM EXPANDED

Akher Youm, de Mahmoud Ibrahim (Egito)
Al Basateen, de Antoine Chapon (França/Áustria)
Alternatives Denkmal für Deutschland (ADfD), de Alternative Monument (Alemanha)
beneath the placid lake, de Kush Badhwar e Vyjayanthi Rao (Índia/Finlândia)
Cartas do Absurdo, de Gabraz Sanna (Brasil)
Chang Gyeong, de Jangwook Lee (Coreia do Sul)
Extra Life (and Decay), de Stéphanie Lagarde (Holanda/França)
J-N-N, de Ginan Seidl (Alemanha)
Mikuba, de Petna Ndaliko Katondolo (República Democrática do Congo/EUA)
Miraculous Accident, de Assaf Gruber (Alemanha/Áustria)
Mirage: Eigenstate, de Riar Rizaldi (Indonésia/Reino Unido/Portugal)
Mountain Roars, de Chonchanok Thanatteepwong e Pobwarat Maprasob (Tailândia)
Mua besoj më shpëtoj portreti, de Alban Muja (Kosovo/Holanda)
Photosynthesizing Dead in Warehouse, de Jeamin Cha (Coreia do Sul)
Pidikwe, de Caroline Monnet (Canadá)
Portales, de Elena Duque (Espanha)
RAPTURE, de Alisa Berger (França/Alemanha)
Sinking Suns, de Neda Saeedi (Áustria/Alemanha)
Spetsialna Operatsiia, de Oleksiy Radynski (Ucrânia/Lituânia)
STARS, de STARS Collective (Reino Unido/Alemanha)
Tin City, de Feargal Ward (Irlanda)
When the Sun is Eaten (Chi’bal K’iin), de Kevin Jerome Everson (EUA)
Wilfred Buck’s Star Stories, de Lisa Jackson e The Macronauts (Canadá)
Zizi (ou oração da jaca fabulosa), de Felipe M. Bragança (Brasil)

FORUM SPECIAL

Das falsche Wort, de Katrin Seybold (1987) (Alemanha)
Guochang, de Nana Xu (2025) (Alemanha/China)
Iracema, Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (1975) (Brasil/Alemanha)
Mes fantômes arméniens, de Tamara Stepanyan (2025) (França/Armênia)
Nagota, de Sabina Bakaeva (2025) (Uzbequistão/França)
Scars of a Putsch, de Nathalie Borgers (2025) (Áustria/Bélgica)
Shinagani gazapkhulebis q’vaviloba, de Tiku Kobiashvili (2025) (Geórgia)
The Long Road to The Director’s Chair, de Vibeke Løkkeberg (2025) (Noruega)

Fotos: Duas Mariola Filmes/Arquivo Jorge Bodanzky IMS. 

77º DGA Awards: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Diretores

por: Cinevitor
Edward Berger e Ralph Fiennes nos bastidores de Conclave

Foi divulgada nesta quarta-feira, 08/01, a lista completa com os indicados ao 77º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege os melhores diretores e diretoras da TV e do cinema desde 1948.

Em comunicado oficial, Lesli Linka Glatter, presidente do Sindicato, disse: “2024 foi um ano verdadeiramente extraordinário para contar histórias e os indicados de hoje criaram filmes audaciosos e únicos que expandem as possibilidades de excelência cinematográfica. Estou emocionada em parabenizar todos os nossos diretores indicados por seus trabalhos brilhantes, que são visionários, inspiradores e falam à profundidade da experiência humana. Ser escolhido pelos colegas é o verdadeiro marcador de uma excelente realização de direção e o que torna essas indicações tão especiais”.

Neste ano, nenhuma mulher aparece na categoria principal. Enquanto isso, na categoria de direção estreante, duas aparecem na disputa; entre os documentários, destaque para três representantes femininas. Nas categorias televisivas, a lista conta com: Hiromi Kamata, por Xógum: A Gloriosa Saga do Japão; Issa López, por True Detective; Lucia Aniello, por Hacks; Kevin Bray, Jennifer Getzinger e Helen Shaver, por Pinguim; Alfonso Cuarón, por Disclaimer; entre outros. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills.

Além dos indicados, os homenageados desta 77ª edição também foram revelados: o diretor Ang Lee, de O Tigre e o Dragão e vencedor do Oscar por As Aventuras de Pi e O Segredo de Brokeback Mountain, receberá o DGA Lifetime Achievement Award; a produtora Mary Rae Thewlis, indicada ao Emmy por The Americans, será honrada com o Robert B. Aldrich Award; e o produtor Thomas J. Whelan, de Miss Simpatia, Os Excêntricos Tenenbaums, Sex and the City, Gotham e Diarra from Detroit receberá o Frank Capra Achievement Award.

Conheça os indicados ao 77º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM
Brady Corbet, por O Brutalista
Edward Berger, por Conclave
Jacques Audiard, por Emilia Pérez
James Mangold, por Um Completo Desconhecido
Sean Baker, por Anora

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM
Halfdan Ullmann Tøndel, por Armand
Megan Park, por Meu Eu do Futuro
Payal Kapadia, por Tudo que Imaginamos como Luz
RaMell Ross, por Nickel Boys
Sean Wang, por Dìdi

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Brendan Bellomo e Slava Leontyev, por Porcelain War
Ibrahim Nash’at, por Hollywoodgate
Johan Grimonprez, por Soundtrack to a Coup d’Etat
Julian Brave Noisecat e Emily Kassie, por Sugarcane
Natalie Rae e Angela Patton, por Filhas

Foto: Philippe Antonello/Focus Features.

31º SAG Awards: conheça os indicados

por: Cinevitor
Karla Sofía Gascón: indicada por Emilia Pérez

O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 08/01, os indicados ao 31º Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards.

O anúncio, que seria transmitido ao vivo pelo ator Cooper Koch e pela atriz Joey King, foi cancelado por conta dos incêndios florestais e das condições adversas de vento em Los Angeles. Sendo assim, a lista foi revelada em um comunicada à imprensa e nas redes sociais. Fran Drescher, presidente do SAG-AFTRA (Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists), também participaria do vídeo.

O prêmio, que elege os melhores atores e atrizes da TV e do cinema, é considerado uma prévia para o Oscar, já que seus vencedores quase sempre acabam levando a estatueta dourada para casa. Vale lembrar que o período de elegibilidade para esta edição do SAG foi de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2024.

O SAG Awards 2025 acontecerá no dia 23 de fevereiro e a cerimônia, que será realizada no Shrine Auditorium & Expo Hall, em Los Angeles, será transmitida ao vivo pela Netflix. Neste ano, a atriz e cantora Kristen Bell será a apresentadora; a lendária atriz, escritora e ativista Jane Fonda será homenageada com o Life Achievement Award.

Conheça os indicados ao 31º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO
Anora
Conclave
Emilia Pérez
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR ATOR
Adrien Brody, por O Brutalista
Colman Domingo, por Sing Sing
Daniel Craig, por Queer
Ralph Fiennes, por Conclave
Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido

MELHOR ATRIZ
Cynthia Erivo, por Wicked
Demi Moore, por A Substância
Karla Sofía Gascón, por Emilia Pérez
Mikey Madison, por Anora
Pamela Anderson, por The Last Showgirl

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Edward Norton, por Um Completo Desconhecido
Jeremy Strong, por O Aprendiz
Jonathan Bailey, por Wicked
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Yura Borisov, por Anora

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana Grande, por Wicked
Danielle Deadwyler, por Piano de Família
Jamie Lee Curtis, por The Last Showgirl
Monica Barbaro, por Um Completo Desconhecido
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte Dois
Gladiador 2
O Dublê
Wicked

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

Cinema Audio Society anuncia os indicados ao 61º CAS Awards

por: Cinevitor
Timothée Chalamet é Bob Dylan em Um Completo Desconhecido

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema. Como de costume, anualmente realiza uma premiação para eleger a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Em comunicado oficial, Peter Kurland, presidente da CAS, disse: “2024 foi um ano de conquistas notáveis ​​na comunidade sonora, com talentos excepcionais em exibição em todas as categorias. A inovação e a arte desses mixadores de som continuam a elevar a arte e os próximos prêmios serão uma celebração das contribuições excepcionais feitas este ano. Parabéns a todos os indicados merecedores pelos excepcionais trabalhos”.

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 22 de fevereiro no Beverly Hilton. O consagrado engenheiro de som Tod A. Maitland, indicado ao Oscar por Um Completo Desconhecido, Amor, Sublime Amor, Coringa, Seabiscuit: Alma de Herói, JFK: A Pergunta que Não Quer Calar e Nascido em 4 de Julho, receberá o CAS Career Achievement Award; e o cineasta Denis Villeneuve, de Duna: Parte 2, será honrado com o Cinema Audio Society’s Filmmaker Award.

Conheça os indicados ao 61º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Gladiador 2
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Moana 2
Mufasa: O Rei Leão
Robô Selvagem
Wallace & Gromit: Avengança

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
Elton John: Never Too Late
Eu Sou: Celine Dion
Super/Man: A História de Christopher Reeve
The Blue Angels

MELHOR MIXAGEM DE SOM | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA
Bebê Rena (1ª temporada, episódio 7)
Mestres do Ar (1ª temporada, episódio 5: Part Five)
Pinguim (1ª temporada, episódio 1: After Hours)
Ripley (1ª temporada, episódio 3: III Sommerso)
Stax: Soulsville (1ª temporada, episódio 2: Soul Man)

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO PARA TV, VARIEDADE E SÉRIES MUSICAIS OU ESPECIAIS 
Beatles ’64
F1: Dirigir para Viver (6ª temporada; episódio 8: Forza Ferrari)
Jim Henson: O Homem das Ideias
The 100th: Billy Joel at Madison Square Garden
Yacht Rock: A Dockumentary

Foto: Divulgação/ 20th Century Studios Brasil.

72º MPSE Golden Reel Awards: conheça os indicados ao prêmio que elege os melhores editores de som

por: Cinevitor
Timothée Chalamet em Duna: Parte 2

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Anualmente, a Motion Picture Sound Editors realiza o Golden Reel Awards, premiação que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV, cinema, games e produções estudantis. Os vencedores desta 72ª edição serão anunciados no dia 23 de fevereiro no Wilshire Ebell Theatre, em Los Angeles, em cerimônia apresentada por Patton Oswalt.

Os homenageados deste ano serão: o ator e cineasta Kevin Costner, vencedor do Oscar por Dança com Lobos, que receberá o MPSE Filmmaker Award; e o editor supervisor de som Greg Hedgepath, de Frozen: Uma Aventura Congelante e Velocidade Máxima, que será honrado com o MPSE Career Achievement Award.

Conheça os indicados ao 72º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
Alien: Romulus
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Alien: Romulus
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Nosferatu
Setembro 5

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
Divertida Mente 2
Mufasa: O Rei Leão
O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim
Robô Selvagem

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
Dahomey
Elton John: Never Too Late
Super/Man: A História de Christopher Reeve
The Blue Angels
Will & Harper

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME INTERNACIONAL
A Garota da Agulha
Emilia Pérez
Kneecap: Música e Liberdade
Vida de Cabra

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | FICÇÃO
Better Man: A História de Robbie Williams
Deadpool & Wolverine
Duna: Parte 2
Emilia Pérez 
Um Completo Desconhecido
Wicked

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | DOCUMENTÁRIO
A Música de John Williams
A Noite que Mudou o Pop
Beatles ’64
Elton John: Never Too Late
Jim Henson: O Homem das Ideias

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING
Atlas
Música
O Assassino
Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes
Um Tira da Pesada 4

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING
Apollo 13: Sobrevivendo no Espaço
F1: Dirigir para Viver (episódio: Forza Ferrari)
Fly
Jim Henson: O Homem das Ideias
STEVE! (martin): documentário em 2 partes
The Beach Boys: Uma História de Sucesso

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING
Arcane (episódio: The Dirt Under Your Nails)
Invencível (episódio: I Thought You Were Stronger)
Justice League (episódio: Crisis on Infinite Earths, Part Three)
Orion e o Escuro
Watchmen: Chapter I

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
At the Riverbank (Chapman University)
Bubble Boy (National Film & Television School)
Intermission (National Film & Television School)
Last Remembrances (University of Southern California)
Songbirds (Savannah College of Art and Design)
Student Accomplice (Brigham Young University)
The Memories of Autumn (Beijing Film Academy)
Wrestle-Off (University of Southern California)

Foto: Courtesy of Warner Media.

Globo de Ouro 2025: conheça os vencedores; Fernanda Torres é premiada

por: Cinevitor
Fernanda Torres: atriz brasileira premiada por Ainda Estou Aqui

Foram anunciados neste domingo, 05/01, em cerimônia comandada pela comediante Nikki Glaser, a primeira mulher a apresentar a premiação sozinha, no Hotel The Beverly Hilton, em Beverly Hills, os vencedores da 82ª edição do Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema.

Neste ano, a brasileira Fernanda Torres foi consagrada na categoria de melhor atriz em drama por seu trabalho em Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. Vale lembrar que em 1999 sua mãe, Fernanda Montenegro, foi indicada na mesma categoria por Central do Brasil. O longa é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega, que foram premiados no Festival de Veneza.

Ainda Estou Aqui, que já alcançou mais de três milhões de espectadores nos cinemas, promove o reencontro entre Fernanda Torres e Walter Salles depois de Terra Estrangeira e O Primeiro Dia. Na última parte do filme, Eunice é interpretada por Fernanda Montenegro, que volta a trabalhar com Walter Salles depois do consagrado Central do Brasil. Além de Selton Mello, o elenco principal reúne nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, como os filhos na primeira fase do filme; e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha integram a família no segundo momento. E mais: Guilherme Silveira, Pri Helena, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Dan Stulbach, Camila Márdila, Luiz Bertazzo, Lourinelson Vladmir, Thelmo Fernandes, Carla Ribas, Daniel Dantas, Charles Fricks, Helena Albergaria, Marcelo Varzea, Caio Horowicz, Maitê Padilha, Luana Nastas, Isadora Gupert, Alexandre Mello, Augusto Trainotti, Alan Rocha e Daniel Pereira.

Emocionada, Torres subiu ao palco, recebeu o troféu das mãos de Viola Davis e fez seu discurso: “Meu Deus! Eu não preparei nada porque eu já estava feliz. Este é um ano incrível para atuações femininas. Tantas atrizes aqui que eu admiro muito. Eu quero agradecer a Walter Salles, meu parceiro, meu amigo. Que história, Walter! E claro que eu quero dedicar esse prêmio para minha mãe… vocês não têm ideia… ela esteve aqui há 25 anos! E isso é uma prova de que a arte pode perdurar pela vida, mesmo em momentos difíceis como a incrível Eunice Paiva passou. Alguma coisa parecida está acontecendo agora no mundo com tanto medo. Este é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos difíceis como este”. Ela ainda agradeceu ao marido Andrucha Waddington, aos filhos e ao colega de cena Selton Mello.

Além disso, Emilia Pérez, de Jacques Audiard, que liderava a lista com dez indicações, foi premiado em quatro categorias, entre elas, melhor filme de comédia ou musical. Entre as categorias televisivas, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, se destacou com quatro prêmios.

A noite também foi marcada por outros momentos emocionantes, entres eles, o discurso de Demi Moore, premiada por A Substância: “Eu realmente não esperava por isso. Estou em choque. Faço isso há muito tempo, mais de 45 anos. E esta é a primeira vez que ganho algo como atriz. Estou tão honrada e grata”.

Nesta edição, os homenageados foram: a consagrada atriz Viola Davis, que recebeu o Cecil B. DeMille Award; e o ator Ted Danson, que foi honrado com o Carol Burnett Award. A categoria Cinematic and Box Office Achievement, criada no ano passado e que reconhece as conquistas cinematográficas e de bilheteria dos filmes mais lucrativos e/ou mais vistos do ano, destacou Wicked, de Jon M. Chu.

A cerimônia de premiação contou também com a participação de nomes consagrados, como: Glenn Close, Elton John, Michelle Yeoh, Colin Farrell, Melissa McCarthy, Colman Domingo, Kathy Bates, Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Margaret Qualley, Jeff Goldblum, Salma Hayek Pinault, Jennifer Coolidge, Kaley Cuoco, Mindy Kaling, Sharon Stone, Zoë Kravitz, entre outros.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2025 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA
O Brutalista, de Brady Corbet

MELHOR FILME | COMÉDIA ou MUSICAL
Emilia Pérez, de Jacques Audiard

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Flow, de Gints Zilbalodis

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA
Emilia Pérez, de Jacques Audiard (França)

MELHOR ATOR | DRAMA
Adrien Brody, por O Brutalista

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATOR | COMÉDIA ou MUSICAL
Sebastian Stan, por Um Homem Diferente

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA ou MUSICAL
Demi Moore, por A Substância

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Zoe Saldaña, por Emilia Pérez

MELHOR DIREÇÃO
Brady Corbet, por O Brutalista

MELHOR ROTEIRO
Conclave, escrito por Peter Straughan

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Rivais, por Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
El Mal, por Clément Ducol, Camille e Jacques Audiard (Emilia Pérez)

CINEMATIC AND BOX OFFICE ACHIEVEMENT
Wicked, de Jon M. Chu

Foto: Rich Polk.

28ª Mostra de Cinema de Tiradentes anuncia filmes das mostras competitivas

por: Cinevitor
Mariana Ximenes em Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva

A 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que segue reafirmando-se como vitrine da produção autoral brasileira contemporânea, acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro de 2025 na cidade histórica mineira com mudanças importantes na estrutura de programação.

As mostras competitivas Olhos Livres, Aurora e Foco, que reúnem filmes com inovações de linguagem e modos de produção, passam por alterações com objetivo de retomar algumas de suas premissas originais e manter a produção de vanguarda como grande destaque no evento.

A Mostra Olhos Livres passa a ser avaliada pelo Júri Oficial enquanto a Mostra Aurora será avaliada pelo Júri Jovem com sessões no fim da tarde. Além disso, a Aurora agora passa a contar com filmes exclusivamente de cineastas em seu primeiro longa-metragem. A decisão reflete mudanças observadas no panorama do cinema independente ao longo dos últimos anos: “Quando a Aurora foi criada pelo curador Cléber Eduardo em 2008, o cenário da produção independente, de baixo ou baixíssimo orçamento, ainda estava se consolidando e buscava identidades. Com o tempo, esse campo ganhou forma e maturidade e modificou as trajetórias de seus realizadores”, explica Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial da Mostra de Tiradentes.

A Olhos Livres tem se destacado nos últimos anos a exibir filmes que resgatam o espírito original da Aurora, quando a proposta era desbravar novos caminhos na produção autoral: “Muitos desses filmes surgem à revelia das dificuldades econômicas enfrentadas pelo cinema brasileiro e adaptam-se às circunstâncias disponíveis. O cenário revela uma geração de realizadores que muitas vezes iniciaram suas trajetórias há dez anos ou mais e hoje já estão em seus terceiros, quartos ou até sextos longas-metragens. Apesar de se firmarem como jovens veteranos, continuam a apostar na radicalidade inventiva que marca suas obras”, segue o curador.

No caso da Aurora, até 2024 a regra permitia a inscrição de até um terceiro longa-metragem de um mesmo realizador, com intenção de acompanhar o desenvolvimento e a evolução de novos autores: “Atualmente, esses realizadores, após o lançamento do primeiro longa, já ganham visibilidade e passam a circular em outros festivais, atingindo notoriedade muito mais rapidamente. Ao chegarem ao segundo ou terceiro trabalho, muitos têm carreiras em andamento e isso tornou necessário repensar os critérios da Aurora para valorizar a ideia de estreia e de novidade”, completa Francis.

A Foco, dedicada a curtas-metragens, mantém o perfil da pluralidade e radicalidade: “Estamos sempre atentos à emergência de expressões sofisticadas de quem está começando pelo curta ou de cineastas experientes que continuam explorando o formato como meio de experimentação e refinamento”, exalta Francis Vogner.

As três seções competitivas em Tiradentes, embora distintas em seus recortes, dialogam entre si por meio da imaginação criativa e da busca por formas de expressão que surpreendam o público. Para Francis Vogner, o momento atual do cinema brasileiro é propício tanto a essa diversidade quanto à valorização de propostas fora do convencional: “Se em algum momento o novo estava associado apenas ao jovem, hoje entendemos que ele atravessa gerações. Temos esse ano realizadores estreando nos anos 2020 e outros que iniciaram suas trajetórias nos anos 1960, todos movidos pela inquietação e pela vontade de criar algo fora do comum”, reflete.

As mostras Olhos Livres e Foco são avaliadas pelo Júri Oficial, que escolhe o melhor filme e alguns outros prêmios especiais. Em 2025 os integrantes são: Carlos Francisco (MG), ator; Cíntia Gil (Portugal), programadora; Ivo Lopes Araujo (CE), cineasta; Juçara Marçal (SP), cantora e compositora; e Rita Vênus (PE), crítica e curadora.

Já a Mostra Aurora terá o Júri Jovem, formado por estudantes selecionados numa oficina de crítica de cinema e composto por: Clara Prado (SP), Letras, USP; Duds Tuts (MG), Cinema e Audiovisual, PUC Minas; Giulia Belmonte (RS), Cinema e Audiovisual, UFPel; Otávio Osaki (SP), Comunicação Social: Midialogia, Unicamp; e Sofia Carlos (RN), Comunicação Social: Audiovisual, UFRN.

Conheça os primeiros filmes selecionados para a Mostra de Cinema de Tiradentes 2024:

MOSTRA OLHOS LIVRES

A Primavera, de Daniel Aragão e Sergio Bivar (PE)
A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE)
As Muitas Mortes de Antônio Parreiras, de Lucas Parente (RJ/CE)
Batguano Returns: Roben na Estrada, de Tavinho Teixeira e Frederico Benevides (PB)
Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado (SP/MG)
O Mundo dos Mortos, de Pedro Tavares (RJ)
Prédio Vazio, de Rodrigo Aragão (ES)

MOSTRA AURORA

Cartografias das Ondas, de Heloísa Machado (RJ)
Kickflip, de Lucca Filippin (SP)
Margeado, de Diego Zon (ES)
Nem Deus é Tão Justo Quanto seus Jeans, de Sergio Silva (SP)
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
Um Minuto é uma Eternidade para quem está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)

MOSTRA FOCO

Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
HEYARI: espalhar fumaça para fazer adoecer colocando feitiço no fogo, de Daniel Velasco Leão (SC)
Jamais Visto, de Natália Reis (MG)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP)
Memórias Despejadas (ou A Enchente Levou Tudo, E Encontraram a Luta), de Juliana Koetz (RS)
Não Me Abandone, de Gabriel Vieira de Mello (SP)
O Mediador, de Marcus Curvelo (BA)
Osmo, de Pablo Gonçalo (DF)
Sem Título # 9: Nem Todas as Flores da Falta, de Carlos Adriano (SP)
Tamagotchi_balé, de Anna Costa e Silva (RJ)
Trabalho de Amor Perdido, de Vinícius Romero (SP)
Ver Céu no Chão, de Isabel Veiga (CE/RJ)

Foto: Mayra Azzi.